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corvense

corvensecorvense | adj. 2 g. | n. 2 g.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

cor·ven·se cor·ven·se


(Corvo, topónimo + -ense)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Relativo à ilha do Corvo, nos Açores.

nome de dois géneros

2. Natural ou habitante da ilha do Corvo.


SinónimoSinônimo Geral: CORVINO

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Dúvidas linguísticas


Encontrei uma resposta que passo a transcrever "Na frase Já passava das duas da manhã quando aquele grupo de jovens se encontraram perto do restaurante existe uma locução (aquele grupo de jovens) que corresponde a um sujeito da oração subordinada (quando aquele grupo de jovens se encontraram perto do restaurante) com uma estrutura complexa. Nesta locução, o núcleo do sintagma é grupo, e é com este substantivo que deve concordar o verbo encontrar. Desta forma, a frase correcta seria Já passava das duas da manhã quando aquele grupo de jovens se encontrou perto do restaurante."
Sendo que a frase em questão foi retirada do Campeonato Nacional de Língua Portuguesa, e a frase completa é "Já passava das duas quando aquele grupo de jovens se encontraram perto da discoteca, aonde o Diogo os aguardava". Segundo a vossa resposta, dever-se-ia ter escrito "(...) aquele grupo de jovens se encontrou (...)". Mas se assim for, também seria de considerar "aonde o Diogo os aguardava", pois se consideramos que o sujeito é singular, não faz sentido dizer "os aguardava", mas sim "o aguardava". No entanto, não podemos considerar que existe concordância atractiva em que "deixamos o verbo no singular quando queremos destacar o conjunto como uma unidade. Levamos o verbo ao plural para evidenciarmos os vários elementos que compõem o todo." (Gramática do Português Contemporâneo Cunha/Cintra)? Agradeço elucidação se mantêm a vossa opinião, tendo a frase completa. Já agora, na frase utiliza-se "aonde Diogo os esperava". Não deveria ser "onde"?
A Priberam Informática não pretende responder especificamente a perguntas do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, mas apenas a dúvidas linguísticas que lhe são colocadas e que são consideradas pertinentes, sendo as respostas redigidas tendo em conta a clareza e a concisão para os utilizadores.

As concordâncias são um caso problemático no português, como deixam claro Telmo Móia e João Peres no capítulo 7 de Áreas Críticas do Português (Caminho, 1995), e o caso em questão, aquele grupo de jovens, parece fazer parte de um conjunto de expressões formadas por um nome (como grupo ou conjunto) que, combinado com outro, “permitem referir colecções de objectos, sem as quantificarem” (Móia e Peres, p. 471). Esta reflexão parece mostrar que este grupo difere um pouco das expressões partitivas (como parte, porção ou maioria) que referem Celso Cunha e Lindley Cintra na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Edições João Sá da Costa, 1998, p. 496). No entanto, tanto num caso como noutro, a construção mais neutra deveria corresponder a uma unidade, ao todo, isto é, pegando no texto de Cunha e Cintra ("Deixamos o verbo no singular quando queremos destacar o conjunto como uma unidade. Levamos o verbo ao plural para evidenciarmos os vários elementos que compõem o todo."), o plural parece ser uma maneira de modalizar o discurso, dando-lhe um matiz menos neutro, enfatizando, na unidade, os seus elementos constituintes. Vemos como estas construções são problemáticas quando comparadas, por exemplo, com um grupo nominal como carro das mercadorias, onde não hesitaríamos (ou hesitaríamos menos) em identificá-lo como uma unidade, com a correspondente flexão do verbo que se lhe seguisse (O carro das mercadorias entrou na rua). Por este motivo reiteramos as nossas observações da resposta concordâncias (I).

No que diz respeito à concordância do pronome pessoal os em Já passava das duas quando aquele grupo de jovens se encontrou perto da discoteca, onde o Diogo os aguardava, pode dizer-se que, sendo um pronome pessoal, deve concordar com o seu antecedente, mas este antecedente não tem necessariamente de ser o sujeito da frase. Retomando um exemplo acima (O carro das mercadorias entrou na rua) podemos adaptá-lo a uma construção afim em que a concordância é possível com qualquer dos antecedentes (O carro das mercadorias entrou na rua, onde o comerciante as/o aguardava). São estas concordâncias possíveis com mais de um antecedente que por vezes tornam as frases ambíguas.

Relativamente à sua questão sobre onde e aonde, por favor consulte a resposta onde / aonde.

Sem qualquer crítica ao referido campeonato, podemos no entanto observar que a maioria das questões problemáticas da língua não se adequa a respostas apenas com dois valores, como sim/não ou correcto/incorrecto, pois contém uma complexidade que as ultrapassa.




A palavra "bué" foi ou não aceite na Língua Portuguesa?
Não há nenhuma instituição ou entidade que possa aceitar ou não uma palavra na língua ou determinar o que é aceite. A partir do momento em que uma palavra é utilizada, sobretudo por um número elevado de falantes e com larga difusão geográfica, passa a ser um facto linguístico e cabe ao utilizador da língua decidir acerca da sua utilização ou não, consoante o seu conhecimento linguístico, a situação em que se encontra e o uso próprio que ele faz da língua. Mesmo os chamados erros ou o desrespeito por determinadas regras não deixam de ser factos linguísticos e de fazer parte da língua; se o falante tiver conhecimento de que se trata de um erro, pode é optar por o utilizar ou não.

Em relação à palavra bué, não é de um erro que se trata, mas de um advérbio e pronome que faz parte de um registo mais informal da língua, muitas vezes denominado calão, mas cujas fronteiras são difíceis de definir. Como outras palavras deste nível de língua, é considerado normal ou seu uso em contextos informais, sendo desaconselhado ou desadequado em situações mais formais.

A eventual dicionarização de palavras de nível informal (o registo de bué no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa em 2001 foi, de alguma forma, polémico) não torna uma palavra aceite ou não, pois faz parte do conhecimento linguístico dos falantes saber em que situação usar determinado nível de língua. O uso de níveis de língua diferentes está relacionado com o conhecimento das situações de comunicação e dos códigos de conduta social, que passa também pela utilização da língua (um exemplo claro deste conhecimento é o uso dos chamados palavrões, ou tabuísmos, cuja utilização em determinadas situações é considerada altamente reprovável).


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Palavra do dia

es·pa·di·ci·flo·ro |ó|es·pa·di·ci·flo·ro |ó|


(espadice + -floro)
adjectivo
adjetivo

[Botânica]   [Botânica]  Diz-se da planta cuja inflorescência é a espadice.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/corvense [consultado em 07-12-2021]