Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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curaçauensecuraçauense | adj. 2 g. | s. 2 g.
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cu·ra·çau·en·se cu·ra·çau·en·se
(Curaçau, topónimo + -ense)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Relativo ou pertencente à ilha de Curaçau.

substantivo de dois géneros

2. Natural ou habitante da ilha de Curaçau.

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Dúvidas linguísticas


A diferença entre "pôr" e "por" é o acento circunflexo, que indica palavras diferentes. Porque não acontece o mesmo com "acordo" (forma verbal e substantivo)?
Segundo o Acordo Ortográfico de 1945, nas bases XVIII e XXII, os acentos agudo ou circunflexo são usados como marca de distinção entre palavras apenas quando se trata de diferenciar palavras com sílaba tónica homógrafas de palavras sem acentuação própria, como é o caso de palavras gramaticais como as preposições, nas quais se insere "por" (ao contrário de "pôr", que é uma palavra monossilábica com acentuação própria).

O Acordo de 1990 mantém os acentos gráficos como sinais distintivos entre determinadas palavras homógrafas de palavras gramaticais, mas especifica, na base IX, ponto 9, que nas palavras paroxítonas (isto é, com acentuação na penúltima sílaba) se prescinde dos acentos agudo e circunflexo para fazer a distinção com palavras proclíticas (isto é, de palavras sem acentuação própria). Assim sendo, "pêlo" (substantivo) passa a ser escrito sem acento circunflexo, que antes era usado como meio de distinção da contracção "pelo", assim como "pólo" perde o acento agudo, sendo grafado da mesma maneira que a contracção "polo", muito pouco usada na actualidade.

Quanto à palavra "acordo", trata-se de uma forma gráfica comum para um substantivo e para uma forma verbal, ambos com sílaba tónica, pelo que, nestes casos, os acordos de 1945 e de 1990 não instituem um acento gráfico como sinal distintivo de categoria gramatical.




Por que há diferença entre o português de Portugal e o do Brasil em certas palavras como e.g.: Facto, acto, acção escritas destarte em Portugal e no Brasil fato, ato, ação?
Até à entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990, válido para todas as variedades do português, a ortografia do português de Portugal (também designado português europeu) e a ortografia do português do Brasil seguiam dois documentos legais diferentes: para o português europeu, o Acordo Ortográfico de 1945, com alterações em 1973; para o português do Brasil, o Formulário Ortográfico de 1943, com alterações em 1971.

No que diz respeito à manutenção de certas consoantes na escrita, os dois textos legais pronunciavam-se em sentidos diferentes, preconizando o Formulário Ortográfico, válido para o português do Brasil, que “não se escrevem as consoantes mudas que não se proferem” (base IV), com poucas excepções, enquanto o Acordo Ortográfico de 1945, em vigor para o português de Portugal, nas bases VI a VIII, estabelecia várias regras para conservar ou eliminar consoantes. No português europeu, os exemplos apontados (facto/fato, acto/ato, acção/ação) correspondiam a regras diferentes para manutenção da consoante na escrita: em facto, a letra c devia ser conservada, por ser lida na maioria dos casos no português europeu (base VI, 2.º); em acção, esta letra devia também ser conservada na escrita, pois encontra-se “após as vogais a, e e o, nos casos em que não é invariável o seu valor fonético e ocorrem sem seu favor outras razões, como a tradição ortográfica, a similaridade do português com outras línguas românicas, e a possibilidade de, num dos dois países, exercerem influência no timbre das referidas vogais” (base VI, 3.º); em acto, o c mantinha-se, pois, apesar de não ser lido, devia “harmonizar-se graficamente com formas afins em que um c ou um p se mantêm, de acordo com um dos dois números anteriores [os parágrafos 2.º e 3.º já referidos]” (base VI, 4.º), sendo que neste caso específico, acto devia “harmonizar-se” com acção ou activo.

Com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, na norma europeia do português, a consoante c das palavras acção e acto, por não ser pronunciada, deixa de ser escrita, aproximando-se assim a grafia à pronúncia, o que já acontecia na norma brasileira: ação e ato. Quanto à grafia da palavra facto, na norma europeia do português ela não sofre alteração com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, uma vez que, diferentemente do que sucede na norma brasileira, o -c- é pronunciado, como se pode verificar pela consulta de dicionários ou vocabulários com transcrição fonética ou ortoépica, nomeadamente no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Este caso é semelhante a outros em que as consoantes c e p são pronunciadas (ex.: adaptar, intelectual, pacto, secção) e que, consequentemente, não sofrem alteração no português europeu com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

Como previsto pelo texto do Acordo Ortográfico de 1990, a existência de duplas grafias é possível nos casos em que a chamada "norma culta" hesita entre a prolação e o emudecimento das consoantes c e p. Por essa razão, escreve-se facto na norma europeia e fato na norma brasileira do português.

Pelo que foi dito anteriormente, e pela própria redacção do Acordo Ortográfico, se pode facilmente concluir que a ortografia é um conjunto de regras convencionadas e, como tal, é artificial e às vezes "pouco amiga do utilizador". A maioria das vezes, é o utilizador da língua que mais lê e mais consulta obras de referência, como dicionários, prontuários e afins, que melhor conhece essas regras e que melhor escreve. O caso das consoantes ou sequências de consoantes apontadas é frequentemente problemático, principalmente para utilizadores da língua que contactam com estas duas variedades do português. Não há nenhuma estratégia para escrever correctamente que não passe pela memorização do léxico e pela interiorização das regras, decorrentes da experiência de leitura e de escrita.

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Palavra do dia

ti·ra·-li·nhas ti·ra·-li·nhas
(forma do verbo tirar + -linha)
substantivo masculino de dois números

Instrumento com dois bicos metálicos reguláveis, usado para traçar linhas de igual largura em toda a sua extensão.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/cura%C3%A7auense [consultado em 18-07-2019]