Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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faceface | s. f.
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fa·ce fa·ce
(francês face, do latim popular facia, do latim facies, -ei, forma exterior, aparência, beleza)
nome feminino

1. Cada uma das partes laterais da cara, rosto.

2. Parte anterior (de uma peça de metal, de madeira ou de pedra aparelhada); frente.

3. Cada uma das superfícies de um sólido.

4. Lado da cara (de uma moeda ou medalha).

5. Direito (dos tecidos).

6. Superfície, flor, tona.

7. [Figurado]   [Figurado]  Aparência, mostras, demonstração exterior (de um afecto).

8. Presença.

9. Estado, situação (que os sucessos tomam, ou com que se apresentam).


à face de
Perante.

em face de
Perante.

face a face
Defronte e próximo; de frente (ex.: naquele momento, estavam face a face pela primeira vez). = FRENTE A FRENTE

fazer face a
Estar voltado para determinado lugar ou ponto.

Enfrentar situação perigosa ou complicada.

Não aceitar, não ceder. = OPOR-SE, RESISTIR

Atenuar uma situação problemática ou inconveniente. = REMEDIAR

Custear, pagar.

perder a face
Ficar desacreditado ou malvisto. = PERDER A CARA

Confrontar: fase.
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Dúvidas linguísticas


Última crónica de António Lobo Antunes na Visão "Aguentar à bronca", disponível online. 1.º Parágrafo: "Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas por os homens repararem menos nelas do que desejavam."; 2.º Parágrafo: "nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos, nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles, a tremerem. Ou são os dedos que tremem?".
Dúvidas: a conversarem ou a conversar? A tremerem ou a tremer?
O uso do infinitivo flexionado (ou pessoal) e do infinitivo não flexionado (ou impessoal) é uma questão controversa da língua portuguesa, sendo mais adequado falar de tendências do que de regras, uma vez que estas nem sempre podem ser aplicadas rigidamente (cf. Celso CUNHA e Lindley CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, p. 482). É também por essa razão que dúvidas como esta são muito frequentes e as respostas raramente podem ser peremptórias.

Em ambas as frases que refere as construções com o infinitivo flexionado são precedidas pela preposição a e estão delimitadas por pontuação. Uma das interpretações possíveis é que se trata de uma oração reduzida de infinitivo, com valor adjectivo explicativo, à semelhança de uma oração gerundiva (ex.: Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas [...] = Ficaram por ali um bocado no passeio, conversando, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, a tremerem. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, tremendo.). Nesse caso, não há uma regra específica e verifica-se uma oscilação no uso do infinitivo flexionado ou não flexionado.

No entanto, se estas construções não estivessem separadas por pontuação do resto da frase, não tivessem valor adjectival e fizessem parte de uma locução verbal, seria obrigatório o uso da forma não flexionada: Ficaram por ali um bocado no passeio a conversar, aborrecidas [...] = Ficaram a conversar por ali um bocado no passeio, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles a tremer. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas eles aí estão a tremer. Neste caso, a forma flexionada do infinitivo pode ser classificada como agramatical (ex.: *ficaram a conversarem, *estão a tremerem [o asterisco indica agramaticalidade]), uma vez que as marcas de flexão em pessoa e número já estão no verbo auxiliar ou semiauxiliar (no caso, estar e ficar).




O FLIP4 considera errado contraofensiva, propondo contra-ofensiva. Todavia, segundo o Acordo Ortográfico Da Língua Portuguesa de 1990 ainda em vigor, pode ver-se na sua BASE XVI, Art.º 1.º, Alínea b) que a vossa proposta está errada. De facto, diz-se ali (só se emprega o hífen nos seguintes casos) «Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular [...], semi-interno.»
A ortografia vigente em Portugal à data do lançamento do FLiP 4 (2002) seguia o Acordo Ortográfico de 1945 (1), que estipula, na Base XXIX, que o hífen se emprega em "compostos formados com os prefixos contra, extra (exceptuando-se extraordinário), infra, intra, supra e ultra, quando o segundo elemento tem vida à parte e começa por vogal, h, r ou s: contra-almirante, contra-ataque, contra-estrutura, contra-harmónico, contra-indicação [...]".

(1) Mais tarde, em 1971 e 1973, foram promulgadas leis, em Portugal e no Brasil, que visavam reduzir as divergências de ortografia entre os dois países. Em 1986 foi redigido um novo texto de homogeneização ortográfica que, devido às reacções públicas obtidas, não chegou a entrar em vigor. O Acordo de 1990, apesar de pretender ser um compromisso entre o texto de 1945 e o de 1986, só entrou em vigor em 13 de Maio de 2009.

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Palavra do dia

mi·rin·go·to·mi·a mi·rin·go·to·mi·a
(latim medieval miringa, do grego mênigks, -iggos, membrana + -tomia)
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]  Incisão cirúrgica na membrana do tímpano.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/face [consultado em 07-06-2020]