Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber qual é a origem da palavra Obrigada (o) e também como se deve responder a esta palavra.
Obrigado (a/os/as) é um adjectivo (também usado como interjeição) que pode ser definido como "que se sente devedor de alguma coisa, normalmente um favor ou uma amabilidade". Este adjectivo deriva do verbo obrigar, sendo provável que originalmente fosse uma construção verbal como "Fico-lhe obrigado (= agradecido)" ou "Ela ficou-lhe obrigada (= agradecida)".

As respostas à fórmula de agradecimento obrigado(a) podem ser muito variadas, muitas vezes dependendo da situação de comunicação, como "Não tem de quê", "De nada", "Obrigado(a) eu" ou ainda "Obrigados(as) nós".




O verbo imergir é defectivo ou conjuga-se em todas as pessoas e tempos? Qual a primeira pessoa do presente do indicativo?
É muito frequente não haver consenso quanto à defectividade de um verbo e o caso do verbo imergir (bem como dos seus cognatos emergir, reemergir, reimergir e submergir) é paradigmático, divergindo as fontes de referência.

Das obras consultadas, apenas o Dicionário da Língua Portuguesa, ([CD-ROM], versão 1.0, Porto Editora/Priberam Informática, 1996) e o Dicionário Aurélio (Curitiba: Positivo, 2004) consideram este verbo como defectivo, isto é, não apresentam todas as formas do paradigma de conjugação a que o verbo pertence (neste caso, as formas da primeira pessoa do presente do indicativo, todo o presente do conjuntivo e as formas do imperativo que deste derivam). A Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso CUNHA e Lindley CINTRA (Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998) também assim o classifica (p. 445), a par de emergir, mas não faz o mesmo com o cognato submergir, que considera regular e conjugável com -e- no radical da primeira pessoa do presente do indicativo e em todo o presente do conjuntivo (p. 420).

Quando o verbo é conjugado em todas as formas, as obras de referência têm opções divergentes.
Por um lado, obras como a Moderna Gramática Portuguesa, de Evanildo BECHARA (Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2002, p. 275) e o Dicionário Eletrônico Houaiss ([CD_ROM] versão 1.0, Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss / Objetiva, 2001) defendem que este verbo tem uma conjugação regular (apenas com adaptação ortográfica de -g- para -j- antes de -a ou -o), preceituando imerjo como a forma da primeira pessoa do singular do presente do indicativo (e, consequentemente, imerja, imerjas, imerja, imerjamos, imerjais, imerjam no presente do conjuntivo).

Por outro lado, obras como o Dicionário dos Verbos Portugueses (Porto: Porto Editora, 1996), o Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo GONÇALVES (Coimbra: Coimbra Editora, 1966), o Grande Vocabulário da Língua Portuguesa, de José Pedro MACHADO (Lisboa: Âncora Editora, 2001) e o Dicionário Dom Quixote dos verbos da língua portuguesa : as flexões, conjugações, regências e particularidades de todos os verbos da língua portuguesa, de Ana Maria GUEDES e Rui GUEDES (Lisboa: Dom Quixote, 1999) preconizam imirjo como a forma da primeira pessoa do singular do presente do indicativo (e, consequentemente, imirja, imirjas, imirja, imirjamos, imirjais, imirjam no presente do conjuntivo), tratando-se nesse caso de um verbo irregular, uma vez que tem uma alternância vocálica gráfica nessas formas e não segue o modelo do paradigma da terceira conjugação, a dos verbos em -ir. Também o Dicionário de Língua Portuguesa da Infopédia, propriedade da Porto Editora, reconhece imirjo como flexão de imergir (o que não acontece com imerjo).

Da informação acima apresentada se pode concluir que uma resposta peremptória a este tipo de questões é impossível e mesmo inadequada, estando qualquer opção do utilizador da língua justificada e secundada por sólidas referências lexicográficas. Por este motivo, o corrector ortográfico do FLiP e o seu Conjugador aceitam as formas com -i- ou com -e- em que ao radical se segue -a ou -o: imerjo, imerja, imerjas, imerja, imerjamos, imerjais, imerjam / imirjo, imirja, imirjas, imirja, imirjamos, imirjais, imirjam. Não havendo consenso, a decisão de utilização de uma ou outra forma caberá sempre ao utilizador da língua, devendo este manter a opção que tomar, pelo menos dentro do mesmo texto ou documento, por uma questão de coerência.

Palavra do dia

o·ré·a·de o·ré·a·de
(latim Oreas, -adis)
nome feminino

[Mitologia]   [Mitologia]  Ninfa dos bosques, dos montes ou das grutas.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/einstreichen [consultado em 07-07-2020]