Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber o correto uso das expressões retro e supra. Elas podem ser usadas com a mesma finalidade? Poderiam citar exemplos?
Enquanto palavra plena, retro pode ser usada como substantivo masculino, designando a parte de trás de uma folha de papel (ex.: a mensagem estava escrita no retro da primeira folha), como advérbio, sendo sinónimo de atrás (ex.: a cadeira estava retro à mesa), e como interjeição, exprimindo ordem de afastamento (ex.: Retro, Satanás!). O prefixo retro- indica movimento para trás e, segundo o Acordo Ortográfico de 1945, não se escreve com hífen (ex.: retroacção, retrodatar), havendo apenas duplicação de r e de s quando o elemento que se lhe segue começa por essas letras (ex.: retrorreflector, retrosseguir). Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, o prefixo retro- só deverá ser escrito com hífen se o elemento seguinte começar por o, a mesma vogal em que termina o prefixo.

Quanto a supra, enquanto palavra plena, é advérbio sinónimo de acima (ex.: foram convocados os indivíduos referidos supra). O prefixo supra- indica (i) posição superior, (ii) superioridade, (iii) excesso e (iv) intensidade. Segundo o Acordo Ortográfico de 1945, o prefixo supra- é seguido de hífen apenas quando o elemento que se lhe segue começa por vogal (ex.: supra-axilar, supra-excitar), h (ex.: supra-hepático), r (ex.: supra-renal) ou s (ex.: supra-sensível). Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, o prefixo supra- deve aglutinar-se sempre com o elemento seguinte (ex.: supraexcitar, supranumerário), excepto se este começar por a ou h (ex.: supra-axilar, supra-hepático), obrigando à duplicação do r e do s quando se segue de palavras começadas por essas letras (ex.: suprarrenal, suprassensível).

De acordo com o uso acima explicitado de cada uma das formas, retro, supra, retro- e supra- não podem ser utilizados com a mesma finalidade.




A minha dúvida é a respeito da etimologia de determinadas palavras cuja raiz é de origem latina, por ex. bondade, sensibilidade, depressão, etc. No Dicionário Priberam elas aparecem com a terminação nominativa mas noutros dicionários parece-me que estão na terminação ablativa e não nominativa. Gostaria que me esclarecessem.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas que são normalmente enunciadas na forma do nominativo, seguida do genitivo: bonitas, bonitatis (ou bonitas, -atis); sensibilitas, sensibilitatis (ou sensibilitas, -atis) e depressio, depressionis (ou depressio, -onis).

Noutros dicionários gerais de língua portuguesa, é muito usual o registo da etimologia latina através da forma do acusativo sem a desinência -m (não se trata, como à primeira vista pode parecer, do ablativo). Isto acontece por ser o acusativo o caso lexicogénico, isto é, o caso latino que deu origem à maioria das palavras do português, e por, na evolução do latim para o português, o -m da desinência acusativa ter invariavelmente desaparecido. Assim, alguns dicionários registam, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas bonitate, sensibilitate e depressione, que foram extrapoladas, respectivamente, dos acusativos bonitatem, sensibilitatem e depressionem.

Esta opção de apresentar o acusativo apocopado pode causar alguma perplexidade nos consulentes dos dicionários, que depois não encontram estas formas em dicionários de latim. Alguns dicionários optam por assinalar a queda do -m, colocando um hífen no final do étimo latino (ex.: bonitate-, sensibilitate-, depressione-). Outros, mais raros, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa optaram por enunciar os étimos latinos (ex.: bonitas, -atis; sensibilitas, -atis, depressio, -onis), não os apresentando como a maioria dos dicionários; o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa não enuncia o étimo latino dos verbos, referenciando apenas a forma do infinitivo (ex.: fazer < facere; sentir < sentire).

Palavra do dia

chis·te chis·te
(espanhol chiste)
nome masculino

1. Dito ou comentário que provoca ou pretende provocar o riso. = GRAÇA, GRACEJO, FACÉCIA, PIADA, PILHÉRIA

2. Poesia ou canção picaresca.

3. Malícia disfarçada que um dito ou um escrito encerra.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/Schl%C3%A4ger [consultado em 18-01-2021]