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cabeira

cabeiracabeira | n. f.
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ca·bei·ra ca·bei·ra


(origem obscura)
nome feminino

1. [Carpintaria]   [Carpintaria]  Tábua ou conjunto de tábuas que, nos soalhos, se assenta ao longo da parede e na qual se encaixam as outras de modo transversal. = ENCABEIRA

2. [Carpintaria]   [Carpintaria]  Trabalho de apainelamento em tectos e soalhos.


SinónimoSinônimo Geral: TABEIRA

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Dúvidas linguísticas


Qual o plural de social-democrata?
Podemos considerar que a palavra social-democrata admite dois plurais: sociais-democratas ou social-democratas.

O plural das palavras compostas é por vezes problemático para os utilizadores da língua, pois obedece a regras nem sempre evidentes. Por este motivo, muitos dicionários de língua preocupam-se em registar o plural destas palavras (é o caso, para o português europeu, do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências/Verbo, ou do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, do Círculo de Leitores).

Em traços muito gerais, as regras de flexão de palavras compostas hifenizadas podem resumir-se em algumas alíneas:
a) Se a palavra é formada por um substantivo seguido de preposição e de outro(s) substantivo(s) (ex.: chapéu-de-chuva, bordão-de-são-josé), flexiona apenas o primeiro substantivo (ex.: chapéus-de-chuva, bordões-de-são-josé).
b) Se a palavra é formada por um substantivo seguido de adjectivo (ex.: secretaria-geral), ou por adjectivo seguido de substantivo (ex.: segundo-cabo), ou por adjectivo seguido de adjectivo (ex.: surdo-mudo), flexionam os dois vocábulos (ex.: secretarias-gerais, segundos-cabos, surdos-mudos).
c) Se a primeira palavra do composto é invariável, por exemplo, um advérbio (ex. além-mar), um elemento de formação (ex.: auto-acusação) ou uma forma verbal (ex.: beija-flor), flexiona apenas a segunda palavra (ex.: além-mares, beija-flores, auto-acusações).
d) Se a palavra é formada por dois substantivos (ex.: balão-sonda, escola-piloto ) ambos os substantivos são flexionados (ex.: balões-sondas, escolas-pilotos), excepto se o segundo substantivo se tratar de um “determinante específico” (CUNHA e CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Edições João Sá da Costa, 1998, p. 188), caso em que a segunda palavra do composto deve ficar invariável (ex.: balões-sonda, escolas-piloto). É difícil ajuizar se se trata ou não de um determinante específico, isto é, um substantivo com a função de determinar, qualificar ou limitar características do primeiro substantivo; por este motivo, nestes casos, é frequente haver nos dicionários registo de dois plurais.

Analisando agora a palavra social-democrata verificamos que é possível considerar que se trata de dois adjectivos, equivalendo a social e democrata, ou de adjectivo (social) seguido de um substantivo (democrata), equivalendo a ‘um democrata que é social’. Neste caso, o plural deverá ser sociais-democratas, como considera o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências/Verbo. Por outro lado, se social for entendido como um elemento de composição, e não como um adjectivo, o plural deverá ser social-democratas, como considera José Pedro MACHADO no seu Grande Vocabulário da Língua Portuguesa (Âncora, 2001). Esta interpretação poderá eventualmente encontrar contra-argumentação no facto de o elemento de composição mais usual para exprimir a noção de social ser socio- (ex.: socioeconómico). Por este motivo, o Dicionário Priberam (e também o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Lisboa: Círculo de Leitores, 2001) regista ambos os plurais.




Tenho muitas dúvidas em relação ao uso dos verbos. Há verbos que exigem certas preposições e ultimamente tenho sentido dificuldades em distinguir quais são. Por exemplo utiliza-se constar em ou constar de; ter intenção de ou ter intenção para?
A questão colocada toca uma área problemática no uso da língua (e não só em relação aos verbos), pois trata-se de informação lexical, isto é, de uma estrutura que diz respeito a cada palavra ou constituinte frásico e à sua relação com as outras palavras ou outros constituintes frásicos, e para a qual não há regras fixas. Na maioria dos casos, os utilizadores conhecem as palavras e empregam as preposições correctas (ex.: Gosto de chocolate; Tenho um gosto especial por filmes antigos), e normalmente esse conhecimento é tanto maior quanto maior for a experiência de leitura do utilizador da língua.

Há muitos casos, porém, em que surgem dúvidas sobre a preposição a utilizar (ou sequer se deve ser utilizada uma preposição) ou sobre a construção mais correcta de entre várias possíveis. Nestes casos, a resposta raramente se adequa a muitos casos, apenas a pequenos grupos de palavras, e deve ser procurada quase caso a caso (por exemplo, verbos que podem ser sinónimos, como gostar e simpatizar, podem construir-se com estruturas diferentes, como gostar de e simpatizar com).

Assim, e especificamente para os exemplos de constar, pode dizer-se que este verbo é transitivo indirecto, podendo construir-se com as preposições de ou em (ex.: Há várias fases que constam do projecto; Aquele nome não consta na [= em + a] lista). Pode também ser construído com a preposição a, mas já com outro significado (ex.: Constou ao [= a + o] patrão que o funcionário era incompetente). A par destas construções, o verbo pode também ser intransitivo, isto é, não ter complementos (ex.: A incompetência do funcionário já constava; O nome não consta).

Relativamente a (ter) intenção, também é possível a construção com ambas as preposições de e para (com), embora em contextos diferentes, exprimindo com de geralmente a descrição da intenção (ex.: Tenho a intenção de fazer isso hoje; A nossa intenção de ajuda foi mal entendida), e com para com o destinatário da intenção (ex.: A nossa intenção para com o novo colega é a melhor; A minha intenção para esta noite era dormir cedo).

Para esclarecer esta e outras dúvidas afins, é útil ter um ou mais instrumentos de consulta, nomeadamente dicionários de língua com exemplos de uso (por exemplo, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências/Verbo, o Dicionário Houaiss, do Círculo de Leitores), ou obras específicas sobre regências verbais e nominais (por exemplo, dicionários de regimes de verbos ou de substantivos e adjectivos, como os de Francisco Fernandes, da Editora Globo, ou os da Fim de Século Edições), ou ainda certos prontuários com listas de preposições para verbos, nomes ou adjectivos.

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Palavra do dia

fi·ló fi·ló


(talvez do latim *filolum, diminutivo de filum, -i, fio)
nome masculino

Tecido leve, transparente e reticular (ex.: véu de filó). = BOBINETE

Confrontar: filhó, filo.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/cabeira [consultado em 06-02-2023]