PT
BR
Pesquisar
Definições



cosmopolitamente

A forma cosmopolitamentepode ser [derivação de cosmopolitacosmopolita] ou [advérbio].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
cosmopolitamentecosmopolitamente
( cos·mo·po·li·ta·men·te

cos·mo·po·li·ta·men·te

)


advérbio

De modo cosmopolita.

etimologiaOrigem etimológica:cosmopolita + -mente.
cosmopolitacosmopolita
( cos·mo·po·li·ta

cos·mo·po·li·ta

)


nome de dois géneros

1. Pessoa que considera o mundo como pátria.

2. Pessoa que viaja muito e que se sente bem em qualquer país.


adjectivo de dois génerosadjetivo de dois géneros

3. Que é relativo a cosmópole (ex.: centro cosmopolita).

4. Que é de todos os países.

5. Que é relativo a ou próprio dos grandes centros urbanos (ex.: hábitos cosmopolitas).

6. [Botânica, Zoologia] [Botânica, Zoologia] Que se encontra na maior parte do mundo (ex.: espécie com distribuição cosmopolita).

etimologiaOrigem etimológica:grego kosmopolítes, -ou, cidadão do mundo.


Dúvidas linguísticas



Diz-se o meu cabelo foi corto ou o meu cabelo foi cortado?
O verbo cortar apenas admite o particípio passado cortado, pelo que, das frases que refere, a única correcta é o meu cabelo foi cortado.



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.