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cabide

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cabidecabide
( ca·bi·de

ca·bi·de

)
Imagem

Móvel dotado de ganchos ou hastes para pendurar chapéus, roupa, arreios, etc.


nome masculino

1. Gancho ou haste de metal ou outro material, que geralmente se fixa a uma porta ou parede e onde se penduram peças de roupa, toalhas, chapéus, etc. (ex.: cabide em aço inoxidável).

2. Móvel dotado de ganchos ou hastes para pendurar chapéus, roupa, arreios, etc.Imagem = BENGALEIRO

3. Peça cujo formato se assemelha aos ombros humanos, dotada de um gancho ao centro, usada para pendurar roupa. = CRUZETA


cabide ambulante

[Brasil, Informal] [Brasil, Informal] Pessoa muito magra.

cabide de empregos

[Brasil, Informal] [Brasil, Informal] Pessoa que acumula vários empregos, cargos ou remunerações, geralmente sem trabalhar muito.

[Brasil, Informal] [Brasil, Informal] Local, geralmente serviço público, que emprega mais pessoas do que o necessário, tendo empregos remunerados de pouco ou nenhum trabalho.

etimologiaOrigem etimológica:talvez do árabe qibad, plural de qibda, pega, cabo.

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Anagramas



Dúvidas linguísticas



USO CAPEÃO: é uma figura que se utiliza em direito, em que a pessoa solicita a propriedade de um terreno ou objecto que está na sua posse há bastante tempo mas não tem documento que prove essa posse. A palavra capeão ( ou capião ??) tem o sentido de posse.
À figura jurídica a que se refere dá-se o nome de usucapião (derivado do latim usucapionem), como poderá verificar seguindo a hiperligação para o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.