Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub
pub

exorbitante

exorbitanteexorbitante | adj. 2 g.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

e·xor·bi·tan·te |z|e·xor·bi·tan·te |z|


adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Que sai da órbita; que excede os justos limites.

2. Excessivo; demasiado.

pub

Auxiliares de tradução

Traduzir "exorbitante" para: Espanhol | Francês | Inglês

Parecidas

Esta palavra em blogues

Ver mais

Muitos jornalistas pagam esse preço exorbitante para conquistar a simpatia dessas fontes que muitas vezes se servem deles unicamente para...

Em sorumb

Desconexão entre a mente e o presente, numa realidade exorbitante que te tira do lugar onde te encontras..

Em Casa das Artes

exorbitante de uma das maiores fornecedoras de fertilizantes mundial chama a atenção para os atuais...

Em Caderno B

o seu custo seria exorbitante e que tal projeto seria de difícil execução, sem dizer especificamente que a obra...

Em Caderno B

...e a sua advogada, Alina Habba considera a multa imposta ao seu cliente “ exorbitante e injustificada” e o tratamento do seu cliente pelo tribunal “inconsciente e indefensível”..

Em VISEU, terra de Viriato.
Blogues do SAPO

Dúvidas linguísticas


Venho por este meio colocar-vos uma dúvida em relação à utilização (ou não) do hífen em palavras com o prefixo re- seguidas de e* segundo o novo Acordo Ortográfico (ex.: reedição/reeleger ou re-edição/re-eleger?). Já vi opções diferentes e gostava de saber qual delas está a seguir o Acordo.
Segundo o disposto na Base XVI, 1.º, alínea b) do Acordo Ortográfico de 1990, utiliza-se o hífen “nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento” (ex.: sobre-endividamento, micro-ondas). O texto do Acordo Ortográfico é inequívoco relativamente ao uso de hífen com um prefixo que termina na mesma vogal com que se inicia o elemento seguinte, pelo que esta regra deveria ser também aplicada ao prefixo re-. As regras para o uso do hífen nos casos de prefixação passam, com o Acordo de 1990, a ser gerais e contextuais, ao contrário do Acordo de 1945, que aplicava regras específicas a um prefixo ou a um grupo fechado de prefixos. Para este ponto, o texto legal estabelece uma única excepção, na nota à alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, referindo-se apenas ao prefixo co-, que deverá ser usado sempre sem hífen.

Foi este o entendimento inicial da Priberam, uma vez que outra interpretação contraria claramente a letra e o espírito do Acordo Ortográfico, estabelecendo uma excepção não prevista. A Priberam entende que seria ilógico tomar a excepção prevista para co- como modelo para re-, uma vez que as excepções devem estar explícitas e não se podem deduzir. Também a "Nota Explicativa" (ponto 6.3) reitera o que é referido na base XVI, 1.º, alínea b): "uniformiza-se o não emprego do hífen, do modo seguinte: (...) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente daquela, as duas formas aglutinam-se, sem hífen". Como este não é o caso nas sequências re-e..., o hífen deveria ser usado neste contexto.

Apesar disto, no Brasil, a Academia Brasileira de Letras (ABL), no seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (São Paulo: Global, 2009), entendeu que deveria instituir uma excepção para o prefixo re-. A única justificação apresentada pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL na "Nota explicativa" (pp. LI a LIII) do referido Vocabulário é que uma das medidas tomadas foi "incluir, por coerência e em atenção à tradição lexicográfica, os prefixos re-, pre- e pro- à excepcionalidade do prefixo co-". Se para os prefixos pre- e pro- parece haver uma justificação, não pela alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, mas pela alínea f), o mesmo não acontece com o prefixo re-. Por outro lado, não se pode invocar a tradição lexicográfica quando se trata de um tópico sobre o qual o Acordo Ortográfico se pronuncia alterando justamente a tradição lexicográfica e as indicações prescritas pelo Acordo Ortográfico anterior.

Em Portugal, o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), cujo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi recentemente adoptado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada em 25 de Janeiro de 2011 no Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488, seguiu a mesma interpretação da ABL. A Priberam manteve a sua interpretação inicial de grafar re-e... até à data em que o VOP passou a ser indicado nesta resolução como uma obra lexicográfica de referência em Portugal, nomeadamente no ensino, a partir do ano lectivo de 2011/2012. Os recursos linguísticos da Priberam têm vindo a ser alterados desde 25 de Janeiro de 2011 para seguir a excepção instituída pelo VOLP da ABL e seguida pelo VOP do ILTEC, grafando o sufixo re- sem hífen quando seguido de elemento começado por e (ex.: reedição).

Sublinhe-se que esta é uma opção que decorre da publicação do VOLP e do VOP e não da aplicação da letra e do espírito do Acordo Ortográfico, cujo texto altera inúmeros outros casos de grafias tradicionalmente estáveis. Como exemplo de grafias em que o AO vai contra a tradição lexicográfica, pode referir-se o prefixo sobre-, que já em obras do século XVIII (como o Vocabulario Portuguez & Latino, de Raphael Bluteau [1728] ou o Diccionario da lingua portugueza, de Antonio de Moraes Silva [1789]) ou do início do século XX (como o Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo [1913]) era sempre grafado sem hífen quando o elemento seguinte se iniciava com a letra e. Em determinados pontos em que o AO é omisso ou não explicita regras gerais (como, por exemplo, no caso de connosco/conosco), a tradição do registo lexicográfico de certas palavras poderá ser um argumento invocável, uma vez que não há outra maneira de se saber ou inferir qual a ortografia a adoptar. Se a tradição lexicográfica pudesse ser invocada constantemente como argumento para a manutenção de determinadas grafias, os acordos ortográficos deixariam de fazer sentido, uma vez que o objectivo destes é precisamente a alteração ou simplificação de determinadas grafias e regras ortográficas (por vezes divergentes), preconizadas durante décadas por obras lexicográficas.




No Dicionário da Língua Portuguesa On-line não se encontra a palavra Oceânia, mas o corrector ortográfico do FLiP aceita-a. Tenho ainda uma dúvida sobre a acentuação desta palavra. Se Oceânia é escrito com acento circunflexo no primeiro A, então trata-se de uma palavra esdrúxula (vocábulo proparoxítono). No entanto, em linguagem oral usa-se como palavra grave: Oceania. É mais um caso de mera diferença entre oralidade e escrita?
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) é um dicionário cuja nomenclatura compreende o vocabulário geral e, tal como a maioria dos dicionários de língua, não inclui nomes próprios. Como Oceânia é um nome próprio geográfico, não pode ser encontrado no DPLP. Neste caso, o FLiP permite sugerir formas gráficas que se aproximam da forma digitada. Esta funcionalidade é particularmente útil, pois possibilita a correcção de erros de digitação, apesar de muitas vezes o corrector ortográfico do FLiP reconhecer palavras que não estão no DPLP: é este o caso de Oceânia.

A palavra Oceânia é esdrúxula (ou proparoxítona). Apesar de haver inúmeras ocorrências escritas e orais de Oceania, esta forma não está atestada nas obras de referência para o português europeu, apesar de ser a forma consagrada no português do Brasil.

pub

Palavra do dia

en·xur·dar en·xur·dar

- ConjugarConjugar

(origem obscura)
verbo transitivo, intransitivo e pronominal

Sujar com ou revolver-se na lama (ex.: o lodo enxurdou a rua; os porcos enxurdavam-se no chiqueiro). = CHAFURDAR, ENLAMEAR, ENLODAR

pub

Mais pesquisadas do dia



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/exorbitante [consultado em 29-06-2022]