Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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diktatdiktat | s. m.
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diktat
(palavra alemã Diktat)
substantivo masculino

Exigência absoluta imposta pelo mais forte, sem outra justificação que a força.

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se, perante a utilização de uma oração intercalar precedida da conjunção e, a vírgula deverá vir antes ou depois da conjunção. Concretizando, qual das frases estará correcta: Tratando-se de uma questão importante, e tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente ou Tratando-se de uma questão importante e, tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente.
Na primeira frase apontada, estamos perante três orações ([1] Tratando-se de uma questão importante, [2] e tendo em conta os valores envolvidos, [3] importa tomar uma decisão urgente), havendo a coordenação (através da conjunção e) das duas orações gerundivas [1] e [2] que, por sua vez, funcionam como adjunto adverbial da oração principal [3], dela separado através de uma vírgula.

Depois de identificada esta estrutura, podemos verificar que na segunda frase apontada não há motivo para colocar a expressão tendo em conta os valores envolvidos entre vírgulas. Se o fizermos, estaremos a isolar sintacticamente uma estrutura, indicando que está intercalada (por favor, consulte também a resposta vírgula depois da conjunção e). Neste caso, verificamos que não se trata de uma oração intercalada, pois, se tentarmos suprimir o que está entre vírgulas, constatamos que o resultado é agramatical (*Tratando-se de uma questão importante e importa tomar uma decisão urgente). Com efeito, não se trata de uma coordenação da oração principal [3] com a primeira oração gerundiva [1], mas sim de uma coordenação de orações gerundivas, como se afirmou acima.

Do ponto de vista lógico, a frase correcta será então Tratando-se de uma questão importante(,) e tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente. Os parênteses indicam aqui a opcionalidade da vírgula: aparentemente, entre [1] e [2] não haveria necessidade do uso de uma vírgula, já que a coordenação é feita pela conjunção e e esta vírgula não está a isolar uma parte da frase; no entanto, este uso da vírgula é muito frequente (cf. CUNHA e CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, p. 643) em casos de orações coordenadas unidas pela conjunção e com um sujeito diferente. No caso, as duas orações gerundivas têm sujeitos diferentes, ainda que não expressos, pois o verbo tratar está a ser usado como verbo impessoal (isto é, não tem sujeito) e o verbo ter, na locução ter em conta, tem um sujeito indefinido, como alguém ou nós.

Sobre este assunto, poderá consultar também a resposta vírgula antes da conjunção e.




Aproveito, em primeira ordem, para vos agradecer pelo serviço prestado à sociedade. O vosso portal é uma ferramenta imprescindível no meu quotidiano, não crendo eu ser, de todo, um caso isolado. Dito isto, venho alertar-vos para o erro existente no template da conjugação verbal, mais precisamente no modo conjuntivo: A substituir: que eu tivesse -> se eu tivesse se eu tiver -> quando eu tiver
A apresentação do conjuntivo na tabela de conjugação dos verbos usa exemplos contextuais para que a sua leitura seja mais clara para os consulentes, mas não implica que sejam aqueles os únicos contextos em que as formas do conjuntivo possam ser usadas.

Assim, o pretérito imperfeito do conjuntivo pode ser usado em frases como “Gostava que tivesses melhores notas na escola” ou “Se eles tivessem muito dinheiro, podiam viajar mais”. O mesmo pode ser dito em relação ao futuro do conjuntivo, possível em frases como “Se eu tiver tempo, ajudo-te” ou “Quando nós tivermos o jantar pronto, chamamos-vos”.

Como pode verificar pelos exemplos acima expostos, não se trata de um erro do conjugador, mas apenas uma opção de contextualização das formas verbais apresentadas, uma vez que o conjuntivo é de um modo geral usado após conjunções subordinativas como “se”, “quando” ou “que”, para expressar desejo, dúvida, incerteza ou possibilidade.

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Palavra do dia

bor·bo·le·ti·ce bor·bo·le·ti·ce
(borboleta + -ice)
substantivo feminino

1. Modos ou movimentos de borboleta.

2. [Figurado]   [Figurado]  Devaneio, imaginação.

3. [Figurado]   [Figurado]  Volubilidade, capricho.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/diktat [consultado em 26-03-2019]