Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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cagançacagança | s. f.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

ca·gan·ça ca·gan·ça
(cagar + -ança)
substantivo feminino

1. [Calão, Depreciativo]   [Tabuísmo, Depreciativo]  Porção de matéria fecal.

2. [Calão, Depreciativo]   [Tabuísmo, Depreciativo]  Atitude de superioridade. = VAIDADE

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Dúvidas linguísticas


Tenho ouvido em alguns serviços informativos da TV a utilização incorrecta (acho eu) de alguns verbos. Qual a frase correcta: "O professor mandou os alunos fazerem uma cópia" ou "O professor mandou os alunos fazer uma cópia"? Obrigada.
A dúvida diz respeito ao uso do infinitivo pessoal ou flexionado (fazerem) ou do infinitivo impessoal (fazer).

Quando o sujeito da oração principal (O professor) é diferente do sujeito da oração infinitiva (os alunos), a tendência é usar o infinitivo pessoal, pelo que a frase mais consensual será O professor mandou os alunos fazerem uma cópia. Note-se que não se fala marcadamente de regras relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482):

«O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.»

Sobre este assunto, pode ainda consultar a resposta à dúvida linguística infinitivo flexionado e pretérito mais-que-perfeito




Estou com uma dúvida: o correto será adverti-lo, adverte-lo ou advertê-lo?
Como se trata do verbo advertir, a forma adverti-lo é a forma do infinitivo (advertir) seguida do pronome átono o que assume a forma -lo. Este clítico, assim como as suas flexões a, os e as, quando segue formas verbais terminadas em -r, -s ou -z, apresenta a forma -lo, -la, -los, -las, com consequente supressão de -r, -s e -z. A forma adverti-lo poderia ser usada numa frase como não conseguiu advertir o menino do perigo --> não conseguiu adverti-lo do perigo.

A forma adverte-lo será muito menos usada, pois é a forma do presente do indicativo na segunda pessoa do singular (tu advertes) seguida do pronome átono oque assume a forma -lo, por estar a seguir a uma forma verbal terminada num -s (que desaparece). Poderia ser usada numa frase como tu advertes o menino todos os dias para ele não fazer isso, mas ele faz na mesma --> tu adverte-lo todos os dias para ele não fazer isso, mas ele faz na mesma.

A forma *advertê-lo não corresponde a uma nenhuma forma verbal portuguesa.

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Palavra do dia

po·a·lho po·a·lho
(pó + -alho)
substantivo masculino

Chuva miúda e passageira.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/cagan%C3%A7a [consultado em 23-02-2019]