Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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coerçãocoerção | s. f.
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co·er·ção co·er·ção
(latim coertio, -onis ou coercitio, -onis)
substantivo feminino

1. Acto de coagir ou de forçar pela intimidação, pela força ou pela violência. = COACÇÃO

2. Direito de reprimir ou de coagir.

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Dúvidas linguísticas


Qual é o correto: hoje é dia 16 ou hoje são 16?
As duas formas (hoje é dia 16/hoje são 16) estão correctas, pois o verbo ser está a concordar com o predicativo do sujeito no singular (dia 16) ou no plural (16).

O que poderia colocar dúvidas de correcção seria hoje é 16, pois nesse caso não haveria concordância com o predicativo do sujeito. Este caso pode ser interpretado de duas maneiras:

1) Trata-se de uma construção impessoal, isto é, sem sujeito, porque a palavra hoje seria apenas um adjunto adverbial e por isso o verbo, não podendo concordar com o sujeito, deve concordar com o predicativo do sujeito (hoje são 16). Outro exemplo muito semelhante é o das horas (ex.: São 16 horas, ou, se quiséssemos encontrar um adjunto adverbial semelhante, Agora são 16 horas). De acordo com esta interpretação, a construção hoje é 16 estaria incorrecta; no entanto, esta construção é muitas vezes aceite por se entender que a palavra dia está subentendida (hoje é [dia] 16).
2) Trata-se de uma construção em que hoje é sujeito, à semelhança de uma construção como A próxima sexta-feira é dia 16 ou As próximas sextas-feiras serão dia 16 e dia 23. Neste caso, se se entendesse que hoje é sujeito, o verbo poderia concordar com o sujeito ou com o predicativo do sujeito, isto é, as construções Hoje é 16 ou Hoje são 16 estariam correctas.




Qual é o feminino desta frase: ele é um bom político?
Uma frase não tem feminino ou masculino. Se a questão se coloca quanto ao feminino do predicativo do sujeito um bom político, a palavra político pode ter política como feminino, como se pode comprovar, por exemplo, no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências/Verbo, 2001) ou em buscas na Internet e em corpora. Assim, se o sujeito da frase for feminino (ela), a frase poderá ser ela é uma boa política, mesmo que a palavra seja homónima do substantivo feminino política na acepção “arte ou ciência da organização ou governo de um estado ou nação”.

A hesitação na utilização do termo masculino político para designar um referente feminino (ex.: A política Dilma ganhou as eleições) resulta do facto de essa profissão ter sido, durante muitos anos, maioritariamente desempenhada por pessoas do sexo masculino, tal como muitas outras profissões (ex.: senador, presidente, ministro, etc.). As palavras designativas destes cargos ou profissões foram sendo registadas na tradição lexicográfica como substantivos masculinos, reflectindo esse facto. Porém, à medida que a sociedade em que vivemos se vai alterando, torna-se necessário designar novas realidades, como seja o caso da feminização dos nomes de algumas profissões, decorrente do acesso da população feminina a tais cargos. Por exemplo, as palavras chefe, presidente, comandante passaram a ser usadas e registadas nos dicionários como substantivos comuns de dois, ou seja, com uma mesma forma para os dois géneros, sendo o feminino ou o masculino indicado nos determinantes com que coocorrem, que flexionam em género, consoante o sexo do referente: havia o chefe e passou a haver a chefe. De igual modo, surgiram juízas, deputadas, vereadoras, governadoras, primeiras-ministras, engenheiras, etc. No primeiro caso optou-se por formas invariáveis, no último, por formas flexionáveis. Na origem de um ou de outro processo parece estar a analogia de palavras com a mesma terminação ou o uso que se vai generalizando.

Pode persistir alguma resistência na aceitação destes termos flexionados. No entanto, a estranheza inicial de uma forma flexionada como política ou primeira-ministra tem-se esbatido à medida que estas palavras surgem regularmente na imprensa escrita e falada. Esta mudança da língua é ainda atestada pelas mais recentes obras lexicográficas em língua portuguesa, como o já mencionado Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea.

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Palavra do dia

ja·ne·a·nes ja·ne·a·nes
(talvez de João Anes, antropónimo)
substantivo de dois géneros e de dois números

1. [Antigo]   [Antigo]  Pessoa que se considera ter pouca importância. = BIGORRILHAS, JAGODES, JOÃO-NINGUÉM, ZÉ-NINGUÉM

adjectivo de dois géneros e dois números e substantivo feminino de dois números
adjetivo de dois géneros e dois números e substantivo feminino de dois números

2. [Viticultura]   [Viticultura]  Diz-se de ou casta de uva. = SEM-NOME

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/coer%C3%A7%C3%A3o [consultado em 19-09-2018]