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acerca

A forma acercapode ser [segunda pessoa singular do imperativo de acercaracercar], [terceira pessoa singular do presente do indicativo de acercaracercar] ou [advérbio].

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acercaacerca
|àcê| |àcê|
( a·cer·ca

a·cer·ca

)


advérbio

1. Usa-se na locução preposicional acerca de.


acerca de

Usa-se para indicar aquilo de que se fala ou de que se trata (ex.: não sabemos nada acerca disso). = A RESPEITO DE, QUANTO A, SOBRE

etimologiaOrigem etimológica:latim ad circa, à volta de.
acercaracercar
( a·cer·car

a·cer·car

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Pôr perto, aproximar.


verbo pronominal

2. Abeirar-se, aproximar-se.

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Dúvidas linguísticas



Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].




Como deve ser pronunciada a palavra parece como na frase Ele parece estar cansado. Já ouvi a pronúncia aberta e também a fechada na segunda sílaba. Também a palavra interesse, como no caso Tenho interesse no assunto, coloca dúvidas.
A questão diz respeito à qualidade da última vogal do radical do verbo (ex.: parecer) na terceira pessoa do presente do indicativo. No caso em apreço, não se trata de uma característica pontual do verbo parecer, mas do sistema verbal da segunda conjugação (a dos verbos em -er, a que pertence o verbo parecer).

Nesta conjugação, quando as formas verbais são rizotónicas (isto é, com acento tónico na última vogal do radical; ex.: parece, pareça) e a última vogal do radical é e (ex.: parecer, meter) ou o (ex.: comer, socorrer), o padrão fonético mais geral (com várias excepções) é:
a) ter a última vogal do radical fechada (isto é, com o som ê ou ô, respectivamente) na primeira pessoa do singular do presente do indicativo (ex.: eu pareço, eu socorro), no presente do conjuntivo (ex.: que eu pareça, que eles socorram) e na terceira pessoa do imperativo (ex.: socorram aquele homem).
b) ter a última vogal do radical aberta (isto é, com o som é ou ó, respectivamente) na segunda e terceira pessoas do singular e na terceira pessoa do plural do presente do indicativo (ex.: tu pareces, eles socorrem) e na segunda pessoa do singular do imperativo (ex.: socorre aquele homem).

No caso do substantivo interesse, a norma culta (apresentada por dicionários, vocabulários e outras obras de referência) preconiza que a vogal tónica (interesse) seja lida ê. Esta pronúncia deverá diferenciar este substantivo da forma verbal interesse correspondente à primeira e terceira pessoas do singular do presente do conjuntivo do verbo interessar (que eu/ele interesse). No caso deste verbo e dos outros verbos da primeira conjugação cuja última vogal do radical é e (ex.: levar) ou o (ex.: escovar, mostrar), a vogal do radical nas formas rizotónicas é usualmente aberta (isto é, com o som é ou ó, respectivamente; ex.: interesse, interessam, levo, levem, escovo, escovas, mostram, mostre).