Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Opas

2ª pess. sing. pres. ind. de oparopar
fem. pl. de opaopa
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o·par o·par

- ConjugarConjugar

(origem duvidosa)
verbo transitivo

Inchar, intumescer.


o·pa |ô|o·pa |ô|2


(origem expressiva)
interjeição

1. [Brasil]   [Brasil]  Expressão usada para exprimir espanto ou admiração.

2. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Fórmula de saudação. = OI


SinónimoSinônimo Geral: OBA

Confrontar: upa.

o·pa |ó|o·pa |ó|1


(origem obscura)
nome feminino

1. [Vestuário]   [Vestuário]   [Vestuário]  Capa sem mangas, mas com aberturas para enfiar os braços, usada geralmente por confrarias religiosas em cerimónias. = BALANDRAU

2. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Festa animada. = FARRA, FOLIA, PÂNDEGA

Confrontar: upa.

OPA |ópa|OPA |ópa|3


nome feminino

Acrónimo de Oferta Pública de Aquisição (ex.: OPA amigável; OPA hostil).

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Dúvidas linguísticas


Quero saber se a palavra sarro é oxítona ou paroxítona.
A palavra sarro é uma palavra grave ou paroxítona, pois tem o acento de intensidade na penúltima sílaba (foneticamente a sílaba acentuada é ['sa]; na divisão silábica para translineação, a sílaba é sar-).



Porque se escreve cor-de-rosa (com hífenes) e cor de laranja (sem hífenes) Creio que já era assim antes da imposição do AO90.
Trata-se, com efeito, de uma convenção anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.

Já no Acordo Ortográfico de 1945 (Base XXVIII) se afirmava que eram "locuções adjectivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho (casos diferentes de cor-de-rosa, que não é locução, mas verdadeiro composto, por se ter tornado unidade semântica)", sem que haja outra explicação para esta diferença ortográfica. Aos olhos do relator do Acordo, esta explicação parece suficiente, mas o utilizador da língua que a questione não encontrará uma resposta ou razão inequívoca que distinga cor-de-rosa dos outros eventuais compostos com cor.

Francisco Rebelo Gonçalves, no Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa (Coimbra, Atlântida, 1947, pág. 202, nota n.º 2), que ainda hoje é uma obra de referência para a ortografia portuguesa, dá a sua explicação sobre o caso: "Diversamente de outras combinações vocabulares que se baseiam na palavra cor, como cor de laranja, cor de limão, cor de vinho, etc., as quais todas formam locuções, e não compostos, cor-de-rosa é verdadeiro composto, porque, quer como adjectivo, quer como substantivo (cf. seda cor-de-rosa, um cor-de-rosa vivo, etc), constitui uma unidade de sentido, com a qual a linguagem corrente supre, na expressão de uma das cores principais, a falta de um termo simples. De tal modo cor-de-rosa se tornou, quanto ao sentido, perfeita unidade, que até pode qualificar a própria palavra rosa[...]".

Apesar de poder haver contra-argumentos ou contraexemplos como "laranja cor de laranja", "vinho cor de vinho" ou afins, esta argumentação não foi alterada no texto do Acordo Ortográfico de 1990 (Base XV, 6.º): "Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa)."

A ortografia é um conjunto de regras convencionadas, e, como tal, é artificial e às vezes pouco amiga do utilizador. Não há nenhuma estratégia para ortografar de forma irrepreensível que não passe pela memorização do léxico e pela interiorização de regras, decorrentes da experiência de leitura e de escrita. O mais das vezes, é o utilizador da língua que mais lê e mais consulta obras de referência, como dicionários, prontuários e afins, que melhor conhece essas regras e que melhor escreve, mas há regras ou preceitos de difícil compreensão. Os textos das reformas e acordos ortográficos, quer mais antigos, quer mais recentes, não prevêem soluções para muitos dos problemas que criam e são lacunares, ambíguos ou incoerentes em alguns aspectos e o caso de cor-de-rosa é disso um exemplo.

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Palavra do dia

be·lí·ge·ro be·lí·ge·ro


(latim belliger, -era, -erum)
adjectivo
adjetivo

Que é propenso à guerra (ex.: cavalo belígero; gente belígera). = BELAZ, BELICOSOIMBELE, PACÍFICO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Opas [consultado em 02-02-2023]