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decima

Será que queria dizer décima?

A forma decimapode ser [segunda pessoa singular do imperativo de decimardecimar], [terceira pessoa singular do presente do indicativo de decimardecimar] ou [nome feminino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
cimacima
( ci·ma

ci·ma

)


nome feminino

1. Parte superior ou mais elevada de algo (ex.: as cimas do arvoredo). = CUME, CUMEEIRA

2. [Botânica] [Botânica] Inflorescência com o eixo principal pouco desenvolvido em relação aos eixos laterais, e todos terminados por uma flor. = CIMEIRA


ainda por cima

Além disso; além do mais (ex.: o trabalho era difícil e ainda por cima era mal pago). = ADEMAIS

ao de cima

Na parte superior; à superfície (ex.: depois de ferver, retire a gordura que ficou ao de cima). = À TONA, POR CIMA

No conhecimento público; exteriormente (ex.: os rumores voltaram ao de cima).

dar em cima de

[Brasil, Informal] [Brasil, Informal] Tentar namorar ou conquistar (ex.: deu em cima do vizinho). = PAQUERAR

de cima

De uma parte mais alta (ex.: a água vem de cima).

De uma posição hierarquicamente superior (ex.: são ordens de cima).

Do céu, de Deus.

em cima

Na parte superior ou mais elevada de algo (ex.: as crianças dormem lá em cima).EM BAIXO

em cima de

Na parte superior (ex.: deixei cair chá em cima do livro; o avô ia a pé e a criança ia em cima da mula). = SOBRE

Com atenção ou vigilância em relação a algo ou alguém (ex.: tenho de andar em cima dele para ter a certeza de que ele estuda).

estar de/por cima

Ocupar posição vantajosa, estar campante.

por cima

Na parte superior; à superfície (ex.: a camada que ficou por cima solidificou).

Depois, ademais.

etimologiaOrigem etimológica: latim cyma, -atis ou cuma, -atis, rebento de couve, do grego kûma, -atos, onda.
iconeConfrontar: sima.
decimardecimar
( de·ci·mar

de·ci·mar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

O mesmo que dizimar.

etimologiaOrigem etimológica: latim decimo, -are, dizimar, punir.
decimadecima


Dúvidas linguísticas



Como se designa algo que escraviza? Os termos escravizante e escravizador não aparecem no dicionário.
Nenhum dicionário regista de modo exaustivo o léxico de uma língua e o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) não é excepção. Apesar de não se encontrarem registadas no DPLP, as palavras escravizador e escravizante podem ser encontradas noutros dicionários de língua portuguesa com o significado “que escraviza”.

Estas duas palavras são formadas com dois dos sufixos mais produtivos do português (-ante e -dor), pelo que é sempre possível formar correctamente novas palavras com estes sufixos (normalmente a partir de verbos) que não se encontram registadas em nenhum dicionário.




Sou um profissional com formação na área de exatas e, freqüentemente, encontro dificuldades em escolher as preposições certas para determinadas construções. Por exemplo, não sei se em um texto formal diz-se que "o ambiente está a 50oC" ou se "o ambiente está à 50oC". (O uso da crase vem em minha cabeça como se houvesse a palavra feminina temperatura subentendida, como na forma consagrada "sapato à Luís XV", em que a palavra moda fica elíptica). Existem, em nossa língua, dicionários de regência on-line?
A crase é a contracção de duas vogais iguais. Há muitas vezes confusão entre à (contracção da preposição a com o artigo definido a) e a (artigo ou preposição).

Em geral, a preposição contrai-se com artigos definidos femininos (ex.: Ofereceu uma flor à namorada, O carro está em frente à casa) e com a locução relativa a qual (ex.: Esta é a instituição à qual ele está vinculado). Há também locuções fixas que contêm crase, onde se pode subentender moda ou maneira (ex.: Feijoada à [moda/maneira] brasileira).

Em geral, não se usa a crase antes de nome masculino (ex.: Foi andar a cavalo), de forma verbal (ex.: Esteve a dormir), de artigo indefinido (ex.: Chegou a uma brilhante conclusão) ou de topónimos que não precisam de artigo (ex.: Chegou a Brasília). Há ainda locuções fixas que não contêm crase (ex.: Encontraram-se frente a frente).

Por vezes há ainda confusão entre a contracção da preposição a com um pronome demonstrativo começado por a- (aquela, aquele, aquilo) e o uso isolado do pronome demonstrativo. Ex.: Àquela hora, não havia ninguém na rua. Nunca viu nada semelhante àquilo.

No caso do exemplo apresentado, numa frase como "o ambiente está a 50oC" não poderá usar a crase, pois não poderia subentender "o ambiente está à (temperatura de) 50oC" como é possível fazer em "sapato à [moda] Luís XV", pois isto acontece apenas em locuções fixas já consagradas pelo uso.

Tanto a crase como as regências (nominais ou verbais) fazem parte de uma área problemática da língua portuguesa, tanto na variedade do Brasil, como na de Portugal. Nestes casos não há soluções mágicas, mas tentativas de auxílio aos utilizadores de uma coisa tão complexa como a sua língua. O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa contém informação acerca das regências verbais e exemplos que ilustram o uso de determinados verbos. O FLiP (www.flip.pt) é um programa que inclui um corrector sintáctico que, entre outras funções, corrige alguns destes aspectos.