Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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icebergueicebergue | s. m.
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i·ce·ber·gue |aice| ou |ice| i·ce·ber·gue |aice| ou |ice|
(inglês iceberg)
nome masculino

[Geologia]   [Geologia]  Massa de gelo que flutua nos mares polares depois de se ter desprendido de um glaciar. = AICEBERGUE, GELEIRA

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Dúvidas linguísticas


Tivemos esta discussão sobre o famoso túnel do Marquês: está errado dizer "vamos concluí-lo". Deveria ser "vamos conclui-lo" (sem acento no i), pois "concluí-lo" é pretérito perfeito, não é? Por favor confirmem.
A forma correcta na frase em causa será mesmo concluí-lo (com acento), pois trata-se do infinitivo do verbo concluir, seguido do pronome átono o que assume a forma -lo, por estar a seguir a uma forma verbal terminada em -r (que desaparece). O acento surge para que se mantenha o hiato do infinitivo (isto é, para que as vogais ui não formem um ditongo). A frase Vamos concluí-lo é então a correcta e corresponde a Vamos concluir alguma coisa.

A frase *Vamos conclui-lo seria agramatical, pois seria equivalente a *Vamos concluis alguma coisa, já que a forma conclui-lo (sem acento) corresponde ao presente do indicativo do verbo concluir, isto é, [tu] concluis, seguido do pronome átono o que assume a forma -lo, por estar a seguir a uma forma verbal terminada em -s (que desaparece). Neste caso não há necessidade de acento, pois há um ditongo em [tu] concluis.




A minha dúvida é relativa ao novo Acordo Ortográfico: gostava que me esclarecessem porque é que "lusodescendente" escreve-se sem hífen e "luso-brasileiro", "luso-americano" escreve-se com hífen. É que é um pouco difícil de se compreender, e já me informei com algumas pessoas que não me souberam dizer o porquê de ser assim. Espero uma resposta de vossa parte com a maior brevidade possível.
Não há no texto legal do Acordo Ortográfico de 1990 uma diferença clara entre as palavras que devem seguir o disposto na Base XV e o disposto na Base XVI. Em casos como euroafricano/euro-africano, indoeuropeu/indo-europeu ou lusobrasileiro/luso-brasileiro (e em outros análogos), poderá argumentar-se que se trata de "palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido" (Base XV) para justificar o uso do hífen. Por outro lado, poderá argumentar-se que não se justifica o uso do hífen uma vez que se trata de "formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e de formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.)" (Base XVI).

Nestes casos, e porque afro-asiático, afro-luso-brasileiro e luso-brasileiro surgem no texto legal como exemplos da Base XV, a Priberam aplicou a Base XV, considerando que "constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido". Trata-se de uma estrutura morfológica de coordenação, que estabelece uma relação de equivalência entre dois elementos (ex.: luso-brasileiro = lusitano e brasileiro; sino-japonês = chinês e japonês).

São, no entanto, excepção os casos em que o primeiro elemento não é uma unidade sintagmática e semântica e se liga a outro elemento análogo, não podendo tratar-se de justaposição (ex.: lusófono), ou quando o primeiro elemento parece modificar o valor semântico do segundo elemento, numa estrutura morfológica de subordinação ou de modificação, que equivale a uma hierarquização dos elementos (ex.:  eurodeputado = deputado [que pertence ao parlamento europeu]; lusodescendente = descendente [que provém de lusitanos]).

É necessário referir ainda que o uso ou não do hífen nestes casos não é uma questão nova na língua portuguesa e já se colocava antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Em diversos dicionários e vocabulários anteriores à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 já havia práticas ortográficas que distinguiam, tanto em Portugal como no Brasil, o uso do hífen entre euro-africano (sistematicamente com hífen) e eurodeputado (sistematicamente sem hífen).

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Palavra do dia

zoi·si·te zoi·si·ta
([Sigismund] Zois [von Eldstein], antropónimo [mineralogista esloveno] + -ite)
nome feminino

[Mineralogia]   [Mineralogia]  Mineral ortorrômbico do grupo dos epídotos, usado como pedra preciosa.


• Grafia no Brasil: zoisita.

• Grafia no Brasil: zoisita.

• Grafia em Portugal: zoisite.

• Grafia em Portugal: zoisite.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/icebergue [consultado em 08-08-2020]