Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Pesquisa por "tomara" nas definições

adiantar | v. tr. | v. intr. | v. pron.
    Estender para diante....

acender | v. tr. | v. pron.
    Fazer com que arda....

achinesar | v. tr. e pron.
    Dar ou tomar feição chinesa....

afreguesar | v. tr. | v. pron.
    Tornar freguês, cliente....

afretar | v. tr.
    Tomar (navio) a frete; fretar....

agaiatar | v. tr. e pron.
    Dar ou tomar ares de gaiato, de garoto....

agalgar | v. tr. e pron.
    Dar ou tomar configuração e natureza de galgo....

agauchar | v. tr. e pron.
    Conferir ou tomar hábitos de gaúcho....

alinhar | v. tr. e pron. | v. tr. | v. pron.
    Dispor ou ficar em linha recta....

adoptar | v. tr.
    Tomar por filho....

advogar | v. intr. | v. tr.
    Exercer a advocacia....

aflautar | v. tr. e pron.
    Tornar semelhante a flauta....

alentar | v. tr. e pron. | v. tr. | v. intr. e pron.
    Dar ou ganhar alento, ânimo ou coragem....

aleatório | adj.
    Que depende de acontecimento incerto....

alugar | v. tr.
    Dar ou tomar de aluguer....

alunar | v. intr.
    Pousar na Lua....

alvejar | v. tr. e intr. | v. tr. | v. intr.
    Tornar ou ficar mais branco ou mais claro....

amalhar | v. tr. | v. intr. e pron.
    Trazer (o gado) à malhada ou aprisco....

airar | v. tr. | v. pron.
    Olhar com ira....

Dúvidas linguísticas


É com espanto que vejo que na conjugação do verbo haver aparecer a forma houveram. Sempre aprendi que a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito não existe. Podem-me explicar se é moda nova?!
A flexão do verbo haver varia consoante o seu emprego. Assim, quando este é empregue como verbo principal, com os sentidos de “existir” (em 1.a), de "ter decorrido" (em 2.a) e de “acontecer” (em 3.a), ele é impessoal, i.e., utiliza-se apenas na 3.ª pessoa do singular. Daí a má formação das frases 1.b), 2.b) e 3.b), assinaladas com asterisco (*):

1. a) Houve muitos deputados investigados.
b) * Houveram muitos deputados investigados.

2. a) Havia duas horas que estava à espera.
b) * Haviam duas horas que estava à espera.

3. a) Na semana passada houve muitos acidentes.
b) * Na semana passada houveram muitos acidentes.

Quando é empregue como verbo principal com outros sentidos que não os de "existir", "ter decorrido" ou "acontecer", é flexionado em todas as pessoas:

4. a) Os organizadores do colóquio houveram por bem encomendar uma sondagem. [achar, considerar]
b) E que bem se houveram os portugueses no confronto! [avir-se]

O verbo haver emprega-se ainda como auxiliar em tempos compostos, sendo também flexionado em todas as pessoas:

5. As encomendas haviam sido entregues.

Como se pode ver pelas frases 4-5, a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito do verbo haver existe, pelo que o conjugador deve incluí-la, não podendo é ser utilizada nos casos em que o verbo é impessoal.




Agradecia que me dessem a vossa opinião quanto à classificação sintáctica da oração e não sei quem é que se encontra nos seguintes versos pessoanos: "É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe".
De acordo com o espólio do heterónimo pessoano Alberto Caeiro, disponibilizado on-line pela Biblioteca Nacional, o verso do poema "É noite" é ligeiramente diferente: "É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, // Atrai-me só por essa luz visitada de longe". Na expressão e que não sei quem é estão contidas duas orações: a primeira é uma oração subordinante (e que não sei) cujo verbo (saber) necessita de um complemento directo obrigatório que corresponde à segunda oração (quem é), que pode ser classificada como subordinada substantiva completiva.

A frase é complexa e a oração subordinante (e que não sei) deste pequeno excerto da frase, no âmbito dos versos transcritos (É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe), é também uma oração subordinada relativa restritiva coordenada a outra da mesma natureza.

Para clarificar a divisão de orações, procedemos em seguida à classificação de todas as orações contidas nos dois versos de Alberto Caeiro e respectivas funções sintácticas (é de sublinhar que uma oração subordinada pode conter várias orações e dentro dela pode haver uma oração subordinante em relação às que dela dependem):
1. [É curioso] oração subordinante.
2. [que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe] oração subordinada completiva com função de sujeito (este sujeito frásico não é muito evidente, mas pode ser testado com a concordância verbal; ex.: isso é curioso; essas coisas são curiosas).

2.1 [que toda a vida do indivíduo atrai-me só por essa luz visitada de longe] oração subordinante (relativamente às orações que dela dependem).
2.1.1 [que ali mora] oração subordinada relativa restritiva (isto é, fornece informação que restringe o antecedente indivíduo).
2.1.2 [e que não sei quem é] oração subordinada relativa explicativa (isto é, fornece informação adicional sobre o antecedente indivíduo) coordenada à oração relativa restritiva.
2.1.2.1 [e que não sei] oração subordinante (relativamente à oração que dela depende).
2.1.2.2 [quem é] oração subordinada completiva com função de complemento directo.

Palavra do dia

ro·ti·ná·ri·o ro·ti·ná·ri·o


(rotina + -ário)
adjectivo
adjetivo

Que segue a rotina ou é relativo a rotina (ex.: procedimento rotinário; tarefas rotinárias). = ROTINEIRO

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