Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Pesquisa por "puera" nas definições

puera | n. f.
    Lama que se enxugou....

Dúvidas linguísticas


A palavra vigilidade, que tem origem na palavra vígil, tem suscitado alguma controvérsia na área em que estou envolvido. É um termo que é utilizado nalguns trabalhos de psicologia e por algumas instituições nacionais ligadas aos medicamentos (ex: INFARMED). No entanto, não encontrei a palavra nos dicionários que consultei, inclusivamente o da Priberam. Alternativamente a palavra utililizada é vigilância. Assim, gostaria de saber a vossa opinião sobre este assunto.
Também não encontrámos a palavra vigilidade registada em nenhum dos dicionários ou vocabulários consultados. No entanto, este neologismo respeita as regras de boa formação da língua portuguesa, pela adjunção do sufixo -idade ao adjectivo vígil, à semelhança de outros pares análogos (ex.: dúctil/ductilidade, eréctil/erectilidade, versátil/versatilidade). O sufixo -idade é muito produtivo na língua para formar substantivos abstractos, exprimindo frequentemente a qualidade do adjectivo de que derivam.

Neste caso, existem já os substantivos vigília e vigilância para designar a qualidade do que é vígil, o que poderá explicar a ausência de registo lexicográfico de vigilidade. Como se trata, em ambos os casos, de palavras polissémicas, o uso do neologismo parece explicar-se pela necessidade de especialização no campo da medicina, psicologia e ciências afins, mesmo se nesses campos os outros dois termos (mas principalmente vigília, que surge muitas vezes como sinónimo de estado vígil) têm ampla divulgação.




Água é uma palavra grave ou esdrúxula? Ou pode ser as duas coisas conforme se considere -ua um hiato ou um ditongo?
Esta questão, como muitas outras dúvidas linguísticas, não nos permite uma resposta peremptória.

Sobre a divisão silábica para translineação, as vogais -u- e -a- em água são indivisíveis, pois, por convenção, "gu e qu, em que o u se pronuncia, nunca se separam da vogal ou ditongo imediato" (ver Base XLVIII, 5º. do Acordo Ortográfico de 1945 ou Base XX, 5º. do Acordo Ortográfico de 1990).

Do ponto de vista estritamente fonético, porém, será uma palavra grave ou paroxítona se o -u- for pronunciado como semivogal e será esdrúxula ou proparoxítona se o -u- for pronunciado como vogal.

Do ponto de vista ortográfico, a palavra água é considerada uma palavra esdrúxula ou proparoxítona, pois a sílaba tónica é seguida de um ditongo crescente (isto é, semivogal seguida de vogal, água), que, ortograficamente, não constitui uma só sílaba mas duas.

Rebelo Gonçalves, no seu Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa (Coimbra, Atlântida - Livraria Editora, 1947, p.198), chama “paroxítono perfeito” a formas como trilingue [em que o -u- não se lê] por oposição a trilíngue [em que o -u- se lê]; a palavra água seria então um paroxítono imperfeito, tal como trilíngue, pois a sua estrutura (vogal acentuada + consoante + ditongo crescente) não corresponde ao padrão habitual das palavras graves (vogal acentuada + consoante + vogal ou ditongo decrescente). No entanto, segundo o texto legal que regula a ortografia portuguesa, isto é, o Acordo Ortográfico de 1945, não é possível explicar a acentuação da palavra água ou de outras palavras com contextos semelhantes (ex.: exíguo, língua, régua) se elas não forem consideradas palavras esdrúxulas ou proparoxítonas. É de notar, no entanto, que o texto do Acordo não exemplifica com contextos semelhantes ao de água, mas o referido Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves, considerado mesmo pelo seu autor “o esclarecimento, se não a defesa, de diversas bases do Acordo Ortográfico”, inclui (p. 152) exemplos com o mesmo contexto de água, entre outros, considerando que “levam acento agudo, tal como os proparoxítonos integrados na norma anterior, as palavras que, tendo na sílaba tónica a [ex. álea, álveo, mágoa, vácuo], e [ex. enciclopédia, etéreo, névoa, réquie, prélio] ou o [ex. glória, opróbrio, nódoa] abertos, i [ex. iníqua, lírio, longínqua, níveo, quírie] ou u [ex. argúcia, antúrio, denúncia], ou então ditongo oral iniciado por vogal aberta [ex. náusea, tiróideo], apresentam encontros vocálicos postónicos [ex. álea, névoa, glória, iníqua, denúncia, náusea] que praticamente se consideram como ditongos crescentes (ea, eo, ia, ie, io, oa, oe, ua, ue, uo, etc.), embora em muitos casos possam formar teoricamente duas sílabas [...]”. No texto citado, por ser um pouco técnico, introduzimos o sublinhado e os exemplos.

O texto do Acordo Ortográfico de 1990 não altera nada em relação a esta questão, mas designa (ver Base XI, 1.º, alínea b) palavras como exíguo ou língua como "proparoxítonas aparentes" (isto é, palavras esdrúxulas aparentes).

Palavra do dia

jan·ga·la·mar·te jan·ga·la·mar·te


(origem duvidosa)
nome masculino

[Brasil: Nordeste]   [Brasil: Nordeste]  Brinquedo composto por uma tábua cujas extremidades se elevam e baixam alternativamente a impulso de quem cavalga em cada uma delas. = ARRE-BURRINHO, GANGORRA, JANGALAMASTE

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Pesquisar/puera [consultado em 15-06-2021]