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comorbidade

comorbidadecomorbidade | n. f.
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co·mor·bi·da·de co·mor·bi·da·de


(co- + morbidade)
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]  Qualquer patologia independente e adicional a uma outra existente e em estudo num paciente. = COMORBILIDADE

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Dúvidas linguísticas


Qual é a diferença entre puseste-a e puseste-la? Já li ambas aplicadas e no entanto não sei qual é a diferença ou se alguma delas está incorrecta.
Ambas as expressões estão correctas, mas correspondem a formas verbais de pessoas gramaticais diferentes (tu/vós) do pretérito perfeito do indicativo, pelo que não podem ser aplicadas no mesmo contexto.

A forma puseste-a corresponde à segunda pessoa do singular (= tu puseste alguma coisa), enquanto a forma puseste-la corresponde à segunda pessoa do plural (= vós pusestes alguma coisa).

A construção *tu puseste-la (= *tu pusestes alguma coisa) é agramatical, como indica o asterisco, e resulta da confusão entre as formas verbais da segunda pessoa do singular e do plural do pretérito perfeito. Convém por isso ter presente que a segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo não tem s final (tu puseste), ao contrário da 2ª pessoa do plural (vós pusestes).




Gostaria de saber quais as preposições que podem ser usadas no complemento directo e indirecto. Eu levanto esta dúvida porque o verbo "abusar" é regido pela preposição "de" e, segundo sei, não tem complemento directo, o que me leva a concluir que a referida preposição não pode ser usada no complemento directo. Gostava de ser esclarecido se é de facto assim. Outra questão que surge na sequência desta é a seguinte: eu li um artigo sobre gramática que dizia o seguinte: "O verbo abusar não tem, pois, complemento directo, pelo que não pode ser conjugado na voz passiva". Então é errado dizer "a Ana foi abusada"? (voz passiva)
Apesar de o verbo abusar ser transitivo indirecto, porque selecciona um complemento introduzido pela preposição de, algumas acepções deste verbo (ex.: o indivíduo abusou da Ana) são comummente usadas com passagem à voz passiva (ex.: a Ana foi abusada pelo indivíduo), sendo o sujeito da frase passiva não o complemento directo habitual da voz activa, mas o complemento preposicionado.

Apesar de ser muito usada, esta não é uma construção consensualmente aceite.

Uma vez que, em português, o complemento directo da frase activa (ex.: apanhou o gatuno) é o sujeito de uma frase passiva (ex.: o gatuno foi apanhado), este comportamento do verbo abusar é raro na língua, mas não é exclusivo deste verbo. Este fenómeno em que o complemento preposicionado da voz activa é o sujeito da voz passiva (ex.: o indivíduo abusou da Ana --> a Ana foi abusada pelo indivíduo), pode ser encontrado mais frequentemente em verbos como responder (ex.: respondeu logo à dúvida --> a dúvida foi logo respondida) ou (des)obedecer (ex.: obedeceu às ordens --> as ordens foram obedecidas) e ainda em alguns outros verbos (ex.: o aluno assistiu a poucas aulas --> poucas aulas foram assistidas pelo aluno; o patrão não pagou à funcionária --> a funcionária não foi paga pelo patrão; a defesa vai recorrer da sentença --> a sentença vai ser recorrida pela defesa).

Por este motivo, alguns autores, por vezes denominados puristas da língua, consideram erróneo o uso da passiva com verbos como estes, mas tendem a aceitar o uso passivo de alguns deles (normalmente o verbo responder), sem outras justificações sem ser a indicação de que o uso consagrou um ou outro.

Francisco Fernandes (Dicionário de Verbos e Regimes, São Paulo: Globo, 2001, 44.ª ed., p. 436), por outro lado, em relação ao verbo obedecer (mas não em relação a nenhum dos outros) afirma que a voz passiva deste verbo “é construção universalmente aceita”. O autor justifica-a apresentando o verbo obedecer construído com objecto directo, que “não obstante condenado por alguns autores de boa nota, é comum encontrar-se nos clássicos antigos”, como exemplifica com abonações de Padre António Vieira ("Nem a Deus se podem perguntar os porquês: obedecê-los sim, muda e cegamente.", Sermões, I, 257, "Não só ofendiam a António, mas o obedeciam e reverenciavam.", Sermões, IV, 30).

Como conclusão da reflexão feita acima, pode dizer-se que a construção passiva de verbos que não são transitivos directos é um fenómeno difícil de explicar a não ser por estudos diacrónicos da língua que não temos possibilidade de fazer facilmente. É então um fenómeno observável em raros verbos, mas com esses verbos é muito frequente. Por ser uma construção algo polémica, o falante deverá ter em conta que o seu uso pode ser contestado, pelo que, em contextos formais em que se pretenda um discurso irrepreensível, deverá ser uma construção evitada.

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Palavra do dia

ter·gi·ver·sar ter·gi·ver·sar

- ConjugarConjugar

(latim tergiversor, -ari, voltar atrás)
verbo intransitivo

1. Voltar as costas (ex.: não é possível tergiversar frente às novas dificuldades).

2. Usar de evasivas, procurar rodeios, empregar subterfúgios (ex.: o réu tergiversou para ganhar tempo). = RODEAR

3. Demonstrar receio ou falta de segurança em tomada de decisão (ex.: tergiversou mas depois aceitou o convite). = HESITAR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/comorbidade [consultado em 24-05-2022]