Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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autoauto | s. m. | s. m. pl.
auto-auto- | elem. de comp.
auto-auto- | elem. de comp.
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au·to au·to
substantivo masculino

1. Acto público; solenidade.

2. Narração escrita de um acto solene.

3. Peça dramática.

4. Automóvel.


autos
substantivo masculino plural

5. Peças constitutivas de um processo.


auto- auto- 1
(grego autós, -ê, -ó, eu mesmo, ele mesmo, mesmo)
elemento de composição

Exprime a noção de próprio, de si próprio, por si próprio.

Nota: é seguido de hífen quando o segundo elemento começa por vogal, h, r ou s (ex.: auto-estima, auto-hemoterapia, auto-observação, auto-retrato, auto-suficiente).

auto- auto- 2
(redução de automóvel)
elemento de composição

Exprime a noção de automóvel.

Nota: é seguido de hífen quando o segundo elemento começa por vogal, h, r ou s (ex.: auto-estrada, auto-ónibus, auto-rádio, auto-silo).
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Dúvidas linguísticas


Existem muitos verbos que usamos como transitivos diretos (ex.: Paula irritou Pedro), mas, quando usados com relação a Deus, sempre aparecem como indiretos (ex.: essa atitude irritou a Deus). Isso é correto?
No exemplo referido e em outros afins, trata-se de uma construção com um verbo considerado transitivo directo, mas usado com um complemento iniciado pela preposição a (que é uma construção típica dos complementos indirectos).

Por este motivo, poderia parecer à primeira vista que se trata de um complemento indirecto, como em ofereceu uma flor a seu pai = ofereceu-lhe uma flor. No entanto, em irritou a Deus, o complemento a Deus só pode ser pronominalizado com o pronome de complemento directo (irritou-O, e não *irritou-Lhe). Estes complementos são por isso habitualmente designados por complementos directos preposicionados.

As construções com complemento directo preposicionado são normalmente descritas pelas gramáticas como ocorrendo "com os verbos que exprimem sentimentos" (Celso CUNHA e Lindley CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, pp. 143), mas esta descrição é muito vaga e insuficiente, pois na verdade são construções usadas em contextos muito restritos e pouco usuais, geralmente apenas no discurso religioso. Estas construções ocorrem sobretudo em contextos com verbos como adorar, amar, bendizer, honrar, louvar ou temer e a palavra "deus" como complemento directo (ex.: amar a Deus), mas ocorrem também com outros complementos directos aos quais se dá, de alguma forma, uma relevância reverencial ou respeitosa (ex.: amar ao próximo).

Por outro lado, o conjunto de verbos a que se pode estender este tipo de construção é difícil de delimitar e identificar. O exemplo dado (irritou a Deus) é disso prova, pois o verbo irritar não aparece em gramáticas e dicionários nos exemplários de verbos com este comportamento, mas tem uso efectivo em discursos religiosos e afins.

Mais difícil ainda é delimitar quando é que estas construções se podem estender a outros complementos directos a que se quer dar carácter reverencial, com este ou com outros verbos considerados transitivos directos (por exemplo, se podemos ou não aceitar sem problemas Paula irritou a Pedro ou Paula admoestou a Pedro).

Pelos motivos acima apontados, pode dizer-se que a construção irritou a Deus não pode ser considerada incorrecta, pois segue um paradigma que é comummente aceite para outros verbos. No entanto, se se quiser evitar construções que possam ser polémicas ou questionáveis, o uso desta construção deverá ser limitado aos exemplos tidos como mais comuns (ex.: adorar a Deus, temer a Deus).




Gostaria de saber qual a grafia correta na língua portuguesa dentre as palavras citadas: moçarela, mossarela, mozarela, muçarela, mussarela, muzarela, mozzarela, muzzarela. Acredito que seja a primeira, mas tenho alguma dúvida.
O aportuguesamento de estrangeirismos coloca muitas vezes problemas de adaptação e sistematização ortográfica.

Das variantes que refere, mozarela é o aportuguesamento mais consensual da forma italiana mozzarella, estando registado em quase todos os dicionários de língua portuguesa. Para além desta forma, encontram-se registadas no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa outras formas, também registadas em outros dicionários e vocabulários.

A forma muçarela está atestada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras (VOLP-ABL), no Dicionário Houaiss, no Dicionário Aurélio e no Dicionário Aulete. Menos consensuais são as formas moçarela (atestada no Dicionário Aurélio), mussarela (atestada no Dicionário Aulete) e muzarela (atestada no VOLP-ABL).

Pesquisas em corpora e motores de busca indicam que todas as formas diferentes de mozarela e da forma italiana mozzarella são pouco usadas no português europeu.

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Palavra do dia

ba·a·í·smo ba·a·í·smo
(árabe baha, esplendor + -ismo)
substantivo masculino

[Religião]   [Religião]  Religião monoteísta, baseada no babismo, que enfatiza a união de toda a humanidade e de todas as religiões. = BAHAÍSMO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/auto [consultado em 21-01-2020]