Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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proactividadeproatividadeproatividade | s. f.
pró-actividadepró-atividadepró-atividade | s. f.
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pro·ac·ti·vi·da·de |àtí| pro·a·ti·vi·da·de |àtí| pro·a·ti·vi·da·de |àtí|
(proactivo + -idade)
substantivo feminino

1. Qualidade do que é proactivo.

2. Capacidade que alguém ou algo tem de fazer com que determinadas coisas aconteçam ou se desenvolvam.


SinónimoSinônimo Geral: PRÓ-ACTIVIDADE


Ver também dúvida linguística: pró-actividade / proactividade.

• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: proatividade.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: proactividade.


• Grafia no Brasil: proatividade.

• Grafia em Portugal: proactividade.

pró·-ac·ti·vi·da·de |àtí| pró·-a·ti·vi·da·de |àtí| pró·-a·ti·vi·da·de |àtí|
(pró-activo + -idade)
substantivo feminino

1. Qualidade do que é pró-activo.

2. Capacidade que alguém ou algo tem de fazer com que determinadas coisas aconteçam ou se desenvolvam.


SinónimoSinônimo Geral: PROACTIVIDADE

Plural: pró-atividades.Plural: pró-actividades.

Ver também dúvida linguística: pró-actividade / proactividade.

• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: pró-atividade.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: pró-actividade.


• Grafia no Brasil: pró-atividade.

• Grafia em Portugal: pró-actividade.
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Dúvidas linguísticas


Lendo um livro de História da Sociedade Brasileira, deparei-me com a seguinte afirmação: O Brasil perdia o direito de "asiento". Recorri ao dicionário mas nada encontrei, a respeito dessa palavra. Vossa Senhoria pode me dizer o significado?
A palavra espanhola asiento é usada em textos de História para designar um tratado ou acordo através do qual um grupo de comerciantes recebia da coroa espanhola uma rota comercial ou o monopólio de um produto. Eram muito lucrativos os asientos para o tráfico de escravos, motivo pelo qual estes são os mais conhecidos, nomeadamente o direito de asiento concedido por Espanha aos negreiros portugueses para comércio de escravos para a América durante o domínio filipino (principalmente entre 1595 e 1640), ou, antes disso, os asientos de Manuel Caldeira (1513-1593), por exemplo, ou ainda o direito de asiento concedido por 30 anos a Inglaterra no fim da Guerra da Sucessão Espanhola.



Tenho uma dúvida com o verbo oferecer nas seguintes frases e gostaria de saber qual delas está correcta e porquê? a) Se me ofereceres um livro, vou ficar feliz. b) Se ofereceres-me um livro, vou ficar feliz.
Os clíticos são pronomes pessoais átonos, isto é, pronomes pessoais de uma só sílaba (como o, a, me, nos, se, etc.), que não têm acentuação própria e por isso dependem do acento da palavra que está imediatamente antes ou depois (normalmente um verbo). Quando o clítico depende da palavra que está antes, trata-se do fenómeno da ênclise (ex.: Ofereceste-me um livro e fiquei feliz), e, quando o clítico depende da palavra que está depois, trata-se do fenómeno da próclise (ex.: Se me ofereceres um livro, ficarei feliz).

No português de Portugal, se não houver algo que atraia o clítico para outra posição, a ênclise é a posição padrão, isto é, o clítico surge depois do verbo (ex.: Ele ofereceu-me um livro). Esta é, aliás, uma das diferenças em relação ao português do Brasil, onde a próclise é mais frequente, isto é, a posição do clítico antes do verbo (ex.: Ele me ofereceu um livro).

Há, no entanto, um conjunto de situações em que o clítico é atraído para antes do verbo (próclise), sendo que, em algumas destas situações, a próclise é mesmo considerada obrigatória. Os contextos que atraem os clíticos para antes do verbo podem sistematizar-se da seguinte forma:
a) Partículas de negação. ex.: Nunca me avisaram. Não lhe foram dizer. Nada lhes falta. Nem nos falou.
b) Pronomes ou advérbios interrogativos. ex.: Quem te avisou? Não soube o que lhe perguntar.
c) Pronomes ou advérbios exclamativos ou palavras exclamativas. ex.: Que trapalhada nos aconteceu! Bonito sarilho me arranjaste!
d) Pronomes ou advérbios relativos. ex.: Consultou o médico que lhe indicaram. Lembra-se bem do lugar onde os encontrou.
e) Conjunções subordinativas completivas. ex.: Acho que o ofendi. Perguntaram se a tinha visto. Foi isso que eu te disse antes.
f) Conjunções subordinativas que introduzem orações adverbiais (causais, comparativas, concessivas, condicionais, consecutivas, finais, temporais). ex.: Perdeu o início do filme porque se atrasou. Como lhe disse anteriormente, estou convencido da veracidade dos factos. Ainda que vos custe, têm de partir. Se me ofereceres um livro, ficarei feliz. Abanou tanto o ramo que o partiu. Trabalhou muito para o conseguir. Quando a viu, sorriu.
g) Advérbios ou locuções adverbiais como ainda, já, oxalá, sempre, só, talvez, também. Ex. Ainda ontem as vi. o conheço bem. Oxalá se mantenha assim. Sempre o conheci atrevido. lhes entreguei o documento hoje. Talvez te lembres mais tarde. Se ainda estiverem à venda, também os quero comprar.
h) Quantificadores e pronomes ou determinantes indefinidos como algo, alguém, ambos, pouco, qualquer, todo, tudo. Ex. Naquela história algo a intrigava. Alguém os tinha tramado. Ambos me disseram o mesmo. Poucos lhe tinham agradecido. Qualquer pessoa o conhece. Não sabiam o que acontecera, mas todos a criticaram. Tudo as incomoda.
i) Preposições (excepto a preposição a) ou locuções preposicionais. Ex. Criticou o filme antes de o ver. Comprei a saia para a usares. Não há nenhum mal em te manifestares.
j) Gerúndios regidos da preposição em (actualmente com pouco uso). Ex. Em lhe falando, tudo será mais fácil.

Esta explicitação pode parecer estranha e difícil de compreender, mas os falantes têm implícitos e interiorizados muitos destes contextos de próclise. A prova é que, se houver utilização de ênclise (clítico depois do verbo) na maioria dos exemplos acima, o falante estranhará e provavelmente vai considerá-los agramaticais ou pelo menos duvidosos: *Nunca avisaram-me. *Nada falta-lhes. *Quem avisou-te? *Que trapalhada aconteceu-nos! *Consultou o médico que indicaram-lhe. *Acho que ofendi-o.

A questão dos clíticos é complexa e não se limita à esquematização apresentada; a essa complexidade ainda se podem juntar questões de estilo e de eufonia (isto é, aquilo que é mais agradável ao ouvido), que são subjectivas e dificilmente limitadas por regras ou excepções. Apenas como exemplo, na frase Na face lhes batia o sol ardente (em vez da ordem canónica O sol ardente batia-lhes na face), não parece haver outro motivo para a próclise a não ser a inversão estilística da ordem normal sujeito-verbo-complemento.

Em conclusão, as frases que nos enviou enquadram-se no contexto referido na alínea f), pois trata-se de uma oração subordinada condicional, introduzida pela conjunção se. Por este motivo, estará correcta a frase Se me ofereceres um livro, ficarei feliz.

O corrector sintáctico do FLiP assinala muitos destes contextos de atracção dos clíticos, como poderá verificar no FLiP On-line (www.flip.pt/online), com a frase em questão na sua dúvida.

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Palavra do dia

o·fu·ro o·fu·rô
(do japonês)
substantivo masculino

Banheira funda, geralmente circular, feita de madeira ou de outros materiais, que permite banhos quentes de imersão.


• Grafia no Brasil: ofurô.

• Grafia no Brasil: ofurô.

• Grafia em Portugal: ofuro.

• Grafia em Portugal: ofuro.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/pr%C3%B3-actividade [consultado em 12-12-2019]