Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub
pub

zaopat��it

Palavra não encontrada. Sugerir a inclusão no dicionário da palavra pesquisada.
pub

Dúvidas linguísticas


Gostava de saber se está correcta a repetição da preposição pelo na formulação a seguir: No quadro do seu périplo pelo Ruanda, pelo Burundi, pela RD Congo e pela Tanzânia, o fulano vai encontrar-se com o sicrano.
Não há nenhuma incorrecção na repetição da contracção pelo/pela na frase que refere. Pelo contrário, alguns gramáticos recomendam inclusivamente que, numa enumeração de substantivos, se for utilizado o artigo definido antes do primeiro, devem ser utilizados artigos definidos antes dos restantes substantivos (cf. CUNHA e CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: João Sá da Costa, 14ª ed., 1998, p.235). Isto aplica-se nesta frase, pois pelo/pela são contracções da preposição por com os artigos definidos o/a.



Nota-se hoje alguma tendência para se inutilizar as regras do discurso indirecto. Nos textos jornalísticos sobretudo, hoje quase que ninguém mais respeita os comandos gramáticos regedores do discurso indirecto. Muitos inclusive argumentam tratar-se de normas "ultrapassadas". Daí vermos frequentemente frases do tipo O ministro X prometeu que o seu governo vai/irá cumprir os prazos/irá cumprir, ao invés de ia/iria cumprir, como manda a Gramática conhecida até hoje. De que lado estará então a correcção? Ou seja, as normas do discurso indirecto enunciadas nas diferentes gramáticas ainda valem ou deixaram de valer?
As chamadas regras para transformar o discurso directo em discurso indirecto mantêm-se, e têm na Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, pp. 629-637) uma sistematização bastante completa.
No entanto, o discurso indirecto livre parece estar a ser cada vez mais usado na imprensa, consciente ou inconscientemente.

Esta forma de discurso é muito usada na oralidade e em textos literários que pretendem diminuir a distância entre o narrador e o discurso relatado e tem como característica exactamente a fusão do discurso directo com o discurso indirecto.
Disso é exemplo a frase apontada (O ministro X prometeu que o seu governo vai/irá cumprir os prazos), em que o início tem claramente características de discurso indirecto, como o enunciado na 3.ª pessoa (O ministro X prometeu) ou a oração subordinada integrante dependente de um verbo que indica declaração ou afirmação (prometeu que), e a segunda parte tem claramente características de discurso directo, como o tempo verbal no presente ou no futuro (o seu governo vai/irá cumprir) em vez de no pretérito imperfeito ou no condicional, como seria normal no discurso indirecto (o seu governo ia/iria cumprir).

Para melhor exemplificar a noção de discurso indirecto livre, por contraste com o discurso directo e com o discurso indirecto, colocamos as três frases a seguir.

Discurso directo: O meu governo vai cumprir os prazos.
Discurso indirecto: O ministro X prometeu que o seu governo ia cumprir os prazos.
Discurso indirecto livre: O ministro X prometeu que o seu governo vai cumprir os prazos.

Palavra do dia

me·lo·fi·li·a me·lo·fi·li·a


(melo- + -filia)
nome feminino

Gosto pela música. = MELOMANIA, MUSICOFILIA

pub

Mais pesquisadas do dia



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/zaopat%C3%AF%C2%BF%C2%BD%C3%AF%C2%BF%C2%BDit [consultado em 01-10-2022]