Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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dirigível

dirigíveldirigível | adj. 2 g. | n. 2 g.
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di·ri·gí·vel di·ri·gí·vel


adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Que se pode dirigir.

nome de dois géneros

2. Balão ou aeronave que se pode dirigir.

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Dúvidas linguísticas


Tenho uma dúvida na utilização dos pronomes "lhe" ou "o". Por exemplo, nesta frase, qual é a forma correta: "para Carlos não lhe perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda" ou " para Carlos não o perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda"?
A questão que nos coloca toca uma área problemática no uso da língua, pois trata-se de informação lexical, isto é, de uma estrutura que diz respeito a cada palavra ou constituinte frásico e à sua relação com as outras palavras ou outros constituintes frásicos, e para a qual não há regras fixas. Na maioria dos casos, os utilizadores conhecem as palavras e empregam as estruturas correctas, e normalmente esse conhecimento é tanto maior quanto maior for a experiência de leitura do utilizador da língua.

No caso dos pronomes clíticos de objecto directo (o, os, a, as, na terceira pessoa) ou de objecto indirecto (lhe, lhes, na terceira pessoa), a sua utilização depende da regência do verbo com que se utilizam, isto é, se o verbo selecciona um objecto directo (ex.: comeu a sopa = comeu-a) ou um objecto indirecto (ex.: respondeu ao professor = respondeu-lhe); há ainda verbos que seleccionam ambos os objectos, pelo que nesses casos poderá dar-se a contracção dos pronomes clíticos (ex.: deu a bola à criança = deu-lhe a bola = deu-lha).

O verbo perturbar, quando usado como transitivo, apenas selecciona objectos directos não introduzidos por preposição (ex.: a discussão perturbou a mulher; a existência perturbava Carlos), pelo que deverá apenas ser usado com pronomes clíticos de objecto directo (ex.: a discussão perturbou-a; a existência perturbava-o) e não com pronomes clíticos de objecto indirecto.

Assim sendo, das duas frases que refere, a frase “para Carlos, não o perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda” pode ser considerada mais correcta, uma vez que respeita a regência do verbo perturbar como transitivo directo. Note que deverá usar a vírgula depois de “para Carlos”, uma vez que se trata de um complemento circunstancial antecipado.




Como se escreve e porquê: compraste ou compras-te? comoveste ou comoves-te?
A questão que nos coloca diz respeito à diferença entre 1) a forma da segunda pessoa do singular do pretérito perfeito simples do indicativo (ex.: Tu compraste muitas prendas ontem; Comoveste a senhora com a tua história) e 2) a forma da segunda pessoa do singular do presente do indicativo, seguida do pronome pessoal átono reflexo te (ex.: Tu compras-te sempre tantas prendas?; Comoves-te facilmente com qualquer filme).

Os exemplos acima indicados (compraste/compras-te e comoveste/comoves-te) são formas parónimas, isto é, escrevem-se e pronunciam-se de forma semelhante (mas não igual), tendo, porém, significados diferentes.

Uma estratégia importante para empregar correctamente estas formas diferentes é analisar o contexto em que estão inseridas. Vejamos então os contextos do indicativo de 1) e do pronome pessoal de 2):

1) O pretérito perfeito simples do indicativo é um tempo verbal usado para expor uma acção, um processo ou um estado num tempo passado acabado. Trata-se sempre, nestes casos, de uma palavra só, pois corresponde apenas a uma forma verbal (ex.: tu compraste [alguma coisa]; tu comoveste [alguém]). Do ponto de vista da pronúncia, estas formas verbais têm sempre o acento tónico da palavra na penúltima sílaba (ex.: compraste, comoveste). A construção de uma frase negativa não altera a grafia desta forma (ex.: Tu nunca compraste o jornal; tu não comoveste a audiência).

2) A forma da segunda pessoa do singular do presente do indicativo seguida do pronome pessoal reflexo te corresponde sempre a duas palavras, um verbo no presente do indicativo e um pronome pessoal da segunda pessoa, que indica que a acção recai sobre o sujeito (ex.: tu compras-te [para ti próprio] muitas prendas; tu comoves-te [a ti próprio]). Do ponto de vista da pronúncia, a forma verbal tem sempre o acento tónico na penúltima sílaba (ex.: compras, comoves), mas como há um pronome pessoal átono a seguir, é como se a construção verbo+pronome fosse uma palavra só, acentuada sempre na antepenúltima sílaba (ex.: compras-te, comoves-te). A construção de uma frase negativa altera a grafia desta forma, pois o advérbio de negação atrai o pronome para posição pré-verbal (ex.: Tu não te compras muitas prendas; tu nunca te comoves).

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Palavra do dia

cha·pli·nes·co |ê|cha·pli·nes·co |ê|


([Charles] Chaplin, antropónimo + -esco)
adjectivo
adjetivo

[Cinema, Teatro, Televisão]   [Cinema, Teatro, Televisão]  Relativo a Charles Chaplin (1889-1977), actor e realizador inglês, à sua obra, ao seu estilo ou à sua personagem Charlot. = CHAPLINIANO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/dirig%C3%ADvel [consultado em 04-03-2021]