Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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cérebrocérebro | s. m.
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cé·re·bro cé·re·bro
(latim cerebrum, -i)
substantivo masculino

1. [Anatomia]   [Anatomia]  Substância que forma a parte anterior e superior do encéfalo.

2. [Figurado]   [Figurado]  Parte pensante; centro das capacidades intelectuais. = INTELIGÊNCIA

3. Pessoa com capacidade de raciocínio considerada superior ao normal. = CRÂNIO, GÉNIO, INTELIGÊNCIA

4. Pessoa que, num grupo, numa empresa ou num projecto, tem a maior parte da concepção, da idealização ou da capacidade intelectual. = CABEÇA

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se, perante a utilização de uma oração intercalar precedida da conjunção e, a vírgula deverá vir antes ou depois da conjunção. Concretizando, qual das frases estará correcta: Tratando-se de uma questão importante, e tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente ou Tratando-se de uma questão importante e, tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente.
Na primeira frase apontada, estamos perante três orações ([1] Tratando-se de uma questão importante, [2] e tendo em conta os valores envolvidos, [3] importa tomar uma decisão urgente), havendo a coordenação (através da conjunção e) das duas orações gerundivas [1] e [2] que, por sua vez, funcionam como adjunto adverbial da oração principal [3], dela separado através de uma vírgula.

Depois de identificada esta estrutura, podemos verificar que na segunda frase apontada não há motivo para colocar a expressão tendo em conta os valores envolvidos entre vírgulas. Se o fizermos, estaremos a isolar sintacticamente uma estrutura, indicando que está intercalada (por favor, consulte também a resposta vírgula depois da conjunção e). Neste caso, verificamos que não se trata de uma oração intercalada, pois, se tentarmos suprimir o que está entre vírgulas, constatamos que o resultado é agramatical (*Tratando-se de uma questão importante e importa tomar uma decisão urgente). Com efeito, não se trata de uma coordenação da oração principal [3] com a primeira oração gerundiva [1], mas sim de uma coordenação de orações gerundivas, como se afirmou acima.

Do ponto de vista lógico, a frase correcta será então Tratando-se de uma questão importante(,) e tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente. Os parênteses indicam aqui a opcionalidade da vírgula: aparentemente, entre [1] e [2] não haveria necessidade do uso de uma vírgula, já que a coordenação é feita pela conjunção e e esta vírgula não está a isolar uma parte da frase; no entanto, este uso da vírgula é muito frequente (cf. CUNHA e CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, p. 643) em casos de orações coordenadas unidas pela conjunção e com um sujeito diferente. No caso, as duas orações gerundivas têm sujeitos diferentes, ainda que não expressos, pois o verbo tratar está a ser usado como verbo impessoal (isto é, não tem sujeito) e o verbo ter, na locução ter em conta, tem um sujeito indefinido, como alguém ou nós.

Sobre este assunto, poderá consultar também a resposta vírgula antes da conjunção e.




A palavra "abrupto" não se separa da forma "a-brup-to", como se vê no vosso dicionário, mas sim da forma "ab-rup-to".
Para a forma abrupto, e apesar de esta não ser uma opinião unânime nos poucos dicionários que fazem divisão silábica para translineação, defendemos que a divisão silábica apropriada para translineação é "a-/brup-/to", pelos motivos que a seguir apontamos. À variante ab-rupto pode aplicar-se a divisão para translineação "ab-/-rup-/to".

A divisão silábica para translineação tem por base a divisão silábica, mas, ao contrário desta, é muito pouco intuitiva, pois é convencionada pelos textos legais que regulam a ortografia (o Acordo Ortográfico de 1990 ou, antes da aplicação da nova ortografia, o Formulário Ortográfico de 1943, para o português do Brasil e o Acordo Ortográfico de 1945, para o português de Portugal) e pelas obras de referência, com regras bastante específicas.

Em qualquer um destes textos se diz que o grupo consonântico br (ex.: abrir) faz parte dos grupos indivisíveis (bl, br, cl, cr, dr; fl, fr, gl, gr, pl, pr, tl, tr, vr), havendo algumas excepções, essas sim, pouco claras.

Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, na Base XX, 1.º (e também segundo Acordo Ortográfico de 1945, na Base XLVIII, 1.º, uma vez que o texto neste ponto é praticamente igual), as excepções são apenas "vários compostos cujos prefixos terminam em b ou d: ab- legação, ad- ligar, sub- lunar, etc., em vez de a- blegação, a- dligar, su- blunar, etc.". Sobre este ponto, também Rebelo Gonçalves se pronuncia no seu Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, dizendo, em relação aos grupos consonânticos indivisíveis bl, br, pl e pr que "excepcionalmente, há sucessões de b e l e de d e l que não constituem perfeitos grupos", como serão os casos de ablegação, adligante ou sublunar, em que na translineação as consoantes deverão ficar separadas, mas sem referir outros grupos consonânticos. Já o Formulário Ortográfico de 1943, que rege a ortografia no Brasil antes da aplicação do Acordo de 1990, no ponto XV, refere que "não se separam os elementos dos grupos consonânticos iniciais de sílaba", observando em nota que "nem sempre formam grupos articulados as consonâncias bl e br: nalguns casos o l e o r se pronunciam separadamente, e a isso se atenderá na partição do vocábulo", mas os exemplos enunciados são sublingual, sub-rogar e adlegação, sendo que o único exemplo em que se separa b-r é o de uma palavra já hifenizada, o que indica uma divisão silábica que nem precisa das regras de translineação para se fazer (achamos que é também o caso da variante ab-rupto, mas não de abrupto).

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Palavra do dia

bor·bo·le·ti·ce bor·bo·le·ti·ce
(borboleta + -ice)
substantivo feminino

1. Modos ou movimentos de borboleta.

2. [Figurado]   [Figurado]  Devaneio, imaginação.

3. [Figurado]   [Figurado]  Volubilidade, capricho.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/c%C3%A9rebro [consultado em 26-03-2019]