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fêmeo

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fêmeofêmeo
( fê·me·o

fê·me·o

)


adjectivoadjetivo

1. De fêmea ou a ela relativo. = FEMEAL, FEMINAL, FEMINIL, FEMININO

2. Que é do sexo caracterizado pela presença de ovário (ex.: flor fêmea; gado fêmeo; mosquito fêmeo). = FÊMEA, FEMININO

3. Que tem reentrâncias que encaixam numa peça com saliências, designada macho (ex.: peça fêmea, rosca fêmea).

etimologiaOrigem etimológica:masculino de fêmea.


Dúvidas linguísticas



Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].




Gostaria saber se é possível criar adjectivos das palavras "livro", "mar" e "manhã".
Do substantivo livro obtém-se directamente um adjectivo, por aposição de sufixo, originando a forma livresco (livro + -esco). Já o termo livreiro é de origem latina.

Para as restantes palavras existem adjectivos de formação mais erudita, remontando ao latim e ao grego: marino, marinho, marítimo e talássico para o substantivo masculino mar e matutinal e matutino para o substantivo feminino manhã. O adjectivo matinal também é relativo a manhã mas forma-se por sufixação (matina + -al).