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cancro

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cancrocancro
( can·cro

can·cro

)


nome masculino

1. [Medicina] [Medicina] Tumor maligno formado pela multiplicação desordenada de células de um tecido ou de um órgão. = CÂNCER, CARCINOMA

2. [Medicina] [Medicina] Úlcera ou lesão venérea.

3. [Figurado] [Figurado] Mal encoberto que vai arruinando lentamente.

4. [Figurado] [Figurado] Agente de destruição lenta e silenciosa.

5. [Botânica] [Botânica] Doença de certas plantas, normalmente hortaliças e citrinos, causada por bactérias.

6. [Carpintaria] [Carpintaria] Ferro que segura ou fixa a peça que se trabalha (no banco de carpinteiro).

7. Grande prego de ferro para dependurar espelhos, etc.


cancro duro

[Medicina] [Medicina]  Lesão inicial da sífilis, geralmente genital.

cancro mole

[Medicina] [Medicina]  Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Hemophilus ducreyi.

etimologiaOrigem etimológica:latim cancer, -cri, caranguejo, lagostim.

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Dúvidas linguísticas



Em palavras como emagrecer e engordar as terminações -er e -ar são sufixos ou desinências verbais de infinitivo? Se são o último caso, essas palavras não podem ser consideradas derivações parassintéticas...ou podem?
As terminações verbais -er e -ar são compostas pela junção de -e- (vogal temática da 2.ª conjugação) ou -a- (vogal temática da 1.ª conjugação), respectivamente, à desinência de infinitivo -r. Destas duas terminações, apenas -ar corresponde a um sufixo, pois no português actual usa-se -ar para formar novos verbos a partir de outras palavras, normalmente de adjectivos ou de substantivos, mas não se usa -er. Apesar de os sufixos de verbalização serem sobretudo da primeira conjugação (ex.: -ear em sortear, -ejar em relampaguejar, -izar em modernizar, -icar em adocicar, -entar em aviventar), há alguns sufixos verbais da segunda conjugação, como -ecer. Este sufixo não entra na formação do verbo emagrecer, mas entra na etimologia de outros verbos formados por sufixação (ex.: escurecer, favorecer, fortalecer, obscurecer, robustecer, vermelhecer) ou por prefixação e sufixação simultâneas (ex.: abastecer, abolorecer, amadurecer, empobrecer, engrandecer, esclarecer).

Dos verbos que menciona, apenas engordar pode ser claramente considerado derivação parassintética, uma vez que resulta de prefixação e sufixação simultâneas: en- + gord(o) + -ar. O verbo emagrecer deriva do latim emacrescere e não da aposição de prefixo e sufixo ao adjectivo magro.




Na frase dei de caras com um leão, qual a função sintáctica das expressões de caras e com um leão?
A locução verbal dar de caras corresponde a uma expressão idiomática do português, que por esse motivo não é habitualmente decomposta, equivalendo a um verbo como deparar-se ou a outra locução verbal como encontrar subitamente. Na frase apontada, pode no entanto considerar-se a expressão de caras como um modificador adverbial (designado por complemento circunstancial na gramática tradicional), indicando o modo como se processa a acção expressa pelo verbo dar (equivalente, por exemplo a subitamente numa frase como deu subitamente com um leão).
A expressão com um leão pode ser considerada complemento indirecto seleccionado pelo verbo dar, pois com um leão é um complemento nominal introduzido indirectamente pela preposição com.