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cardinal

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cardinalcardinal
( car·di·nal

car·di·nal

)


adjectivo de dois génerosadjetivo de dois géneros

1. Principal.

2. Diz-se do determinativo numeral que indica a quantidade (opõe-se a ordinal).

3. Diz-se de uma gradação da cor escarlate.


nome masculino

4. Numeral que indica um número inteiro (ex.: um, dois, três), por oposição aos numerais ordinais.

5. Sinal (#) com diversos usos, nomeadamente em matemática, em provas tipográficas e em teclados de telefones. = CERQUILHA

etimologiaOrigem etimológica:latim cardinalis, -e.

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Traduzir "cardinal" para: Espanhol Francês Inglês

Anagramas



Dúvidas linguísticas



Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].




Gostaria de saber qual a associação correcta de artigos à palavra "afia" e a justificação para tal. Será "o afia" ou "a afia"?
A palavra afia, redução do nome masculino afia-lápis e sinónimo de apara-lápis, apenas se encontra registada no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, estando classificada como substantivo masculino (ex: o afia tem as lâminas gastas). No entanto, pesquisas em corpora e motores de pesquisa da Internet permitem verificar que esta palavra é considerada por alguns falantes como substantivo feminino (ex.: queria comprar uma afia de plástico), o que pode ser explicado por uma regularização feita por analogia com as restantes palavras graves terminadas em -ia (ex.: academia, energia, geografia, monarquia, olaria), que são geralmente femininas.