Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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schneidende

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se consideram a frase seguinte gramaticalmente correcta: "Quando vierem novamente cá a casa, mostrar-vos-ei a minha estufa de plantas exóticas".
Na frase Quando vierem novamente cá a casa, mostrar-vos-ei a minha estufa de plantas exóticas, o pronome oblíquo vos corresponde à 2.ª pessoa do plural, desempenhando a função de complemento indirecto (= a vós), mas o sujeito da forma verbal vierem corresponde à 3.ª pessoa (vocês ou eles). .

Como é referido na resposta você, este pronome de tratamento designa a pessoa a quem se fala (tu/vós), mas, sendo um pronome de 3.ª pessoa, obriga o verbo à concordância com essa pessoa gramatical (daí dizer-se quando vocês vierem e não *quando vocês [= vós] vierdes). Como a ideia de forma de tratamento de 2.ª pessoa está muito presente nos falantes, a tendência é usar o pronome oblíquo vos correspondente à 2.ª pessoa (vós) e não o pronome lhes, correspondente à 3.ª pessoa (vocês/eles). Esta tendência gera construções condenadas por alguns gramáticos, como Paul Teyssier no Manual de Língua Portuguesa (Portugal-Brasil) [pp. 128-132].

Assim sendo, as hipóteses correctas seriam Quando [vocês] vierem novamente cá a casa, mostrar-lhes-ei a minha estufa de plantas exóticas ou Quando [vós] vierdes novamente cá a casa, mostrar-vos-ei a minha estufa de plantas exóticas. O Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, pelo contrário, considera que o pronome vos pode ser usado no tratamento por vocês. O Dicionário Priberam também regista este uso do pronome, mas indica que é muitas vezes desaconselhado. A este respeito, veja-se ainda a resposta vi-os / vi-vos.

O que foi dito acima refere-se à interpretação preferencial, que não invalida uma interpretação menos provável: Quando [eles] vierem novamente cá a casa, mostrar-vos-ei [a vós] a minha estufa de plantas exóticas. Ainda que residual ou dialectal, o uso do pronome vós é possível, como é referido na resposta vós e vocês.




Gostaria de saber se alguma das seguintes frases está incorrecta: 1. O carro podê-lo-ia ter atropelado; 2. O carro poderia tê-lo atropelado.
Por favor, consulte uma dúvida muito semelhante em mesóclise e verbos auxiliares. Especificamente sobre este exemplo, deve dizer-se que o pronome pessoal átono (ou clítico) o é normalmente colocado em posição enclítica (isto é, depois do verbo) relativamente ao verbo principal (ex.: poderia atropelá-lo), do qual depende semanticamente. No caso da frase em análise, trata-se de um tempo composto, construído com o verbo auxiliar ter e o particípio passado do verbo atropelar, pelo que o pronome é colocado em posição enclítica relativamente ao verbo auxiliar (ex.: poderia tê-lo atropelado).
Esta é a posição mais consensual e menos polémica, mas há verbos, como poder, cujo comportamento se aproxima do de um verbo auxiliar e esse comportamento torna aceitável a posição enclítica relativamente a este verbo. Se se tratar do modo condicional ou do futuro do indicativo, o pronome terá de ser mesoclítico, isto é, deverá ocorrer no meio da forma verbal (ex.: podê-lo-ia atropelar, podê-lo-á atropelar). Se houver outro verbo auxiliar na locução verbal, como na frase em apreço, a mesóclise no verbo poder é também possível, embora de aceitação menos generalizada (ex.: podê-lo-ia ter atropelado).

Adicionalmente, e porque os clíticos correspondem a uma questão complexa, poderá pesquisar, na caixa de pesquisa das dúvidas linguísticas, o tópico clíticos ou o tópico pronomes.

Palavra do dia

li·mí·co·la li·mí·co·la


(latim limicola, -ae)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

[Zoologia]   [Zoologia]  Que vive na lama ou no lodo (ex.: aves limícolas).

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/schneidende [consultado em 11-05-2021]