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desintrincado

A forma desintrincadopode ser [masculino singular particípio passado de desintrincardesintrincar] ou [adjectivoadjetivo].

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desintrincadodesintrincado
( de·sin·trin·ca·do

de·sin·trin·ca·do

)


adjectivoadjetivo

Que se desintrincou.

etimologiaOrigem etimológica:particípio de desintrincar.
desintrincardesintrincar
( de·sin·trin·car

de·sin·trin·car

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Tornar claro.

2. Desemaranhar.

etimologiaOrigem etimológica:des- + intrincar.

Esta palavra no dicionário



Dúvidas linguísticas



Por favor poderiam me dar o feminino desta frase: Os músicos estão na praça!
Uma frase não tem feminino ou masculino.

Se a questão se coloca quanto ao sujeito Os músicos, o feminino da palavra músico é música (ex.: Ela é música). Se se referir ao conjunto de músicos e músicas, então terá de ser Os músicos. Assim, se o sujeito da frase for feminino plural, será As músicas (mesmo podendo ser confundido com as músicas = as canções, as melodias).




Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].