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gonídia

gonídiagonídia | n. f.
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go·ní·di·a go·ní·di·a


nome feminino

Célula de alga ou de líquen.

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de tirar uma dúvida sobre a grafia da cidade marroquina de Marraqueche. Gostaria ainda de saber se está correcto escrever assim sem antepor artigos a todos estes países: ...designadamente França, Itália, Espanha, Malta...
A grafia do topónimo marroquino deveria ser, segundo Rebelo Gonçalves no Vocabulário da Língua Portuguesa de 1966, Marráquexe, mantendo a acentuação esdrúxula da língua de origem. Podemos no entanto verificar, através de pesquisas em corpora e motores de busca, que esta forma é muito pouco usada em português, sendo a forma Marraquexe muito mais usual (esta acentuação grave é considerada por alguns um galicismo, mas na verdade aproxima-se também da acentuação mais regular do português).

Em relação ao uso de artigo antes de certos topónimos, ela é discutível e é difícil encontrar critérios coerentes que a regulem, mas em enumerações como a que refere é muito normal não haver utilização de artigo (ex.: Diversos países assinaram o acordo, designadamente França, Itália, Espanha e Malta). Noutros contextos, as gramáticas são pouco claras, pois é difícil estabelecer critérios exaustivos. Os países referidos, porém, surgem frequentemente na lista de topónimos que no português de Portugal dispensam artigo (ex.: Ele está em França; Foi a Malta nas férias) ao contrário de outros que o exigem (ex.: Ele está no Brasil; Foi à Argentina nas férias).




Pelo menos em termos náuticos, sempre ouvi designar HÉLICE como s.m. Nas minhas consultas, encontrei esta explicação : ..."Na verdade o termo se diferencia quanto ao seu uso. Concordo que se for tratar de geometria helicoidal o correto é feminino e quando tratamos da anatomia é masculino. Porém no caso da utilização náutica ou aeronáutica é usado no masculino se o meio fluido for líquido, e feminino se o meio fluido for gasoso. Ou seja, para a náutica usa-se "O hélice" e para a aeronáutica "A hélice".
Será que me podem ajudar ?
O género da palavra hélice não é consensualmente registado nas principais obras lexicográficas de referência e levanta várias questões problemáticas.

O Vocabulário da Língua Portuguesa (Coimbra: Coimbra Editora, 1966), de Rebelo Gonçalves, considerado uma das referências máximas na lexicografia portuguesa, regista hélice apenas como substantivo feminino, respeitando o étimo latino feminino helix, -icis com a seguinte nota em aditamento “Corrente, mas etimologicamente inexacto, o gén. masc.”.

Já o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras (São Paulo: Global, 2009; versão online disponível em: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23) classifica a palavra hélice como “s. f. s.2g.”, ou seja, como substantivo feminino e como substantivo de dois géneros (masculino e feminino).

Por sua vez, o Grande Vocabulário da Língua Portuguesa (Lisboa: Âncora Editora, 2001), de José Pedro Machado, regista hélice com indicação: “s. m. e s. f. , este o género preferível”. No entanto, em dicionários coordenados por este filólogo, como o Grande Dicionário da Língua Portuguesa (Porto: Amigos do Livro Editores, 1981), a palavra hélice surge classificada como “s. m. e f.”, classificação válida para todo o verbete. O Dicionário Lello Prático Ilustrado (Porto: Lello Editores, 2004) segue a mesma opção.

Se não parece haver dúvidas quanto à inexactidão do emprego do masculino por razões etimológicas (em latim, helix, -icis é feminino, tal como é feminino o grego héliks, -ikos, de que deriva), o mesmo já não parece suceder por razões de uso real da palavra. Por essa razão, alguns dicionários registam hélice como palavra feminina em alguns sentidos, mas masculina noutros [ver Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa / Editorial Verbo, 2001), Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Lisboa: Círculo de Leitores, 2002) ou Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Curitiba: Positivo, 2004), por exemplo]. Outras obras lexicográficas optaram por registar hélice como palavra feminina mas com indicação de “s. m. ou f.” em algumas acepções [ver Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto: Porto Editora, 2004), por exemplo].

Para tornar a questão ainda mais complexa, podemos referir que todos os dicionários consultados que registam a acepção de hélice relativa à anatomia, isto é, ao rebordo exterior do pavilhão da orelha, o fazem com a classificação de substantivo masculino (nesta acepção, a palavra é sinónima de hélix, vocábulo com a mesma etimologia, classificado unanimemente pelos dicionários como substantivo masculino). Esta unanimidade só pode ser explicada por uma tradição lexicográfica acrítica, pois uma palavra como antélice, que se refere também a uma estrutura anatómica da orelha, e que deriva de uma formação grega, é por sua vez classificada como substantivo feminino.

Pesquisas em corpora e em motores de busca revelam a flutuação de género de hélice mas, do ponto de vista lexicográfico, esta não pode ser justificação lógica para registar a palavra como masculina apenas em alguns sentidos. A ser seguido o critério do uso para justificar a classificação como palavra feminina ou masculina, ele teria de ser aplicado a todos os sentidos da palavra, pois há também ocorrências significativas de hélice como palavra masculina no campo da aeronáutica ou noutros contextos menos marcados do ponto de vista terminológico (ex.: a/o hélice da ventoinha está partida/o).

Pode dizer-se como conclusão que, face ao exposto acima, o uso de hélice como substantivo feminino é sempre defensável (excepto no campo da anatomia, por motivos terminológicos muito específicos). A argumentação de que a palavra é masculina no domínio da náutica e feminina no da aeronáutica parece carecer de fundamento lógico, uma vez que se trata do mesmo tipo de mecanismo; a haver uma oscilação de género, ela ocorre com os vários sentidos da palavra.

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Palavra do dia

su·ma·ca su·ma·ca


(neerlandês smak)
nome feminino

[Náutica]   [Náutica]  Embarcação rasa e ligeira, de dois mastros, usada especialmente na América do Sul (ex.: sumacas de cabotagem fluvial).

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/gon%C3%ADdia [consultado em 29-01-2022]