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galgaz

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galgazgalgaz
( gal·gaz

gal·gaz

)


adjectivo de dois génerosadjetivo de dois géneros

1. Que é semelhante a galgo.

2. Esguio, magro.

vistoPlural: galgazes.
etimologiaOrigem etimológica:galgo + -az.
iconPlural: galgazes.

Esta palavra no dicionário



Dúvidas linguísticas



A minha dúvida é a respeito da etimologia de determinadas palavras cuja raiz é de origem latina, por ex. bondade, sensibilidade, depressão, etc. No Dicionário Priberam elas aparecem com a terminação nominativa mas noutros dicionários parece-me que estão na terminação ablativa e não nominativa. Gostaria que me esclarecessem.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas que são normalmente enunciadas na forma do nominativo, seguida do genitivo: bonitas, bonitatis (ou bonitas, -atis); sensibilitas, sensibilitatis (ou sensibilitas, -atis) e depressio, depressionis (ou depressio, -onis).

Noutros dicionários gerais de língua portuguesa, é muito usual o registo da etimologia latina através da forma do acusativo sem a desinência -m (não se trata, como à primeira vista pode parecer, do ablativo). Isto acontece por ser o acusativo o caso lexicogénico, isto é, o caso latino que deu origem à maioria das palavras do português, e por, na evolução do latim para o português, o -m da desinência acusativa ter invariavelmente desaparecido. Assim, alguns dicionários registam, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas bonitate, sensibilitate e depressione, que foram extrapoladas, respectivamente, dos acusativos bonitatem, sensibilitatem e depressionem.

Esta opção de apresentar o acusativo apocopado pode causar alguma perplexidade nos consulentes dos dicionários, que depois não encontram estas formas em dicionários de latim. Alguns dicionários optam por assinalar a queda do -m, colocando um hífen no final do étimo latino (ex.: bonitate-, sensibilitate-, depressione-). Outros, mais raros, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa optaram por enunciar os étimos latinos (ex.: bonitas, -atis; sensibilitas, -atis, depressio, -onis), não os apresentando como a maioria dos dicionários; o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa não enuncia o étimo latino dos verbos, referenciando apenas a forma do infinitivo (ex.: fazer < facere; sentir < sentire).




Como deve ser pronunciada a palavra parece como na frase Ele parece estar cansado. Já ouvi a pronúncia aberta e também a fechada na segunda sílaba. Também a palavra interesse, como no caso Tenho interesse no assunto, coloca dúvidas.
A questão diz respeito à qualidade da última vogal do radical do verbo (ex.: parecer) na terceira pessoa do presente do indicativo. No caso em apreço, não se trata de uma característica pontual do verbo parecer, mas do sistema verbal da segunda conjugação (a dos verbos em -er, a que pertence o verbo parecer).

Nesta conjugação, quando as formas verbais são rizotónicas (isto é, com acento tónico na última vogal do radical; ex.: parece, pareça) e a última vogal do radical é e (ex.: parecer, meter) ou o (ex.: comer, socorrer), o padrão fonético mais geral (com várias excepções) é:
a) ter a última vogal do radical fechada (isto é, com o som ê ou ô, respectivamente) na primeira pessoa do singular do presente do indicativo (ex.: eu pareço, eu socorro), no presente do conjuntivo (ex.: que eu pareça, que eles socorram) e na terceira pessoa do imperativo (ex.: socorram aquele homem).
b) ter a última vogal do radical aberta (isto é, com o som é ou ó, respectivamente) na segunda e terceira pessoas do singular e na terceira pessoa do plural do presente do indicativo (ex.: tu pareces, eles socorrem) e na segunda pessoa do singular do imperativo (ex.: socorre aquele homem).

No caso do substantivo interesse, a norma culta (apresentada por dicionários, vocabulários e outras obras de referência) preconiza que a vogal tónica (interesse) seja lida ê. Esta pronúncia deverá diferenciar este substantivo da forma verbal interesse correspondente à primeira e terceira pessoas do singular do presente do conjuntivo do verbo interessar (que eu/ele interesse). No caso deste verbo e dos outros verbos da primeira conjugação cuja última vogal do radical é e (ex.: levar) ou o (ex.: escovar, mostrar), a vogal do radical nas formas rizotónicas é usualmente aberta (isto é, com o som é ou ó, respectivamente; ex.: interesse, interessam, levo, levem, escovo, escovas, mostram, mostre).