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bufarinhar

bufarinharbufarinhar | v.
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bufarinhar bufarinhar


verbo

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Dúvidas linguísticas


Nesta locução latina, qual das formas está correta: "status quo" ou "statu quo"?
A grafia correcta, atestada pelos principais dicionários de língua portuguesa, é statu quo e significa “o estado das coisas em determinado momento”. Esta locução, que se fixou por influência da área diplomática, é redução da expressão latina in statu quo ante que significa “no estado em que se encontrava antes”.

Em português (e em outros idiomas como o francês ou o espanhol), a locução statu quo perdeu o valor adverbial latino e adquiriu valor de substantivo (ex.: A manifestação não representa uma ruptura do statu quo), o que pode estar na origem do aparecimento da forma status quo.

Em latim (e noutras línguas declináveis, como o alemão ou o russo) as funções sintácticas são assinaladas morfologicamente: as diferentes desinências da palavra indicam se ela está a ser usada na posição de sujeito (através do caso nominativo, como em status), de complemento directo (através do caso acusativo, como em statum), de complemento indirecto (através do caso dativo, como em statui), de complemento circunstancial (através do caso ablativo, como em statu), etc. Assim, como a locução passou a ter valor de substantivo, a forma status quo, difundida maioritariamente pelo inglês, e considerada preferencial apenas pelo Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Curitiba: Positivo, 2004), transmitiria essa mudança de significado, já que statu significa “no estado” e não “o estado”. Esta justificação é questionável porque (i) estamos perante a redução de uma outra locução latina, em que há exigência de ablativo após a preposição latina in (“em”), e porque (ii) existem outros casos de palavras e expressões latinas que se fixaram como substantivos no português com a forma de casos que não o nominativo. Exemplos disso são a expressão anno Domini (literalmente, “no ano do Senhor”) que se usa para referir a era cristã, sendo composta pelo ablativo de annus “ano” e pelo genitivo de dominus “senhor”, bem como a palavra quórum, de quorum, genitivo masculino plural do pronome relativo qui, quae, quod “que”.

A locução statu quo não deve porém ser confundida com a palavra isolada status, que significa (i) “estatuto” (ex.: A categoria do trabalhador corresponde ao seu status na empresa) e (ii) “prestígio” (ex.: Exibia nas festas os símbolos do status recém-adquirido por casamento).




Tenho uma dúvida: a gramática da língua portuguesa não diz que um advérbio antes do verbo exige próclise? Não teria de ser "Amanhã se celebra"?
Esta questão diz respeito a uma diferença, sobretudo no registo coloquial, entre as variedades europeia e brasileira do português, que, com a natural evolução da língua, se foram distanciando relativamente a este fenómeno linguístico. No que é considerado norma culta (portuguesa e brasileira), porém, sobretudo na escrita, e em registo formal, ainda imperam regras da gramática tradicional ou normativa, fixas e pouco permissivas.

No português de Portugal, se não houver algo que atraia o pronome pessoal átono, ou clítico, para outra posição, a ênclise é a posição padrão, isto é, o pronome surge habitualmente depois do verbo (ex.: Ele mostrou-me o quadro); os casos de próclise, em que o pronome surge antes do verbo (ex.: Ele não me mostrou o quadro), resultam de condições particulares, como as que são referidas na resposta à dúvida posição dos clíticos. Nessa resposta sistematizam-se os principais contextos em que a próclise ocorre na variante europeia do português, sendo um deles a presença de certos advérbios ou locuções adverbiais, como ainda (ex.: Ainda ontem as vi), (ex.: o conheço bem), oxalá (ex.: Oxalá se mantenha assim), sempre (ex.: Sempre o conheci atrevido), (ex.: lhes entreguei o documento hoje), talvez (ex.: Talvez te lembres mais tarde) ou também (ex.: Se ainda estiverem à venda, também os quero comprar). Note-se que a listagem não é exaustiva nem se aplica a todos os advérbios e locuções adverbiais, pois como se infere a partir de pesquisas em corpora com advérbios como hoje (ex.: Hoje decide-se a passagem à final) ou com locuções adverbiais como mais tarde (ex.: Mais tarde compra-se outra lente), a tendência na norma europeia é para a colocação do pronome após o verbo. A ideia de que alguns advérbios (e não a sua totalidade) atraem o clítico é aceite até por gramáticos mais tradicionais, como Celso Cunha e Lindley Cintra, que referem, na página 313 da sua Nova Gramática do Português Contemporâneo, que a língua portuguesa tende para a próclise «[...] quando o verbo vem antecedido de certos advérbios (bem, mal, ainda, já, sempre, só, talvez, etc.) ou expressões adverbiais, e não há pausa que os separe».

No Brasil, a tendência generalizada, sobretudo no registo coloquial de língua, é para a colocação do pronome antes do verbo (ex.: Ele me mostrou o quadro). Daí a relativa estranheza que uma frase como Amanhã celebra-se o Dia Mundial do Livro possa causar a falantes brasileiros que produzirão mais naturalmente um enunciado como Amanhã se celebra o Dia Mundial do Livro. O gramático brasileiro Evanildo Bechara afirma, na página 589 da sua Moderna Gramática Portuguesa, que «Não se pospõe pronome átono a verbo modificado diretamente por advérbio (isto é, sem pausa entre os dois, indicada ou não por vírgula) ou precedido de palavra de sentido negativo.». Contrariamente a Celso Cunha e Lindley Cintra, Bechara propõe um critério para o uso de próclise que parece englobar a totalidade dos advérbios. Resta saber se se trata de um critério formulado a partir do tendência brasileira para a próclise ou de uma extensão da regra formulada pela gramática tradicional. Estatisticamente, porém, é inequívoca a diferença de uso entre as duas normas do português.

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Palavra do dia

lha·nu·ra lha·nu·ra


(lhano + -ura)
nome feminino

1. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Qualidade do que é sincero, despretensioso ou amável. = LHANEZA

2. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Superfície plana. = PLANURA

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/bufarinhar [consultado em 12-08-2022]