Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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muçarelamuçarela | s. f.
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mu·ça·re·la |é| mu·ça·re·la |é|
(italiano mozzarella)
substantivo feminino

[Brasil]   [Brasil]   [Culinária]   [Culinária]  O mesmo que mozarela.


Ver também dúvida linguística: aportuguesamento de mozzarella.
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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se, perante a utilização de uma oração intercalar precedida da conjunção e, a vírgula deverá vir antes ou depois da conjunção. Concretizando, qual das frases estará correcta: Tratando-se de uma questão importante, e tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente ou Tratando-se de uma questão importante e, tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente.
Na primeira frase apontada, estamos perante três orações ([1] Tratando-se de uma questão importante, [2] e tendo em conta os valores envolvidos, [3] importa tomar uma decisão urgente), havendo a coordenação (através da conjunção e) das duas orações gerundivas [1] e [2] que, por sua vez, funcionam como adjunto adverbial da oração principal [3], dela separado através de uma vírgula.

Depois de identificada esta estrutura, podemos verificar que na segunda frase apontada não há motivo para colocar a expressão tendo em conta os valores envolvidos entre vírgulas. Se o fizermos, estaremos a isolar sintacticamente uma estrutura, indicando que está intercalada (por favor, consulte também a resposta vírgula depois da conjunção e). Neste caso, verificamos que não se trata de uma oração intercalada, pois, se tentarmos suprimir o que está entre vírgulas, constatamos que o resultado é agramatical (*Tratando-se de uma questão importante e importa tomar uma decisão urgente). Com efeito, não se trata de uma coordenação da oração principal [3] com a primeira oração gerundiva [1], mas sim de uma coordenação de orações gerundivas, como se afirmou acima.

Do ponto de vista lógico, a frase correcta será então Tratando-se de uma questão importante(,) e tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente. Os parênteses indicam aqui a opcionalidade da vírgula: aparentemente, entre [1] e [2] não haveria necessidade do uso de uma vírgula, já que a coordenação é feita pela conjunção e e esta vírgula não está a isolar uma parte da frase; no entanto, este uso da vírgula é muito frequente (cf. CUNHA e CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, p. 643) em casos de orações coordenadas unidas pela conjunção e com um sujeito diferente. No caso, as duas orações gerundivas têm sujeitos diferentes, ainda que não expressos, pois o verbo tratar está a ser usado como verbo impessoal (isto é, não tem sujeito) e o verbo ter, na locução ter em conta, tem um sujeito indefinido, como alguém ou nós.

Sobre este assunto, poderá consultar também a resposta vírgula antes da conjunção e.




Na palavra taça (acentuada no primeiro a), quando se forma o diminutivo - tacinha -, o primeiro a passa a pronunciar-se fechado. Que fenómeno fonético explica esta alteração?
Trata-se do processo de elevação e recuo (ou centralização) das vogais átonas no português europeu.

Regra geral, no português europeu, as vogais das sílabas átonas mudam de timbre (em relação ao timbre que têm quando são vogais tónicas) e tornam-se mais altas (no caso das vogais a, e ou o) e mais recuadas na sua produção (no caso da vogal e).

Vejamos alguns exemplos:
a) um [a] tónico passa a [ɐ] quando átono: ex.: fala > falar, falar > falador, fácil > facilidade, sala > salinha;
b) um [e] tónico passa a [i] quando átono: ex.: cedo > cedinho, viver > vive;
c) um [ɛ] tónico passa a [i] quando átono: ex.: vela > veleiro, belo > beleza;
d) um [o] tónico passa a [u] quando átono: ex.: forca > enforcar, molho > demolhar;
e) um [ɔ] tónico passa a [u] quando átono: ex.: cola > colar, foco [o] > focar.

Esta regra tem muitas excepções, motivadas por vezes por contextos específicos (ex.: belo > beldade; fácil > facilmente; só > sozinho), por características lexicais de uma palavra específica (ex.: acto > actor, relato > relator) ou por razões eufónicas ou outras.

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Palavra do dia

bor·bo·le·ti·ce bor·bo·le·ti·ce
(borboleta + -ice)
substantivo feminino

1. Modos ou movimentos de borboleta.

2. [Figurado]   [Figurado]  Devaneio, imaginação.

3. [Figurado]   [Figurado]  Volubilidade, capricho.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/mu%C3%A7arela [consultado em 26-03-2019]