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contraste

A forma contrastepode ser [primeira pessoa singular do presente do conjuntivo de contrastarcontrastar], [terceira pessoa singular do imperativo de contrastarcontrastar], [terceira pessoa singular do presente do conjuntivo de contrastarcontrastar] ou [nome masculino].

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contrastecontraste
( con·tras·te

con·tras·te

)


nome masculino

1. Oposição entre pessoas ou coisas.

2. Diferença considerável.

3. Comparação para verificar diferenças.

4. Oposição ou variação de luz, de tons ou de cores.

5. [Linguística] [Lingüística] [Linguística] Diferença fonológica entre duas unidades seguidas da cadeia da fala.

6. [Ourivesaria] [Ourivesaria] Avaliador do toque ou do quilate dos metais preciosos e do valor das jóias ou pedras preciosas.

7. [Ourivesaria] [Ourivesaria] Marca feita por esse avaliador.

8. [Radiologia] [Radiologia] Substância opaca aos raios X, destinada a tornar visíveis determinados órgãos, tecidos ou estruturas anatómicas.

9. [Antigo] [Antigo] [Náutica] [Náutica] Tempo contrário à navegação.

10. [Antigo, Figurado] [Antigo, Figurado] Crítico, censor.

11. [Antigo] [Antigo] Conjunto de trabalhos incómodos.

etimologiaOrigem etimológica:francês contraste.
contrastarcontrastar
( con·tras·tar

con·tras·tar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Opor-se, arrostar, desafiar e lutar contra.

2. Ir de encontro a.

3. Ser o contrário de.

4. [Ourivesaria] [Ourivesaria] Reconhecer a qualidade do ouro e jóias.

5. [Ourivesaria] [Ourivesaria] Avaliar os quilates de.


verbo intransitivo

6. Fazer contraste.

7. Formar oposição.

8. Ser tão diferente (de outro) que a vista logo o nota.

9. Fazer frente. = ARROSTAR

etimologiaOrigem etimológica:latim tardio contrasto, -are.

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Dúvidas linguísticas



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.




A utilização da expressão à séria nunca foi tão utilizada. Quanto a mim esta expressão não faz qualquer sentido. Porque não utiliz am a expressão a sério?
A locução à séria segue a construção de outras tantas que são comuns na nossa língua (junção da contracção à com uma substantivação feminina de um adjectivo, formando locuções com valor adverbial): à antiga, à portuguesa, à muda, à moderna, à ligeira, à larga, à justa, à doida, etc.

Assim, a co-ocorrência de ambas as locuções pode ser pacífica, partindo do princípio que à séria se usará num contexto mais informal que a sério, que continua a ser a única das duas que se encontra dicionarizada. Bastará fazer uma pesquisa num motor de busca na internet para se aferir que à séria é comummente utilizada em textos de carácter mais informal ou cujo destinatário é um público jovem; a sério continua a ser a que apresenta mais ocorrências (num rácio de 566 para 31800!).