Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub

pub
eborenseeborense | adj. 2 g. | s. 2 g.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

e·bo·ren·se e·bo·ren·se
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Relativo a Évora.

substantivo de dois géneros

2. Natural de Évora.

pub

Parecidas

Palavras vizinhas

Esta palavra em blogues

Ver mais
Blogues do SAPO

Esta palavra no Twitter

Dúvidas linguísticas


Tenho uma dúvida com o verbo oferecer nas seguintes frases e gostaria de saber qual delas está correcta e porquê? a) Se me ofereceres um livro, vou ficar feliz. b) Se ofereceres-me um livro, vou ficar feliz.
Os clíticos são pronomes pessoais átonos, isto é, pronomes pessoais de uma só sílaba (como o, a, me, nos, se, etc.), que não têm acentuação própria e por isso dependem do acento da palavra que está imediatamente antes ou depois (normalmente um verbo). Quando o clítico depende da palavra que está antes, trata-se do fenómeno da ênclise (ex.: Ofereceste-me um livro e fiquei feliz), e, quando o clítico depende da palavra que está depois, trata-se do fenómeno da próclise (ex.: Se me ofereceres um livro, ficarei feliz).

No português de Portugal, se não houver algo que atraia o clítico para outra posição, a ênclise é a posição padrão, isto é, o clítico surge depois do verbo (ex.: Ele ofereceu-me um livro). Esta é, aliás, uma das diferenças em relação ao português do Brasil, onde a próclise é mais frequente, isto é, a posição do clítico antes do verbo (ex.: Ele me ofereceu um livro).

Há, no entanto, um conjunto de situações em que o clítico é atraído para antes do verbo (próclise), sendo que, em algumas destas situações, a próclise é mesmo considerada obrigatória. Os contextos que atraem os clíticos para antes do verbo podem sistematizar-se da seguinte forma:
a) Partículas de negação. ex.: Nunca me avisaram. Não lhe foram dizer. Nada lhes falta. Nem nos falou.
b) Pronomes ou advérbios interrogativos. ex.: Quem te avisou? Não soube o que lhe perguntar.
c) Pronomes ou advérbios exclamativos ou palavras exclamativas. ex.: Que trapalhada nos aconteceu! Bonito sarilho me arranjaste!
d) Pronomes ou advérbios relativos. ex.: Consultou o médico que lhe indicaram. Lembra-se bem do lugar onde os encontrou.
e) Conjunções subordinativas completivas. ex.: Acho que o ofendi. Perguntaram se a tinha visto. Foi isso que eu te disse antes.
f) Conjunções subordinativas que introduzem orações adverbiais (causais, comparativas, concessivas, condicionais, consecutivas, finais, temporais). ex.: Perdeu o início do filme porque se atrasou. Como lhe disse anteriormente, estou convencido da veracidade dos factos. Ainda que vos custe, têm de partir. Se me ofereceres um livro, ficarei feliz. Abanou tanto o ramo que o partiu. Trabalhou muito para o conseguir. Quando a viu, sorriu.
g) Advérbios ou locuções adverbiais como ainda, já, oxalá, sempre, só, talvez, também. Ex. Ainda ontem as vi. o conheço bem. Oxalá se mantenha assim. Sempre o conheci atrevido. lhes entreguei o documento hoje. Talvez te lembres mais tarde. Se ainda estiverem à venda, também os quero comprar.
h) Quantificadores e pronomes ou determinantes indefinidos como algo, alguém, ambos, pouco, qualquer, todo, tudo. Ex. Naquela história algo a intrigava. Alguém os tinha tramado. Ambos me disseram o mesmo. Poucos lhe tinham agradecido. Qualquer pessoa o conhece. Não sabiam o que acontecera, mas todos a criticaram. Tudo as incomoda.
i) Preposições (excepto a preposição a) ou locuções preposicionais. Ex. Criticou o filme antes de o ver. Comprei a saia para a usares. Não há nenhum mal em te manifestares.
j) Gerúndios regidos da preposição em (actualmente com pouco uso). Ex. Em lhe falando, tudo será mais fácil.

Esta explicitação pode parecer estranha e difícil de compreender, mas os falantes têm implícitos e interiorizados muitos destes contextos de próclise. A prova é que, se houver utilização de ênclise (clítico depois do verbo) na maioria dos exemplos acima, o falante estranhará e provavelmente vai considerá-los agramaticais ou pelo menos duvidosos: *Nunca avisaram-me. *Nada falta-lhes. *Quem avisou-te? *Que trapalhada aconteceu-nos! *Consultou o médico que indicaram-lhe. *Acho que ofendi-o.

A questão dos clíticos é complexa e não se limita à esquematização apresentada; a essa complexidade ainda se podem juntar questões de estilo e de eufonia (isto é, aquilo que é mais agradável ao ouvido), que são subjectivas e dificilmente limitadas por regras ou excepções. Apenas como exemplo, na frase Na face lhes batia o sol ardente (em vez da ordem canónica O sol ardente batia-lhes na face), não parece haver outro motivo para a próclise a não ser a inversão estilística da ordem normal sujeito-verbo-complemento.

Em conclusão, as frases que nos enviou enquadram-se no contexto referido na alínea f), pois trata-se de uma oração subordinada condicional, introduzida pela conjunção se. Por este motivo, estará correcta a frase Se me ofereceres um livro, ficarei feliz.

O corrector sintáctico do FLiP assinala muitos destes contextos de atracção dos clíticos, como poderá verificar no FLiP On-line (www.flip.pt/online), com a frase em questão na sua dúvida.




A palavra secção nos novos dicionários de várias editoras sofre alteração e passa a ser seção depois de aplicado o Acordo Ortográfico e não tem as duas grafias. No vosso conversor, secção não é convertida para seção. De qualquer maneira não faz nenhum sentido retirar o c à palavra secção e confunde-se com a palavra sessão na expressão oral, só se conseguindo distinguir na escrita. Como é que se pode explicar isto? Este acordo ortográfico não faz sentido nenhum nem sequer consigo entender como ninguém faz mais nada.
Como previsto pelo texto do Acordo Ortográfico de 1990, as duplas grafias são aceites pelo corrector ortográfico em casos em que a chamada "norma culta" hesita entre a prolação e o emudecimento das consoantes c e p. A "norma culta", que o texto legal tantas vezes invoca como critério para aproximar a grafia da pronúncia, é difícil de aferir, pelo que, para as opções do corrector ortográfico, a Priberam levou em consideração a transcrição fonética ou as indicações de ortoépia registadas em dicionários e vocabulários.

A grafia da palavra secção não sofre alteração com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, uma vez que, na norma europeia do português, o -c- é pronunciado, como poderá verificar pela consulta de dicionários ou vocabulários com transcrição fonética ou ortoépica, nomeadamente no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Este caso é semelhante a outros em que a consoante é pronunciada (ex.: adaptar, facto, intelectual, pacto) e que, consequentemente, não sofrem alteração no português europeu com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

A pronúncia se[s]ão não corresponde a uma articulação usual no português europeu, mas sim no português do Brasil, onde a grafia seção é a mais usual e coexiste com a grafia secção, correspondendo cada grafia a uma pronúncia diferente.

Estas diferenças de pronúncia entre a norma europeia do português e a norma brasileira originam que, mesmo com a aplicação do Acordo Ortográfico, sejam privilegiadas grafias diferentes em cada uma das normas (ex.: académico, facto e receção, na norma europeia; acadêmico, fato e recepção, na norma brasileira).

pub

Palavra do dia

heb·dó·ma·da heb·dô·ma·da
(latim hebdomada, -ae, número sete, do latim hebdomas, -adis, semana, do grego hebdomás, -ádos, número sete, sete dias)
substantivo feminino

Período de sete dias, de sete semanas ou sete anos.


• Grafia no Brasil: hebdômada.

• Grafia no Brasil: hebdômada.

• Grafia em Portugal: hebdómada.

• Grafia em Portugal: hebdómada.
pub

Mais pesquisadas do dia

Siga-nos



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/eborense [consultado em 17-10-2019]