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capataz

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capatazcapataz
( ca·pa·taz

ca·pa·taz

)


nome masculino

1. Chefe de um grupo de trabalhadores manuais.

2. [Brasil] [Brasil] Administrador de uma propriedade rural.

vistoPlural: capatazes.
etimologiaOrigem etimológica:espanhol capataz, do latim caput, -itis, cabeça.
iconPlural: capatazes.
Ver também resposta à dúvida: feminino de capataz.

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Traduzir "capataz" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].




Por que a palavra baú recebe o acento agudo no ú?
A palavra baú é acentuada graficamente no u para que não forme ditongo com a vogal que a precede (contrariamente ao que acontece em pau, por exemplo).

De acordo com a base X, n.º 1 do Acordo Ortográfico de 1990, as vogais tónicas i e u das palavras agudas e graves são acentuadas quando precedidas de uma vogal com a qual não formam ditongo e desde que não constituam sílaba com a consoante seguinte, à excepção de s (ex.: Ataíde, baía, baú, graúdo, juízes, miúdo, país). De acordo com o n.º 2 da mesma base, tais vogais não são acentuadas quando precedidas de uma vogal com a qual não formam ditongo mas constituem sílaba com a consoante seguinte (ex.: juiz, Raul) ou então quando são seguidas de nh (ex.: moinho, rainha).