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bucear

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bobear (norma brasileira)
bocar (norma brasileira)

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Dúvidas linguísticas


Sou colaborador de uma empresa, na qual a maioria dos colaboradores são senhoras (mulheres) e uma percentagem muito pequena de homens. Toda a comunicação da empresa é feita no feminino. Reportei à administração esta situação pois a comunicação é toda no feminino, e o que me foi dito é que está correto, devido ao novo acordo ortográfico. Ou seja como a maioria são mulheres a comunicação é feita no feminino. Nós homens, recebemos correspondência com Querida Colaboradora e quando se dirigem aos colaboradores da empresa é sempre como Colaboradoras. A minha questão é se está ou não correto? E em que parte do acordo ortográfico isso está presente?
A situação descrita nada tem a ver com as alterações decorrentes do Acordo Ortográfico de 1990, pois apenas a ortografia da língua portuguesa é regulamentada por actos legislativos. O Acordo Ortográfico é um texto legal que regula unicamente a ortografia do português, sem pretender interferir em outras áreas da língua, como o léxico ou a sintaxe, por exemplo. Se a empresa em questão optou por se dirigir no feminino ao seu grupo de colaboradores, composto maioritariamente por senhoras, com a justificação de que se trata de algo relacionado com o novo Acordo Ortográfico, tal não está correcto.

Em português, para designar todos os elementos de um grupo de pessoas, mesmo quando o género maioritário é o feminino, é possível usar o masculino, ainda que haja só um elemento masculino (ex.: as meninas e o menino estão tão crescidos). Tal acontece porque o masculino é o género não marcado do português, considerado neutro quando não se pretende especificar nenhum género. Esta opção vem sendo progressivamente menos usada, como consequência de preocupações sociais de igualdade de género, de que a língua é um reflexo. Sendo assim, a alternativa mais aconselhável seria fazer referência aos dois géneros, como por exemplo Caro(a) colaborador(a), Caros colaboradores e colaboradoras ou ainda Caras colaboradoras e caros colaboradores.




Gostaria de saber se a palavra automóvel é composta por aglutinação ou justaposição.
De acordo com a Gramática da Língua Portuguesa, da autoria de Maria Helena Mira Mateus, Ana Maria Brito, Inês Duarte e Isabel Hub Faria (pp. 971-983), existem dois tipos de composição: a morfológica e a morfossintáctica. A composição morfológica agrega dois ou mais radicais (ex.: autofagia = auto- + -fagia, geobiologia = geo- + biologia, hipermercado = hiper- + mercado); esta variedade de composição não deve ser confundida com a derivação por prefixação e/ou por sufixação, pois os radicais em causa têm autonomia semântica e podem juntar-se a outros radicais para formar uma palavra (ao contrário dos prefixos e sufixos, que não se podem juntar a outros prefixos ou sufixos para formar uma palavra). A composição morfossintáctica agrega duas ou mais palavras (ex.: abre-latas, aguardente, guarda-chuva, peixe-espada, viandante) e conjuga propriedades de estruturas sintácticas e propriedades de estruturas morfológicas.

Assim sendo, a palavra automóvel é formada segundo os processos da composição morfológica e não por aglutinação ou justaposição, processos que se englobam na composição morfossintáctica e que, segundo as mesmas autoras, não correspondem a duas classes diferentes de composição, mas a diferentes estádios de lexicalização dos compostos: um no qual se mantêm inalterados os constituintes do composto (ex.: abre-latas) e outro resultante de uma evolução do composto, que lhe confere alterações como a queda ou alteração de fonemas (ex.: aguardente < águ(a + a)rdente).

A distinção entre os compostos morfológicos e os compostos morfossintácticos pode também ser encontrada na nova terminologia linguística adoptada para o ensino básico e secundário e publicada em Diário da República em Dezembro de 2004. Sobre a diferença entre a composição por aglutinação ou justaposição, poderá consultar a resposta formação de pontapé.

Palavra do dia

ta·nas ta·nas


(origem obscura)
nome masculino de dois números

1. [Portugal, Informal, Depreciativo]   [Portugal, Informal, Depreciativo]  Pessoa indeterminada, considerada de pouco préstimo.

2. [Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]  História para enganar. = MENTIROLA, PETA, TRAPAÇA


o tanas
[Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]  Exclamação que indica desacordo ou refutação relativamente a afirmação anterior (ex.: ele trabalhou muito, o tanas, os outros é que fizeram tudo!). = O CARAÇAS

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/bucear [consultado em 24-09-2022]