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prevaricação

A forma prevaricaçãopode ser [derivação feminino singular de prevaricarprevaricar] ou [nome feminino].

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prevaricaçãoprevaricação
( pre·va·ri·ca·ção

pre·va·ri·ca·ção

)


nome feminino

1. Acto ou efeito de prevaricar.

2. [Direito] [Direito] Crime, cometido por funcionário público, titular de cargo público, advogado ou solicitador no exercício da sua profissão, que consiste em deixar de praticar, retardar ou praticar indevidamente os actos da sua função ou cometer actos ilegais, de forma a prejudicar ou beneficiar alguém.

etimologiaOrigem etimológica:latim praevaricatio, -onis.
prevaricarprevaricar
( pre·va·ri·car

pre·va·ri·car

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e intransitivo

1. Trair, por interesse ou má-fé, os deveres do seu cargo ou ministério ou abusar do exercício do cargo (ex.: prevaricar às obrigações; o funcionário terá prevaricado).


verbo transitivo

2. Causar corrupção em (ex.: prevaricar os bons princípios). = CORROMPER, PERVERTER


verbo intransitivo

3. Cometer adultério.

etimologiaOrigem etimológica:latim praevaricor, -ari, transgredir, violar.

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Esta palavra no dicionário



Dúvidas linguísticas



Qual a forma correcta de dizer em português: biossensor ou biosensor?
A grafia correcta, apesar de não se encontrar registada em nenhum dos dicionários por nós consultados, deverá ser biossensor, por analogia com outras palavras formadas a partir do prefixo de origem grega bio-, que exprime a noção de “vida”: biossatélite, biossintético, biossistema, etc. Este comportamento é também análogo ao de alguns prefixos terminados em o, como sejam retro-, socio- e tecno-, que obrigam à duplicação do r e do s quando o elemento ao qual se apõem se inicia por uma dessas consoantes.



Gostaria de saber qual destas frases está correcta e porquê: a) Se eu fosse rico, ofereceria-lhe... b) Se eu fosse rico, oferecer-lhe-ia...
Quando utiliza um pronome clítico (ex.: o, lo, me, nos) com um verbo no futuro do indicativo (ex. oferecer-lhe-ei) ou no condicional, também chamado futuro do pretérito, (ex.: oferecer-lhe-ia), deverá fazer a mesóclise, isto é, colocar o pronome clítico entre o radical do verbo (ex.: oferecer) e a terminação que indica o tempo verbal e a pessoa gramatical (ex.: -ei ou -ia). Assim sendo, a frase correcta será Se eu fosse rico, oferecer-lhe-ia...

Esta colocação dos pronomes clíticos é aparentemente estranha em relação aos outros tempos verbais, mas deriva de uma evolução histórica na língua portuguesa a partir do latim vulgar. As formas do futuro do indicativo (ex.: oferecerei) derivam de um tempo verbal composto do infinitivo do verbo principal (ex.: oferecer) seguido de uma forma do presente do verbo haver (ex.: hei), o que corresponderia hipoteticamente, no exemplo em análise, a oferecer hei. Se houvesse necessidade de inserir um pronome, ele seria inserido a seguir ao verbo principal (ex.: oferecer lhe hei). Com as formas do condicional (ex. ofereceria), o caso é semelhante, com o verbo principal (ex.: oferecer) seguido de uma forma do imperfeito do verbo haver (ex.: hia < havia), o que corresponderia hipoteticamente, no exemplo em análise, a oferecer hia e, com pronome, a oferecer lhe hia.

É de notar que a reflexão acima não se aplica se houver alguma palavra ou partícula que provoque a próclise do clítico, isto é, a sua colocação antes do verbo (ex.: Jamais lhe ofereceria flores. Sei que lhe ofereceria flores).