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summum jus, summa injuria

summum jus, summa injuriasummum jus, summa injuria | loc.
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summum jus, summa injuria


(locução latina que significa "suma justiça, suma injustiça")
locução

Axioma jurídico que indica que da aplicação excessivamente rigorosa da lei facilmente podem resultar injustiças.

Fonte: Cícero, De Officiis, I, 33.
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Em A bem da Nação

ponto de vista filosófico, a ética não se confunde com a lei, a ética não é a lei. no tempo do Império Romano se reconhecia que summum jus , summa injuria . A segurança e a certeza jurídicas são o fim do direito, mas tais valores nem sempre são compatíveis com as exigências da moral, da ética e da

Em DO MAR À SERRA

definição que guarda atualidade, o jurista Celsus disse ser o Direito a arte (técnica) do bom e do justo. Daí, foram cunhados vários alertas. Por exemplo e em caso de interpretação meramente gramatical, e não lógica e sistemática, osummum jus , summa injuria ”: a aplicação de um regulamento ou lei em

Em Blog do Paulinho (arquivo)

um salário anual cuja moeda se viu desvalorizada na altura do recebimento, confirma-o cruamente ao escrever isto: «A divisa ( dictum ) da equidade é, pois, seguramente: “O direito mais estrito é a maior injustiça” ( summum jus summa injuria ), mas não se pode remediar esse mal por via do direito, se

Em pedro-mota.blogs.sapo.pt

um salário anual cuja moeda se viu desvalorizada na altura do recebimento, confirma-o cruamente ao escrever isto: «A divisa ( dictum ) da equidade é, pois, seguramente: “O direito mais estrito é a maior injustiça” ( summum jus summa injuria ), mas não se pode remediar esse mal por via do direito, se

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Dúvidas linguísticas


Qual das seguintes frases está incorrecta? Queria um copo de água com gelo; Encomendei um colete em seda vermelha ou Vou comprar uma caixa de fósforos.
Do ponto de vista linguístico, nenhuma das frases está incorrecta, pois a preposição de pode ser usada para indicar conteúdo (ex.: copo de água, caixa de fósforos) e a preposição em pode ser usada para indicar matéria (ex.: colete em seda). A informação sobre o uso das preposições nestas expressões pode ser encontrada em obras de referência para o português, nomeadamente em dicionários gerais de língua como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Editorial Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto: Porto Editora, 2004). Alguns autores, porém, consideram inadequado o uso da preposição em para expressões que indicam matéria, alegando que se trata de galicismo.



Por Portaria foram criados os seguintes postos na Polícia de Segurança Pública: Agente; Agente Principal; Chefe; Subcomissário; Comissário; Subintendente; Intendente; Superintendente e Superintendente-Chefe. Atendendo ao facto de a PSP ter mulheres no seu quadro, solicito, se possível, que me informem como devo tratar uma senhora. Ex. 1 - Senhora Subcomissário Anabela ou Senhora Comissário Zélia; ex. 2 - Senhora Subcomissária Anabela ou Senhora Comissária Zélia. Julgo que o ex. 1 é que está correcto uma vez que não foi criado o posto de Subcomissária nem de Comissária.
Do ponto de vista exclusivamente gramatical, deveria haver flexão em género nos substantivos flexionáveis, como subcomissário/a (se se tratar de um substantivo de dois géneros, como agente, onde não há morfema para marcar o feminino, este problema não se coloca). No entanto, as questões linguísticas não se limitam a simples flexões e incluem variáveis de ordem social, cultural ou mesmo política, o que origina a impossibilidade de respostas peremptórias neste campo.

Nas Forças Armadas, por exemplo, onde o recrutamento feminino passou a ser feito de forma regular apenas nos anos 90 do século passado, as designações das pessoas que ocupam postos ou graduações são maioritariamente substantivos de dois géneros, em que a mesma forma serve para designar o militar de sexo masculino (ex.: o cabo Silva) e a militar de sexo feminino (ex.: a cabo Silva). Este uso pode ser observado, por exemplo, no artigo “As mulheres nas Forças Armadas” da Revista da Armada, pp. 13-16.

No caso específico da hierarquia policial, a maioria dos postos corresponde a substantivos de dois géneros que não colocam problemas relacionados com a flexão em género (ex.: o/a agente, o/a chefe, o/a intendente). Os casos problemáticos são comissário e subcomissário, palavras que admitem flexão em género (ex.: comissário/a) e que até são comummente usadas flexionadas noutros contextos (ex.: comissária europeia). Relativamente a esta questão, importa distinguir os postos policiais dos polícias que ocupam esses postos. Assim, os postos ou graduações criados por portaria correspondem geralmente a um substantivo masculino, pois o masculino é o género não marcado do português, considerado neutro quando não se pretende especificar o género. Um exemplo que pode ser clarificador é o caso do estatuto dos docentes universitários, em que são legalmente referidos cargos como professor catedrático ou professor associado, sem que nos falantes haja alguma dúvida em utilizar as formas femininas para referir as professoras catedráticas ou associadas que ocupam esses cargos.

Voltando às forças policiais, podendo a pessoa que ocupa um posto ser do sexo feminino ou masculino e havendo uma palavra que habitualmente flexiona em género (como é o caso de comissário/a), a flexão feminina deverá ser utilizada para designar a mulher polícia que ocupa esse posto. Acresce a este facto o uso comum que já têm os femininos como comissária e subcomissária, inclusive na comunicação social, provavelmente por ser o recrutamento de mulheres mais recuado na polícia do que nas Forças Armadas. O comportamento linguístico destes substantivos parece contrastar com as designações femininas relativas às Forças Armadas, onde as formas com flexão no feminino parecem ser residuais (ex.: soldada) e por vezes depreciativas (ex.: generala).

Pelos motivos acima apontados, as formas de tratamento Senhora Subcomissária Anabela ou Senhora Comissária Zélia são aquelas que melhor respeitam as regras de flexão da língua portuguesa e não parecem violar usos consagrados.

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Palavra do dia

pi·chor·ra |ô|pi·chor·ra |ô|


(picho + -orra)
nome feminino

1. Pichel com bico.

2. [Portugal: Beira]   [Portugal: Beira]  Pequena cântara de barro branco, com bico.

3. [Brasil]   [Brasil]  Jogo em que os intervenientes tentam partir, de olhos vendados e com um pau, um recipiente cheio de guloseimas e prendas, pendurado acima das suas cabeças. = PINHATA

4. [Brasil]   [Brasil]  Recipiente que se enche de guloseimas e prendas, usado nesse jogo. = PINHATA

5. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Fêmea do cavalo. = ÉGUA

6. [Brasil: São Paulo]   [Brasil: São Paulo]  Falta de força ou de estímulo para agir. = INDOLÊNCIA, LASSIDÃO, PREGUIÇA

adjectivo de dois géneros e nome de dois géneros
adjetivo de dois géneros e nome de dois géneros

7. [Brasil: São Paulo]   [Brasil: São Paulo]  Que ou quem mostra medo ou falta de coragem. = COBARDE, MEDROSO, POLTRÃOCORAJOSO

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