Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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magrebinomagrebino | adj. | s. m.
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ma·gre·bi·no ma·gre·bi·no
(Magrebe, topónimo + -ino)
adjectivo
adjetivo

1. Relativo ao Magrebe, região ou conjunto de países do Norte de África.

nome masculino

2. Natural, habitante ou cidadão do Magrebe.

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Dúvidas linguísticas


Última crónica de António Lobo Antunes na Visão "Aguentar à bronca", disponível online. 1.º Parágrafo: "Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas por os homens repararem menos nelas do que desejavam."; 2.º Parágrafo: "nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos, nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles, a tremerem. Ou são os dedos que tremem?".
Dúvidas: a conversarem ou a conversar? A tremerem ou a tremer?
O uso do infinitivo flexionado (ou pessoal) e do infinitivo não flexionado (ou impessoal) é uma questão controversa da língua portuguesa, sendo mais adequado falar de tendências do que de regras, uma vez que estas nem sempre podem ser aplicadas rigidamente (cf. Celso CUNHA e Lindley CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, p. 482). É também por essa razão que dúvidas como esta são muito frequentes e as respostas raramente podem ser peremptórias.

Em ambas as frases que refere as construções com o infinitivo flexionado são precedidas pela preposição a e estão delimitadas por pontuação. Uma das interpretações possíveis é que se trata de uma oração reduzida de infinitivo, com valor adjectivo explicativo, à semelhança de uma oração gerundiva (ex.: Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas [...] = Ficaram por ali um bocado no passeio, conversando, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, a tremerem. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, tremendo.). Nesse caso, não há uma regra específica e verifica-se uma oscilação no uso do infinitivo flexionado ou não flexionado.

No entanto, se estas construções não estivessem separadas por pontuação do resto da frase, não tivessem valor adjectival e fizessem parte de uma locução verbal, seria obrigatório o uso da forma não flexionada: Ficaram por ali um bocado no passeio a conversar, aborrecidas [...] = Ficaram a conversar por ali um bocado no passeio, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles a tremer. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas eles aí estão a tremer. Neste caso, a forma flexionada do infinitivo pode ser classificada como agramatical (ex.: *ficaram a conversarem, *estão a tremerem [o asterisco indica agramaticalidade]), uma vez que as marcas de flexão em pessoa e número já estão no verbo auxiliar ou semiauxiliar (no caso, estar e ficar).




Observa-se alguma incorrecção no seguinte texto: "A primeira razão para a elaboração do presente trabalho foi a esperança de que ele sirva de alguma utilidade e proveito à administração da faixa costeira..."? Não é redundante "[...] sirva de alguma utilidade [...]"?
O verbo servir na frase que indica está a ser utilizado com o significado “ter (algo) uma função ou objectivo; ser útil ou conveniente para determinado fim”. Nesta acepção, o verbo pode ser utilizado como transitivo indirecto (ex.: o elogio serviu de estímulo) ou como intransitivo (ex.: este copo não serve). A utilização do verbo regendo o objecto indirecto de utilidade, para além de pouco usual, parece revestir-se de alguma redundância, porque o verbo servir já contém em si a noção de utilidade ou conveniência. Geralmente, o verbo nessa acepção é usado com um objecto que especifica a utilidade atribuída ao sujeito (na frase acima referida, o sujeito o elogio tem uma utilidade que é especificada pelo objecto de estímulo).

Outra redundância parece existir em de alguma utilidade e proveito, dado que a palavra proveito não parece introduzir aqui informação que utilidade já não tenha introduzido. Mais usual e menos problemática seria a utilização do verbo ter em substituição do verbo servir: a primeira razão para a elaboração do presente trabalho foi a esperança de que ele tenha utilidade (e sirva à administração da faixa costeira).

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Palavra do dia

mi·rin·go·to·mi·a mi·rin·go·to·mi·a
(latim medieval miringa, do grego mênigks, -iggos, membrana + -tomia)
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]  Incisão cirúrgica na membrana do tímpano.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/magrebino [consultado em 07-06-2020]