Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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sobreendividamentosobre-endividamentosobreendividamentosobre-endividamento | s. m.
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so·bre·en·di·vi·da·men·to so·bre·-en·di·vi·da·men·to so·bre·en·di·vi·da·men·to so·bre·-en·di·vi·da·men·to
(sobreendividar + -mento)
substantivo masculino

Acto ou efeito de sobreendividar ou sobreendividar-se. = SUPERENDIVIDAMENTO


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: sobre-endividamento.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: sobreendividamento.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: sobre-endividamento.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: sobreendividamento


so·bre·en·di·vi·dar so·bre·-en·di·vi·dar so·bre·en·di·vi·dar so·bre·-en·di·vi·dar - ConjugarConjugar
(sobre- + endividar)
verbo transitivo e pronominal

Endividar ou endividar-se em excesso ou acima da capacidade de pagar as dívidas. = SUPERENDIVIDAR


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: sobre-endividar.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: sobreendividar.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: sobre-endividar.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: sobreendividar

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Dúvidas linguísticas


Deve dizer-se: recepção dos convidados ou recepção aos convidados?
O substantivo recepção é geralmente seguido das preposições a ou de (ou das suas contracções), como indica o Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjectivos (25.ª ed., São Paulo: Globo, 2000), de Francisco Fernandes, e como atestam pesquisas efectuadas em corpora e em motores de busca da Internet, pelo que ambas as expressões recepção dos convidados e recepção aos convidados estão correctas.



Tenho uma dúvida: a gramática da língua portuguesa não diz que um advérbio antes do verbo exige próclise? Não teria de ser "Amanhã se celebra"?
Esta questão diz respeito a uma diferença, sobretudo no registo coloquial, entre as variedades europeia e brasileira do português, que, com a natural evolução da língua, se foram distanciando relativamente a este fenómeno linguístico. No que é considerado norma culta (portuguesa e brasileira), porém, sobretudo na escrita, e em registo formal, ainda imperam regras da gramática tradicional ou normativa, fixas e pouco permissivas.

No português de Portugal, se não houver algo que atraia o pronome pessoal átono, ou clítico, para outra posição, a ênclise é a posição padrão, isto é, o pronome surge habitualmente depois do verbo (ex.: Ele mostrou-me o quadro); os casos de próclise, em que o pronome surge antes do verbo (ex.: Ele não me mostrou o quadro), resultam de condições particulares, como as que são referidas na resposta à dúvida posição dos clíticos. Nessa resposta sistematizam-se os principais contextos em que a próclise ocorre na variante europeia do português, sendo um deles a presença de certos advérbios ou locuções adverbiais, como ainda (ex.: Ainda ontem as vi), (ex.: o conheço bem), oxalá (ex.: Oxalá se mantenha assim), sempre (ex.: Sempre o conheci atrevido), (ex.: lhes entreguei o documento hoje), talvez (ex.: Talvez te lembres mais tarde) ou também (ex.: Se ainda estiverem à venda, também os quero comprar). Note-se que a listagem não é exaustiva nem se aplica a todos os advérbios e locuções adverbiais, pois como se infere a partir de pesquisas em corpora com advérbios como hoje (ex.: Hoje decide-se a passagem à final) ou com locuções adverbiais como mais tarde (ex.: Mais tarde compra-se outra lente), a tendência na norma europeia é para a colocação do pronome após o verbo. A ideia de que alguns advérbios (e não a sua totalidade) atraem o clítico é aceite até por gramáticos mais tradicionais, como Celso Cunha e Lindley Cintra, que referem, na página 313 da sua Nova Gramática do Português Contemporâneo que a língua portuguesa tende para a próclise «[...] quando o verbo vem antecedido de certos advérbios (bem, mal, ainda, já, sempre, só, talvez, etc.) ou expressões adverbiais, e não há pausa que os separe».

No Brasil, a tendência generalizada, sobretudo no registo coloquial de língua, é para a colocação do pronome antes do verbo (ex.: Ele me mostrou o quadro). Daí a relativa estranheza que uma frase como Amanhã celebra-se o Dia Mundial do Livro possa causar a falantes brasileiros que produzirão mais naturalmente um enunciado como Amanhã se celebra o Dia Mundial do Livro. O gramático brasileiro Evanildo Bechara afirma, na página 589 da sua Moderna Gramática Portuguesa, que «Não se pospõe pronome átono a verbo modificado diretamente por advérbio (isto é, sem pausa entre os dois, indicada ou não por vírgula) ou precedido de palavra de sentido negativo.». Contrariamente a Celso Cunha e Lindley Cintra, Bechara propõe um critério para o uso de próclise que parece englobar a totalidade dos advérbios. Resta saber se se trata de um critério formulado a partir do tendência brasileira para a próclise ou de uma extensão da regra formulada pela gramática tradicional. Estatisticamente, porém, é inequívoca a diferença de uso entre as duas normas do português.

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Palavra do dia

tre·bo·la |ô| tre·bo·la |ô|
(origem obscura)
substantivo feminino

[Portugal: Açores]   [Portugal: Açores]   [Zoologia]   [Zoologia]  Mamífero cetáceo (Physeter macrocephalus) dentado, de comprimento até 20 metros, encontrado em mares temperados e tropicais. = CACHALOTE

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/sobreendividamento [consultado em 22-05-2019]