Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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concertar

concertarconcertar | v. tr. | v. intr. | v. pron.
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con·cer·tar con·cer·tar

- ConjugarConjugar

(latim concerto, -are, combater, altercar)
verbo transitivo

1. Combinar, ajustar, conciliar.

2. Harmonizar, decidir por acordo comum.

3. [Jurídico, Jurisprudência]   [Jurídico, Jurisprudência]  Conferir; cotejar.

verbo intransitivo

4. Concordar.

5. Soar acordemente.

6. Acompanhar (com voz ou instrumento).

verbo pronominal

7. Ajustar-se, combinar.

8. Formar concerto ou melodia.

9. Reconciliar-se.

Confrontar: consertar.
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Dúvidas linguísticas


Na faculdade na qual eu e meus companheiros de classe estudamos, foi aberto uma enquete se a palavra scannear é uma palavra autenticada nos dicionários da língua portuguesa e se é correto utilizá-la no dia-a-dia.
Os dicionários brasileiros de língua portuguesa, como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2001) ou o Novo Dicionário Aurélio (Positivo, Curitiba, 2004), registam o verbo escanear (com a conjugação regular eu escaneio, tu escaneias, ele escaneia, etc.) e não a forma scanear, pois a sequência consonântica sc em início de palavra não é usual no português do Brasil. O Dicionário Houaiss regista ainda os vocábulos escaneador, escaneadora, escaneamento e escâner. Há dicionários portugueses, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências de Lisboa/Verbo, Lisboa, 2001) ou a versão portuguesa do Dicionário Houaiss (Círculo de Leitores, Lisboa, 2002), que registam as formas scâner, scanerização e scanerizar, sem a letra e inicial, reflectindo assim na escrita o fenómeno de consonantização (tendência para a redução de segmentos vocálicos) no português de Portugal.
Uma vez que estamos perante a formação de novos vocábulos que ainda levantam muitas dúvidas aos falantes e cuja forma ainda não se fixou e generalizou, podemos verificar, através de pesquisas em corpora e na internet, que existem actualmente várias grafias para esse verbo (ex.: scannear, scanniar, scaniar, escanear, escaniar, escanniar, escannear, etc.). É óbvio que nem todas estas grafias são aceitáveis, visto que não estão de acordo com o sistema ortográfico da língua portuguesa, mas é natural que em casos de neologismos leve algum tempo até se fixar uma forma gráfica (normalmente através de registo lexicográfico).




Tenho uma dúvida relativamente ao novo acordo ortográfico. Será que alguém me pode explicar de forma convincente porque é que a palavra "pára" (3ª pess. sing. pres. ind. de parar e 2ª pess. sing. imp. de parar) terá a sua grafia alterada para "para"?
Não bastavam já todos os outros exemplos na língua portuguesa em que diferentes palavras têm a mesma grafia, mudando a sua pronúncia para alterar o significado? A final o novo acordo ortográfico serve para simplificar ou para complicar?
Não quero dizer que muitas das coisas do novo ortográfico não fazem sentido, por muito que nos custe alterar a forma como nos ensinaram a ler e a escrever, mas é por causa destes exemplos, no meu ver, completamente estúpidos, que o novo acordo perde credibilidade e fará com que muita gente se recuse a aplicá-lo.
Como deverá ser do seu conhecimento, a Priberam, sendo uma empresa privada, não teve qualquer intervenção ou influência na redacção, aprovação e/ou aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, limitando-se apenas a adaptar os seus produtos de cariz linguístico a um acordo com valor legislativo e a divulgar as novas regras por ele estipuladas, permitindo assim aos utilizadores da língua portuguesa e dos produtos e serviços da Priberam uma familiarização gradual com a nova grafia. É de referir que a Priberam tem feito uma análise crítica do texto legal e dos problemas colocados na sua aplicação efectiva, como poderá verificar na secção Acordo Ortográfico em www.flip.pt.

A ortografia é um conjunto de regras convencionadas; como tal, é artificial e muitas vezes com motivações pouco claras para o utilizador.

No caso específico da alteração de pára que passa a para, (cf. Base IX, 9.º), o texto da “Nota Explicativa” (no ponto 5.4.1) que se segue ao texto do Acordo Ortográfico, pretende justificar esta alteração da seguinte forma:
“a) Em primeiro lugar, por coerência com a abolição do acento gráfico já consagrada pelo Acordo de 1945, em Portugal, e pela Lei n.º 5765, de 18 de Dezembro de 1971, no Brasil, em casos semelhantes, como, por exemplo: acerto (ê), substantivo, e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; sede (ê) e sede (é), ambos substantivos; etc.;
b) Em segundo lugar, porque, tratando-se de pares cujos elementos pertencem a classes gramaticais diferentes, o contexto sintáctico permite distinguir claramente tais homógrafas.”

É de referir que esta opção parece ser inconsistente com o estipulado no n.º 3 da Base VIII para o caso do verbo pôr e da preposição por: "3.º Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por." Repare-se como o critério que é válido para pôr/por não parece ser suficiente no caso de pára/para, o que é revelador de falta de sistematicidade.

Por outro lado ainda, este Acordo Ortográfico de 1990 admite, na Base IX, 6.º b), a grafia fôrma, a par de forma, apesar de se tratar da reinserção de uma grafia que já fora abolida quer no português europeu, quer no português do Brasil, e de contrariar, de alguma forma, o disposto na mesma base, ponto 10.º.

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Palavra do dia

a·ne·mo·gra·fi·a a·ne·mo·gra·fi·a


(anemo- + -grafia)
nome feminino

[Meteorologia]   [Meteorologia]  Descrição dos ventos.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/concertar [consultado em 21-06-2021]