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Pesquisa por "baga" nas definições

alfenar | v. tr.
    Tingir com baga de alfena....

bacáceo | adj.
    Da natureza da baga ou semelhante a baga....

baciano | adj.
    Semelhante à baga....

bacífero | adj.
    Que tem ou produz bagas....

baciforme | adj. 2 g.
    Que tem forma de baga....

bacívoro | adj.
    Que se alimenta com bagas....

bagado | adj.
    Que tem muita baga....

bagar | v. intr.
    Criar baga desenvolvida (a planta)....

baguear | v. tr.
    Tornar o vinho mais escuro por meio de baga de sabugueiro....

camarinhado | adj.
    Que tem forma de camarinha ou baga....

debagar | v. tr. | v. pron.
    Cair em grossas bagas e em abundância (a chuva)....

aciniforme | adj. 2 g.
    Que tem forma de ácino ou de bago....

arónia | n. f.
    Baga dessa planta....

arranhosa | n. f.
    Nome dado a uma planta de cuja baga se fazia tinta....

escrino | n. m.
    Baga; drupa seca....

mirto | n. m.
    Planta arbustiva (Myrtus communis) da família das mirtáceas, de folhas opostas, flores brancas aromáticas e cujo fruto são bagas ovais, azuladas quando maduras....

cambuci | n. m.
    Baga que é o fruto dessa árvore....

oxicoco | n. m.
    Planta ericácea de pequenas bagas azuis....

espinheiro-alvar | n. m.
    Designação comum a duas espécies de arbustos da família das rosáceas, nativos da Europa, de madeira muito dura e bagas vermelhas....

Dúvidas linguísticas


Pelo menos em termos náuticos, sempre ouvi designar HÉLICE como s.m. Nas minhas consultas, encontrei esta explicação : ..."Na verdade o termo se diferencia quanto ao seu uso. Concordo que se for tratar de geometria helicoidal o correto é feminino e quando tratamos da anatomia é masculino. Porém no caso da utilização náutica ou aeronáutica é usado no masculino se o meio fluido for líquido, e feminino se o meio fluido for gasoso. Ou seja, para a náutica usa-se "O hélice" e para a aeronáutica "A hélice".
Será que me podem ajudar ?
O género da palavra hélice não é consensualmente registado nas principais obras lexicográficas de referência e levanta várias questões problemáticas.

O Vocabulário da Língua Portuguesa (Coimbra: Coimbra Editora, 1966), de Rebelo Gonçalves, considerado uma das referências máximas na lexicografia portuguesa, regista hélice apenas como substantivo feminino, respeitando o étimo latino feminino helix, -icis com a seguinte nota em aditamento “Corrente, mas etimologicamente inexacto, o gén. masc.”.

Já o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras (São Paulo: Global, 2009; versão online disponível em: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23) classifica a palavra hélice como “s. f. s.2g.”, ou seja, como substantivo feminino e como substantivo de dois géneros (masculino e feminino).

Por sua vez, o Grande Vocabulário da Língua Portuguesa (Lisboa: Âncora Editora, 2001), de José Pedro Machado, regista hélice com indicação: “s. m. e s. f. , este o género preferível”. No entanto, em dicionários coordenados por este filólogo, como o Grande Dicionário da Língua Portuguesa (Porto: Amigos do Livro Editores, 1981), a palavra hélice surge classificada como “s. m. e f.”, classificação válida para todo o verbete. O Dicionário Lello Prático Ilustrado (Porto: Lello Editores, 2004) segue a mesma opção.

Se não parece haver dúvidas quanto à inexactidão do emprego do masculino por razões etimológicas (em latim, helix, -icis é feminino, tal como é feminino o grego héliks, -ikos, de que deriva), o mesmo já não parece suceder por razões de uso real da palavra. Por essa razão, alguns dicionários registam hélice como palavra feminina em alguns sentidos, mas masculina noutros [ver Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa / Editorial Verbo, 2001), Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Lisboa: Círculo de Leitores, 2002) ou Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Curitiba: Positivo, 2004), por exemplo]. Outras obras lexicográficas optaram por registar hélice como palavra feminina mas com indicação de “s. m. ou f.” em algumas acepções [ver Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto: Porto Editora, 2004), por exemplo].

Para tornar a questão ainda mais complexa, podemos referir que todos os dicionários consultados que registam a acepção de hélice relativa à anatomia, isto é, ao rebordo exterior do pavilhão da orelha, o fazem com a classificação de substantivo masculino (nesta acepção, a palavra é sinónima de hélix, vocábulo com a mesma etimologia, classificado unanimemente pelos dicionários como substantivo masculino). Esta unanimidade só pode ser explicada por uma tradição lexicográfica acrítica, pois uma palavra como antélice, que se refere também a uma estrutura anatómica da orelha, e que deriva de uma formação grega, é por sua vez classificada como substantivo feminino.

Pesquisas em corpora e em motores de busca revelam a flutuação de género de hélice mas, do ponto de vista lexicográfico, esta não pode ser justificação lógica para registar a palavra como masculina apenas em alguns sentidos. A ser seguido o critério do uso para justificar a classificação como palavra feminina ou masculina, ele teria de ser aplicado a todos os sentidos da palavra, pois há também ocorrências significativas de hélice como palavra masculina no campo da aeronáutica ou noutros contextos menos marcados do ponto de vista terminológico (ex.: a/o hélice da ventoinha está partida/o).

Pode dizer-se como conclusão que, face ao exposto acima, o uso de hélice como substantivo feminino é sempre defensável (excepto no campo da anatomia, por motivos terminológicos muito específicos). A argumentação de que a palavra é masculina no domínio da náutica e feminina no da aeronáutica parece carecer de fundamento lógico, uma vez que se trata do mesmo tipo de mecanismo; a haver uma oscilação de género, ela ocorre com os vários sentidos da palavra.




Qual das duas frases abaixo está correta: Viva as diferenças ou Vivam as diferenças?
Regra geral, o predicado deve concordar com o sujeito, pelo que a frase Vivam as diferenças está correcta. No caso da frase Viva as diferenças, ela é considerada correcta por alguns gramáticos (cf. Celso Cunha e Lindley Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, 14.ª ed., Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1998, p. 466), que afirmam que a forma verbal do presente do conjuntivo viva adquiriu um valor de interjeição, pelo que a concordância com o sujeito deixou de ser obrigatória (esta justificação parece, no entanto, um pouco contraditória com o facto de as interjeições geralmente não se relacionarem sintacticamente com outros constituintes da oração).

Palavra do dia

quart·zo quart·zo


(francês quartz, do alemão Quarz)
nome masculino

[Mineralogia]   [Mineralogia]  Mineral duro e cristalino, composto de sílica, geralmente branco ou incolor e com brilho vítreo. = QUARÇO

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