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apalacetar

apalacetarapalacetar | v.
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apalacetar apalacetar


verbo

(A definição desta palavra estará disponível brevemente. Envie comentários ou sugestões para dicionario@priberam.pt)
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Dúvidas linguísticas


Como se pronuncia a letra E quando falamos a, e, i, o, u? a, é ou e, i... E no alfabeto? A, b, c, d, e ou é... Quando vamos nos referir a letra e ou é numa palavra, como devemos pronunciar? Por exemplo, indaguei a um colega quantas letras E deveria colocar na palavra meeting. Ele me respondeu que não era letra e, mas sim letra é que deveria empregar. Qual seria a resposta correta?
O nome da letra E deverá ser lido [È] (este é o símbolo do alfabeto fonético equivalente ao E das palavras pé ou fera). Quanto à pronúncia da letra E, ela pode corresponder a vários sons, consoante o contexto e, por vezes, consoante as características lexicais de cada palavra. Assim, esta letra pode corresponder à vogal [È] como em pé, fera ou papel; à vogal [e] como em dedo, seu ou vê; à vogal [i] como em e (conjunção) ou eléctrico; à vogal [i] como em estudante; à vogal [á] como em coelho, igreja, senha ou eira; à semivogal [j] como em área ou es.

Da mesma forma, o nome da letra R é erre, mas não se pronuncia erre numa palavra (pronuncia-se [r] entre vogais, depois de uma consoante da mesma sílaba ou em final de palavra, como em caro, cobra ou falar; pronuncia-se [R] em início de palavra, em início de sílaba ou quando está duplicado como em rua, palrar, tenro ou carro).




A minha dúvida é relativa ao novo Acordo Ortográfico: gostava que me esclarecessem porque é que "lusodescendente" escreve-se sem hífen e "luso-brasileiro", "luso-americano" escreve-se com hífen. É que é um pouco difícil de se compreender, e já me informei com algumas pessoas que não me souberam dizer o porquê de ser assim. Espero uma resposta de vossa parte com a maior brevidade possível.
Não há no texto legal do Acordo Ortográfico de 1990 uma diferença clara entre as palavras que devem seguir o disposto na Base XV e o disposto na Base XVI. Em casos como euroafricano/euro-africano, indoeuropeu/indo-europeu ou lusobrasileiro/luso-brasileiro (e em outros análogos), poderá argumentar-se que se trata de "palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido" (Base XV) para justificar o uso do hífen. Por outro lado, poderá argumentar-se que não se justifica o uso do hífen uma vez que se trata de "formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e de formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.)" (Base XVI).

Nestes casos, e porque afro-asiático, afro-luso-brasileiro e luso-brasileiro surgem no texto legal como exemplos da Base XV, a Priberam aplicou a Base XV, considerando que "constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido". Trata-se de uma estrutura morfológica de coordenação, que estabelece uma relação de equivalência entre dois elementos (ex.: luso-brasileiro = lusitano e brasileiro; sino-japonês = chinês e japonês).

São, no entanto, excepção os casos em que o primeiro elemento não é uma unidade sintagmática e semântica e se liga a outro elemento análogo, não podendo tratar-se de justaposição (ex.: lusófono), ou quando o primeiro elemento parece modificar o valor semântico do segundo elemento, numa estrutura morfológica de subordinação ou de modificação, que equivale a uma hierarquização dos elementos (ex.:  eurodeputado = deputado [que pertence ao parlamento europeu]; lusodescendente = descendente [que provém de lusitanos]).

É necessário referir ainda que o uso ou não do hífen nestes casos não é uma questão nova na língua portuguesa e já se colocava antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Em diversos dicionários e vocabulários anteriores à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 já havia práticas ortográficas que distinguiam, tanto em Portugal como no Brasil, o uso do hífen entre euro-africano (sistematicamente com hífen) e eurodeputado (sistematicamente sem hífen).

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Palavra do dia

pi·ca·tar·tes pi·ca·tar·tes


(latim pica, -ae, pega + latim científico Cathartes, género de abutre, do grego kathartês, -ou, limpador, purificador)
nome masculino de dois números

[Ornitologia]   [Ornitologia]  Designação dada a duas espécies de aves passeriformes da família dos picatartídeos, do género Picathartes.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/apalacetar [consultado em 26-05-2022]