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Mama

Será que queria dizer mamã?

A forma Mamapode ser [segunda pessoa singular do imperativo de mamarmamar], [terceira pessoa singular do presente do indicativo de mamarmamar] ou [nome feminino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
mamamama
( ma·ma

ma·ma

)


nome feminino

1. [Anatomia] [Anatomia] Órgão glandular dos mamíferos que segrega o leite, geralmente atrofiado nos machos e segregador de leite na mulher e nas fêmeas dos outros mamíferos. = GLÂNDULA MAMÁRIA, TETA, ÚBERE

2. Cada uma das saliências no tórax da mulher, onde se situam as glândula mamárias. = PEITO, SEIO

3. Leite materno ou da ama que as crianças sugam durante a amamentação.

4. Acto de mamar. = MAMADURA

5. Duração de cada acto de mamar. = MAMADURA

6. [Popular] [Popular] Período da amamentação.

7. Emprego lucrativo e sem grande esforço. = CONEZIA, SINECURA, TACHO, TETA, VENIAGA


andar à mama

Parasitar, viver à custa alheia.

querer mama

[Popular] [Popular] Querer colo ou protecção.

O mesmo que andar à mama.

etimologiaOrigem etimológica:latim mamma, -ae.

mamarmamar
( ma·mar

ma·mar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e intransitivo

1. Fazer movimentos com os lábios e a língua para fazer entrar um líquido na boca. = CHUPAR, SUGAR

2. Sugar o leite da mama ou do biberão. = CHUCHAR, LACTAR

3. [Figurado] [Figurado] Aprender ou adquirir na infância.


verbo transitivo

4. [Informal] [Informal] Ingerir, geralmente em grandes quantidades e com avidez. = DEVORAR, EMBORCAR

5. [Informal] [Informal] Ficar indevida ou abusivamente com alguma coisa. = CHULAR

6. [Informal] [Informal] Enganar, ludibriar.

7. [Calão] [Tabuísmo] Praticar sexo oral. = CHUPAR

etimologiaOrigem etimológica:latim mammo, -are.

MamaMama

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Traduzir "Mama" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Gostaria de saber se "frigidíssimo" é superlativo absoluto sintético de "frio".
Os adjectivos frio e frígido têm em comum o superlativo absoluto sintético frigidíssimo, pois provêm ambos do étimo latino frigidus.



A minha dúvida é relativa ao novo Acordo Ortográfico: gostava que me esclarecessem porque é que "lusodescendente" escreve-se sem hífen e "luso-brasileiro", "luso-americano" escreve-se com hífen. É que é um pouco difícil de se compreender, e já me informei com algumas pessoas que não me souberam dizer o porquê de ser assim. Espero uma resposta de vossa parte com a maior brevidade possível.
Não há no texto legal do Acordo Ortográfico de 1990 uma diferença clara entre as palavras que devem seguir o disposto na Base XV e o disposto na Base XVI. Em casos como euroafricano/euro-africano, indoeuropeu/indo-europeu ou lusobrasileiro/luso-brasileiro (e em outros análogos), poderá argumentar-se que se trata de "palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido" (Base XV) para justificar o uso do hífen. Por outro lado, poderá argumentar-se que não se justifica o uso do hífen uma vez que se trata de "formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e de formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.)" (Base XVI).

Nestes casos, e porque afro-asiático, afro-luso-brasileiro e luso-brasileiro surgem no texto legal como exemplos da Base XV, a Priberam aplicou a Base XV, considerando que "constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido". Trata-se de uma estrutura morfológica de coordenação, que estabelece uma relação de equivalência entre dois elementos (ex.: luso-brasileiro = lusitano e brasileiro; sino-japonês = chinês e japonês).

São, no entanto, excepção os casos em que o primeiro elemento não é uma unidade sintagmática e semântica e se liga a outro elemento análogo, não podendo tratar-se de justaposição (ex.: lusófono), ou quando o primeiro elemento parece modificar o valor semântico do segundo elemento, numa estrutura morfológica de subordinação ou de modificação, que equivale a uma hierarquização dos elementos (ex.:  eurodeputado = deputado [que pertence ao parlamento europeu]; lusodescendente = descendente [que provém de lusitanos]).

É necessário referir ainda que o uso ou não do hífen nestes casos não é uma questão nova na língua portuguesa e já se colocava antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Em diversos dicionários e vocabulários anteriores à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 já havia práticas ortográficas que distinguiam, tanto em Portugal como no Brasil, o uso do hífen entre euro-africano (sistematicamente com hífen) e eurodeputado (sistematicamente sem hífen).