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maçaranduba-vermelha

maçaranduba-vermelhamaçaranduba-vermelha | n.
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maçaranduba-vermelha maçaranduba-vermelha


nome

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Dúvidas linguísticas


É com espanto que vejo que na conjugação do verbo haver aparecer a forma houveram. Sempre aprendi que a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito não existe. Podem-me explicar se é moda nova?!
A flexão do verbo haver varia consoante o seu emprego. Assim, quando este é empregue como verbo principal, com os sentidos de “existir” (em 1.a), de "ter decorrido" (em 2.a) e de “acontecer” (em 3.a), ele é impessoal, i.e., utiliza-se apenas na 3.ª pessoa do singular. Daí a má formação das frases 1.b), 2.b) e 3.b), assinaladas com asterisco (*):

1. a) Houve muitos deputados investigados.
b) * Houveram muitos deputados investigados.

2. a) Havia duas horas que estava à espera.
b) * Haviam duas horas que estava à espera.

3. a) Na semana passada houve muitos acidentes.
b) * Na semana passada houveram muitos acidentes.

Quando é empregue como verbo principal com outros sentidos que não os de "existir", "ter decorrido" ou "acontecer", é flexionado em todas as pessoas:

4. a) Os organizadores do colóquio houveram por bem encomendar uma sondagem. [achar, considerar]
b) E que bem se houveram os portugueses no confronto! [avir-se]

O verbo haver emprega-se ainda como auxiliar em tempos compostos, sendo também flexionado em todas as pessoas:

5. As encomendas haviam sido entregues.

Como se pode ver pelas frases 4-5, a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito do verbo haver existe, pelo que o conjugador deve incluí-la, não podendo é ser utilizada nos casos em que o verbo é impessoal.




Gostaria de saber se a palavra automóvel é composta por aglutinação ou justaposição.
De acordo com a Gramática da Língua Portuguesa, da autoria de Maria Helena Mira Mateus, Ana Maria Brito, Inês Duarte e Isabel Hub Faria (pp. 971-983), existem dois tipos de composição: a morfológica e a morfossintáctica. A composição morfológica agrega dois ou mais radicais (ex.: autofagia = auto- + -fagia, geobiologia = geo- + biologia, hipermercado = hiper- + mercado); esta variedade de composição não deve ser confundida com a derivação por prefixação e/ou por sufixação, pois os radicais em causa têm autonomia semântica e podem juntar-se a outros radicais para formar uma palavra (ao contrário dos prefixos e sufixos, que não se podem juntar a outros prefixos ou sufixos para formar uma palavra). A composição morfossintáctica agrega duas ou mais palavras (ex.: abre-latas, aguardente, guarda-chuva, peixe-espada, viandante) e conjuga propriedades de estruturas sintácticas e propriedades de estruturas morfológicas.

Assim sendo, a palavra automóvel é formada segundo os processos da composição morfológica e não por aglutinação ou justaposição, processos que se englobam na composição morfossintáctica e que, segundo as mesmas autoras, não correspondem a duas classes diferentes de composição, mas a diferentes estádios de lexicalização dos compostos: um no qual se mantêm inalterados os constituintes do composto (ex.: abre-latas) e outro resultante de uma evolução do composto, que lhe confere alterações como a queda ou alteração de fonemas (ex.: aguardente < águ(a + a)rdente).

A distinção entre os compostos morfológicos e os compostos morfossintácticos pode também ser encontrada na nova terminologia linguística adoptada para o ensino básico e secundário e publicada em Diário da República em Dezembro de 2004. Sobre a diferença entre a composição por aglutinação ou justaposição, poderá consultar a resposta formação de pontapé.

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Palavra do dia

ar·ven·se ar·ven·se


(latim arvensis, -e)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Que cresce em terras cultivadas (ex.: espécie arvense).

2. Que produz grão ou forragem (ex.: cultura arvense; produções arvenses).

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/ma%C3%A7aranduba-vermelha [consultado em 01-07-2022]