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marcassita

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marcassitemarcassita
( mar·cas·si·te

mar·cas·si·ta

)


nome feminino

[Mineralogia] [Mineralogia] Cristal de uma espécie de pirite de ferro sulfurado.

grafiaGrafia no Brasil:marcassita.
grafiaGrafia no Brasil:marcassita.
grafiaGrafia em Portugal:marcassite.
grafiaGrafia em Portugal:marcassite.

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Anagramas

Esta palavra no dicionário



Dúvidas linguísticas


Gostaria que me explicassem se a palavra secados (plural de secado) existe. Se a resposta for sim, porque não a encontro em nenhum dicionário?
O verbo secar tem duplo particípio passado: secado e seco. Nos verbos em que este fenómeno acontece, o particípio regular (ex.: secado) é geralmente usado com os auxiliares ter e haver para formar tempos compostos (ex.: a roupa já tinha secado; havia secado a loiça com um pano) e as formas do particípio irregular (ex.: seco, seca, secos, secas) são usadas maioritariamente com os auxiliares ser e estar para formar a voz passiva (ex.: a loiça foi seca com um pano; a roupa estava seca pelo vento) e assumem mais facilmente o papel adjectival (ex.: este bolo ficou demasiado seco). Por este motivo, é usual não haver flexão do particípio regular, pois este não é geralmente usado como adjectivo, não flexionando em género, número ou grau (ex.: *secada, *secados, *secadas; *muito secado; o asterisco indica agramaticalidade).

Estas considerações, tomadas da gramática tradicional, têm no entanto muitas excepções, o que evidencia a problemática da questão e a ausência de respostas peremptórias para certas questões linguísticas. A título de exemplo, podemos referir que há verbos cujo particípio abundante não é consensual (com resoluto e resolvido, por exemplo, não é claro se o primeiro é particípio irregular de resolver ou adjectivo cognato; relativamente ao verbo ganhar não é unânime a existência do particípio ganhado a par de ganho); há verbos cujo particípio regular, ao contrário de secado, também tem uso adjectival (ex.: confundido, empregado); há até indicações de alguns gramáticos para diferenças de utilização dos dois particípios baseadas em critérios semânticos e não sintácticos (por exemplo, Cunha e Cintra, na Nova Gramática do Português Contemporâneo [Lisboa: Ed. João Sá da Costa, 1998, p. 442], sugerem que o verbo imprimir só tem duplo particípio quando significa ‘estampar, gravar’, com o exemplo Este livro foi impresso em Portugal, e não quando significa ‘imprimir movimento’, com o exemplo Foi imprimida enorme velocidade ao carro).




Há alguma diferença na pronúncia das palavras "cervo" e "servo"?
Na maioria dos casos em que os falantes têm dúvidas quanto à pronúncia das palavras, não se trata de erros, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto (variedade de uma língua própria de uma região), sociolecto (variedade de uma língua própria de um grupo social, etário ou profissional) ou mesmo idiolecto (variedade de uma língua própria de um indivíduo) do falante, pois, à excepção de certas relações entre ortografia e fonética que têm de ser respeitadas, não há critérios rigorosos de correcção linguística no que diz respeito à pronúncia. O que acontece é que alguns gramáticos preconizam determinadas indicações ortoépicas e algumas obras lexicográficas contêm indicações de pronúncia ou até transcrições fonéticas; estas indicações podem então funcionar como referência, o que não invalida outras opções que têm de ser aceites, desde que não colidam com as relações entre ortografia e fonética.

De acordo com os poucos dicionários de língua portuguesa que contêm a transcrição fonética das entradas que registam, nomeadamente o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa e o Grande Dicionário Língua Portuguesa, da Porto Editora, a palavra servo pronuncia-se com o e aberto, como o e de pé. Para a palavra cervo, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea apenas regista a pronúncia com e fechado, como o e de pêra, enquanto o Grande Dicionário Língua Portuguesa regista quer a pronúncia com e aberto quer a pronúncia com e fechado. Há, no entanto, outros vocabulários e dicionários, como o Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves, ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, que consideram estes dois vocábulos homófonos, preconizando a pronúncia do e da primeira sílaba de cervo e servo como vogal aberta.