Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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doutrinadoutrina | s. f.
3ª pess. sing. pres. ind. de doutrinardoutrinar
2ª pess. sing. imp. de doutrinardoutrinar
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

dou·tri·na dou·tri·na
(latim doctrina, -ae, ensino, instrução, ciência, erudição, princípio)
substantivo feminino

1. Princípios fundamentais de uma crença, sistema ou ciência.

2. Erudição, saber; ensino; norma.

3. [Religião católica]   [Religião católica]  Formulário das orações e do ensino religioso que convém dar aos católicos. = CATECISMO


dou·tri·nar dou·tri·nar - ConjugarConjugar
(doutrina + -ar)
verbo transitivo

1. Instruir em uma doutrina. = ENSINAR

2. Instruir nos princípios de alguma doutrina ou ideia. = CATEQUIZAR

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Dúvidas linguísticas


Tenho ouvido em alguns serviços informativos da TV a utilização incorrecta (acho eu) de alguns verbos. Qual a frase correcta: "O professor mandou os alunos fazerem uma cópia" ou "O professor mandou os alunos fazer uma cópia"? Obrigada.
A dúvida diz respeito ao uso do infinitivo pessoal ou flexionado (fazerem) ou do infinitivo impessoal (fazer).

Quando o sujeito da oração principal (O professor) é diferente do sujeito da oração infinitiva (os alunos), a tendência é usar o infinitivo pessoal, pelo que a frase mais consensual será O professor mandou os alunos fazerem uma cópia. Note-se que não se fala marcadamente de regras relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482):

«O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.»

Sobre este assunto, pode ainda consultar a resposta à dúvida linguística infinitivo flexionado e pretérito mais-que-perfeito




Na frase O colar que eu vi era magnífico, o que, sendo um pronome relativo, tem uma função sintáctica. Neste caso, será a de nome predicativo do sujeito ou a de complemento directo?
Para determinar a função sintáctica do pronome relativo que é necessário analisar a estrutura da frase O colar que eu vi era magnífico. Esta frase é constituída por um sujeito (o colar que eu vi) e por um predicado (era magnífico) que inclui um verbo copulativo (ser) e um adjectivo (magnífico), o qual desempenha a função de predicativo do sujeito. O sujeito da frase principal (o colar que eu vi), que é onde se encontra o pronome que, contém uma frase ou oração relativa (que eu vi), cujo antecedente é o colar. Nesta oração, o sujeito é o pronome pessoal eu; sendo o verbo ver um verbo transitivo directo, isto é, um verbo que selecciona complemento directo, o pronome que está a desempenhar essa função de complemento directo (que eu vi = eu vi o colar).
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Palavra do dia

po·a·lho po·a·lho
(pó + -alho)
substantivo masculino

Chuva miúda e passageira.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/doutrina [consultado em 23-02-2019]