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caduco

caducocaduco | adj.
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ca·du·co ca·du·co


(latim caducus, -a, -um, que cai)
adjectivo
adjetivo

1. Que cai. = CADENTE

2. Que está prestes a cair.

3. [Biologia]   [Biologia]  Que cai por si em determinada altura do desenvolvimento. = CADIVO, DECÍDUO

4. [Botânica]   [Botânica]  Que cai regularmente numa época do ano (ex.: folha caduca). = DECÍDUOPERENE

5. [Botânica]   [Botânica]  Que perde a folhagem numa altura do ano (ex.: arbusto caduco).PERENE

6. Que está velho ou enfraquecido.

7. Que dura pouco. = BREVE, EFÉMERO, PASSAGEIRO, TEMPORÁRIO, TRANSITÓRIOETERNO, PERENE, PERMANENTE

8. Que prescreveu ou foi anulado (ex.: documento caduco).

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pudesse ser vencido, veio afinal a verificar-se que estava efectivamente podre, caduco , propício à Revolução do 25 de Abril de 1974..

Em Outra Margem

...realizaram com o povo galvanizado e empolgado aclamando-os na rua contra um regime podre, caduco , insano finalmente caído

Em APC GORJEIOS

O falecido também não pode ter deixado testamento, exceto quando este estiver caduco ou revogado..

Em Caderno B

...geração apareça em força e dê cabo de um sistema velho, infectado, nojento e caduco ..

Em www.ultraperiferias.pt

mais prementes, e daqui por 4 anos estará ainda mais maduro e caduco ..

Em pfigueiredo
Blogues do SAPO

Dúvidas linguísticas


No programa de hoje da R.T.P. " Bom Dia Portugal" na rubrica "Em bom português", questiona-se se deve dizer: duzentas gramas ou duzentos gramas? Afirma-se que a resposta correcta é: "duzentos gramas" porque grama é um submúltiplo do quilograma. Ora, eu tenho apenas a quarta classe do ensino primário de 1951, mas nesse tempo aprendi que grama, metro, caloria, etc. são unidades e quilograma, quilómetro, quilocaloria, etc, são múltiplos com mil unidades. Como gosto de falar o melhor Português, (dentro das minhas limitações literárias) gostaria de obter uma explicação, mais convincente ou de saber se, pela mesma razão, deve dizer-se "duzentos calorias"?
De facto, o argumento referido é pouco claro. O motivo por que a resposta é "duzentos gramas" é porque grama, enquanto unidade de medida, é um substantivo masculino, como pode verificar seguindo a hiperligação para o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. É por essa razão que quilograma, formado pela junção do prefixo quilo- ao substantivo grama, é masculino, e não o contrário.



Gostaria que me esclarecessem relativamente à utilização do infinitivo pessoal e do impessoal. Diz-se "Já tens idade para SER responsável." ou "Já tens idade para SERES responsável."? Outro exemplo, "Ele mandou-os FAZER o trabalho." ou "Ele mandou-os FAZEREM o trabalho."? Para finalizar, "Elas gostam de se MAQUILHAR." ou "Elas gostam de se MAQUILHAREM."?
Nos casos em análise, estamos perante o uso do infinitivo (flexionado/pessoal ou não flexionado/impessoal) em orações subordinadas infinitivas completivas, isto é, que servem de complemento a algum constituinte.

Em geral, costuma afirmar-se que o infinitivo pessoal ou flexionado deve ser utilizado quando na oração subordinada infinitiva há um sujeito diferente do sujeito da oração principal, mas esta indicação é apenas uma referência, pois em muitos casos trata-se de escolhas estilísticas, onde não há respostas peremptórias.

No primeiro caso ("Já tens idade para SER responsável. / Já tens idade para SERES responsável.") estamos perante uma completiva de nome, pois "para ser responsável" é complemento do substantivo "idade", sendo o sujeito de ambas as orações o mesmo ([tu]), embora não esteja expresso. Nesta construção, é possível encontrar quer o infinitivo não flexionado, quer o infinitivo flexionado (ex.: fizemos a promessa de voltar/voltarmos lá; estás com medo de estragar/estragares o trabalho feito).

No segundo caso ("Ele mandou-os FAZER o trabalho. / Ele mandou-os FAZEREM o trabalho.") estamos perante uma completiva que faz parte do complemento directo, pois "-os fazerem o trabalho" é complemento directo de "ele mandou". Nesta construção (ou em construções semelhantes), quando os sujeitos das duas orações são diferentes (ele / os) será mais frequente, e mais facilmente aceite pelos falantes, o infinitivo flexionado (ex.: via as crianças brincarem no parque; aconselhou os alunos a estudarem), mas o infinitivo não flexionado também é possível e aceite (ex.: via as crianças brincar no parque; aconselhou os alunos a estudar).

No terceiro caso ("Elas gostam de se MAQUILHAR. / Elas gostam de se MAQUILHAREM.") estamos perante uma completiva com função de complemento preposicionado. Nesta construção, e tendo os sujeitos das duas orações a mesma referência (elas gostam / [elas] maquilharem-se), parece ser mais frequente e mais aceite o uso do infinitivo não flexionado (ex.: obrigaram-se a respeitar o espaço um do outro; concordámos em falar sobre o assunto), mas o infinitivo flexionado também é possível (ex.: obrigaram-se a respeitarem o espaço um do outro; concordámos em falarmos sobre o assunto).

Sublinhe-se novamente que não se pode falar de regras categóricas relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482): "O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.

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Palavra do dia

pi·na·co·te·ca |é|pi·na·co·te·ca |é|


(latim pinacotheca, -ae, do grego pinakothêke, -és)
nome feminino

1. Museu de obras de pintura.

2. Colecção de obras de pintura.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/caduco [consultado em 18-05-2022]