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campo

campocampo | n. m.
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cam·po cam·po


(latim campus, -i)
nome masculino

1. Terreno de semeadura.

2. [Por extensão]   [Por extensão]  Qualquer terreno em que não há povoado importante.

3. Espaço, terreno.

4. Arena.

5. Lugar de um duelo, batalha, luta.

6. O que se discute; ponto de vista. = ASSUNTO, TEMA

7. Ocasião, azo.

8. Conjunto de trabalhos agrícolas.

9. Vida rústica, por oposição à vida na cidade (ex.: ele prefere o campo à cidade).

10. [Cinema, Fotografia, Televisão]   [Cinema, Fotografia, Televisão]  Área que pode ser coberta por uma câmara.

11. [Encadernação]   [Encadernação]  Material de revestimento da capa do livro, devidamente delineado, que cobre os planos, nas áreas que não foram cobertas pela lombada e pelos cantos.

12. [Heráldica]   [Heráldica]  Parte lisa do fundo dos tecidos lavrados, dos quadros, de escudo, etc.

13. [Medicina]   [Medicina]  Cada um dos tecidos usado para proteger e delimitar a área a ser operada (ex.: campo de ginecologia; campo operatório).


campo de batalha
[Militar]   [Militar]  Terreno ou área onde se trava um combate ou uma batalha.

campo de concentração
Lugar cercado e dotado de vigilância policial ou militar onde, geralmente em tempo de guerra, se encontram detidas pessoas, privadas dos seus direitos e das suas liberdades, por motivos étnicos, ideológicos, políticos ou religiosos (ex.: no final da Segunda Guerra Mundial, as tropas aliadas libertaram milhares de prisioneiros dos campos de concentração nazis).

campo de manobra
Capacidade de acção para resolver ou sair de uma situação complicada (ex.: o campo de manobra do governo é muito limitado). = ESPAÇO DE MANOBRA, MARGEM DE MANOBRA

campo de visão
[Brasil]   [Brasil]  Campo de uma luneta, espaço que se pode abranger olhando por um óculo.

campo dobrado
Terreno acidentado de cerros e lombas.

campo magnético
[Electricidade]   [Eletricidade]   [Eletricidade]  Zona submetida à influência de um magnete, de uma corrente eléctrica.

campo operatório
[Medicina]   [Medicina]  Região em que se faz uma operação cirúrgica.

campo parelho
Terreno plano, sem ondulações.

campos gerais
Vastas campinas entre certos planaltos.

ir a campo
Evacuar, dejectar, defecar.

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Dúvidas linguísticas


Como devo passar para o discurso indirecto a frase: Eu chamo-me Paula. Discurso indirecto: Ela disse que se chamava Paula? ou Ela disse que se chama Paula?
Na transformação do discurso directo em discurso indirecto de Eu chamo-me Paula, além da passagem da primeira (eu) para a terceira pessoa gramatical (ela) e da introdução de um verbo declarativo (dizer), deverá haver também uma passagem do presente (chamo) para o imperfeito do indicativo (chamava), isto é, a frase Eu chamo-me Paula deverá ser transformada em Ela disse que se chamava Paula. Sobre este assunto, poderá consultar também a resposta discurso directo, discurso indirecto e discurso indirecto livre.



Gostaria de saber quais as preposições que podem ser usadas no complemento directo e indirecto. Eu levanto esta dúvida porque o verbo "abusar" é regido pela preposição "de" e, segundo sei, não tem complemento directo, o que me leva a concluir que a referida preposição não pode ser usada no complemento directo. Gostava de ser esclarecido se é de facto assim. Outra questão que surge na sequência desta é a seguinte: eu li um artigo sobre gramática que dizia o seguinte: "O verbo abusar não tem, pois, complemento directo, pelo que não pode ser conjugado na voz passiva". Então é errado dizer "a Ana foi abusada"? (voz passiva)
Apesar de o verbo abusar ser transitivo indirecto, porque selecciona um complemento introduzido pela preposição de, algumas acepções deste verbo (ex.: o indivíduo abusou da Ana) são comummente usadas com passagem à voz passiva (ex.: a Ana foi abusada pelo indivíduo), sendo o sujeito da frase passiva não o complemento directo habitual da voz activa, mas o complemento preposicionado.

Apesar de ser muito usada, esta não é uma construção consensualmente aceite.

Uma vez que, em português, o complemento directo da frase activa (ex.: apanhou o gatuno) é o sujeito de uma frase passiva (ex.: o gatuno foi apanhado), este comportamento do verbo abusar é raro na língua, mas não é exclusivo deste verbo. Este fenómeno em que o complemento preposicionado da voz activa é o sujeito da voz passiva (ex.: o indivíduo abusou da Ana --> a Ana foi abusada pelo indivíduo), pode ser encontrado mais frequentemente em verbos como responder (ex.: respondeu logo à dúvida --> a dúvida foi logo respondida) ou (des)obedecer (ex.: obedeceu às ordens --> as ordens foram obedecidas) e ainda em alguns outros verbos (ex.: o aluno assistiu a poucas aulas --> poucas aulas foram assistidas pelo aluno; o patrão não pagou à funcionária --> a funcionária não foi paga pelo patrão; a defesa vai recorrer da sentença --> a sentença vai ser recorrida pela defesa).

Por este motivo, alguns autores, por vezes denominados puristas da língua, consideram erróneo o uso da passiva com verbos como estes, mas tendem a aceitar o uso passivo de alguns deles (normalmente o verbo responder), sem outras justificações sem ser a indicação de que o uso consagrou um ou outro.

Francisco Fernandes (Dicionário de Verbos e Regimes, São Paulo: Globo, 2001, 44.ª ed., p. 436), por outro lado, em relação ao verbo obedecer (mas não em relação a nenhum dos outros) afirma que a voz passiva deste verbo “é construção universalmente aceita”. O autor justifica-a apresentando o verbo obedecer construído com objecto directo, que “não obstante condenado por alguns autores de boa nota, é comum encontrar-se nos clássicos antigos”, como exemplifica com abonações de Padre António Vieira ("Nem a Deus se podem perguntar os porquês: obedecê-los sim, muda e cegamente.", Sermões, I, 257, "Não só ofendiam a António, mas o obedeciam e reverenciavam.", Sermões, IV, 30).

Como conclusão da reflexão feita acima, pode dizer-se que a construção passiva de verbos que não são transitivos directos é um fenómeno difícil de explicar a não ser por estudos diacrónicos da língua que não temos possibilidade de fazer facilmente. É então um fenómeno observável em raros verbos, mas com esses verbos é muito frequente. Por ser uma construção algo polémica, o falante deverá ter em conta que o seu uso pode ser contestado, pelo que, em contextos formais em que se pretenda um discurso irrepreensível, deverá ser uma construção evitada.

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Palavra do dia

ra·bir·rui·vo ra·bir·rui·vo


(rabo + -i- + ruivo)
adjectivo
adjetivo

1. Que tem a cauda ruiva.

nome masculino

2. [Ornitologia]   [Ornitologia]  Designação dada a diversas aves da família dos muscicapídeos, do género Phoenicurus. = RABIRRUIVA

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/campo [consultado em 21-05-2022]